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A nova era dos chips de IA começa aqui: Nvidia apresenta a arquitetura Rubin #590
➜ EDIÇÃO 590



Após reestruturação, PicPay volta ao mercado com plano de IPO

PicPay / Reprodução
🏦 O PicPay, fintech controlada pela família Batista, deu mais um passo rumo à Bolsa. A empresa protocolou nos Estados Unidos o pedido para realizar seu IPO e já chega ao mercado com um nome de peso interessado em ancorar a operação: Marcelo Claure, ex-SoftBank, por meio da gestora Bicycle Management.
De acordo com o prospecto preliminar enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), a Bicycle sinalizou interesse em investir US$ 75 milhões na oferta. O movimento ajuda a dar tração ao processo e reforça a confiança na fintech, que hoje disputa espaço no topo do mercado brasileiro ao lado de Nubank e Banco Inter.
💰 Nos nove primeiros meses de 2025, o PicPay registrou receita de R$ 7,3 bilhões, um salto de 92% na comparação anual, e lucro líquido de R$ 314 milhões, crescimento de 82%. A empresa afirma ter cerca de 66 milhões de usuários em um ecossistema que reúne pagamentos, conta digital, crédito e seguros em um único aplicativo.
A expectativa da J&F, controladora do PicPay, é levantar cerca de US$ 500 milhões com uma oferta primária, ou seja, com os recursos indo direto para o caixa da companhia, sem venda de ações pelos atuais controladores.
💹 A ideia é precificar a operação até o fim de janeiro, em uma tentativa de reabrir a janela para IPOs de empresas brasileiras nos Estados Unidos, praticamente fechada há quase quatro anos. Caso avance, o PicPay será listado na Nasdaq. Mesmo com a abertura de capital, o controle seguirá nas mãos da família Batista.
Estrutura com duas classes de ações
Assim como outras empresas de tecnologia, o PicPay adotará uma estrutura de duas classes de ações. Os papéis Classe A, vendidos no IPO, darão direito a um voto por ação. Já as ações Classe B, detidas integralmente pela J&F, garantem dez votos por papel.
🧑💼 Na prática, isso mantém Joesley e Wesley Batista no comando da empresa, que seguirá classificada como uma “controlled company” segundo as regras da Nasdaq.
Além da participação no IPO, a Bicycle Management também terá direito a warrants concedidos pela própria J&F. Esses instrumentos funcionam como opções de compra que permitirão à gestora adquirir, no futuro, ações adicionais diretamente do controlador, pelo preço do IPO corrigido pela inflação, um incentivo extra para garantir a ancoragem da oferta.
Uma nova tentativa, agora com outra cara
📅 Esta não é a primeira vez que o PicPay tenta abrir capital. Em 2021, a fintech chegou a planejar um IPO, mas acabou desistindo diante da deterioração do cenário macroeconômico e da forte alta dos juros no Brasil, que pressionaram o balanço da empresa.
Desde então, a J&F promoveu uma reestruturação profunda. A partir de 2023, o grupo reorganizou seus negócios financeiros, concentrou a estratégia de varejo no PicPay, migrou a base de clientes pessoas físicas do Banco Original para a fintech e realizou aportes de centenas de milhões de reais para fortalecer a estrutura de capital.
💳 O resultado é um PicPay mais enxuto, lucrativo e agora já respaldado por um investidor institucional — fatores que pavimentam o caminho para essa nova tentativa de IPO no mercado americano.⚡


Nvidia apresenta Rubin, sua nova e poderosa arquitetura de chips para IA
🤯 A Nvidia aproveitou o palco da CES para fazer um anúncio de peso. Jensen Huang, CEO da companhia, apresentou oficialmente a Rubin, nova arquitetura de chips da empresa, descrita por ele como o estado da arte em hardware para inteligência artificial.
Segundo Huang, a arquitetura já está em plena produção, com expectativa de ganhar ainda mais escala no segundo semestre do ano. “A Vera Rubin foi projetada para enfrentar um desafio fundamental: a quantidade de computação exigida pela IA cresce de forma exponencial”, afirmou o executivo durante a apresentação.
📅 Anunciada inicialmente em 2024, a arquitetura Rubin é o capítulo mais recente do ciclo acelerado de inovação da Nvidia — movimento que ajudou a transformar a empresa na corporação mais valiosa do mundo. Ela chega para substituir a arquitetura Blackwell, que havia sucedido as gerações Hopper e Lovelace.
Os chips Rubin já têm destino certo. Praticamente todos os grandes provedores de nuvem planejam adotar a nova arquitetura, incluindo parcerias estratégicas da Nvidia com Anthropic, OpenAI e Amazon Web Services. Além disso, os sistemas Rubin também vão equipar o supercomputador Blue Lion, da HPE, e o futuro supercomputador Doudna, no Laboratório Nacional Lawrence Berkeley.
🧑🚀 Batizada em homenagem à astrônoma Vera Florence Cooper Rubin, a nova arquitetura é composta por seis chips que trabalham em conjunto. A GPU Rubin é o núcleo do sistema, mas o projeto também ataca gargalos cada vez mais críticos em IA, como armazenamento e interconexão, com melhorias nos sistemas BlueField e NVLink. O pacote ainda inclui a nova CPU Vera, desenvolvida para tarefas de raciocínio autônomo.
Durante a apresentação, Dion Harris, diretor sênior de soluções de infraestrutura de IA da Nvidia, destacou que os modelos modernos exigem cada vez mais memória, especialmente para lidar com o chamado cache KV, usado para condensar informações durante o processamento.
💬 “À medida que surgem novos fluxos de trabalho, como IA ativa ou tarefas de longa duração, a pressão sobre o cache aumenta muito”, explicou Harris. Para resolver isso, a Nvidia introduziu uma nova camada de armazenamento externo, que permite escalar a capacidade de memória de forma mais eficiente.
Como era de se esperar, a Rubin também representa um salto expressivo em desempenho e eficiência energética. Segundo a Nvidia, a nova arquitetura é 3,5 vezes mais rápida que a Blackwell no treinamento de modelos e cinco vezes mais veloz em tarefas de inferência, alcançando até 50 petaflops. Em termos de eficiência, a plataforma promete até oito vezes mais poder de inferência por watt.
🤖 O lançamento da Rubin acontece em meio a uma corrida global pela construção de infraestrutura de IA. Laboratórios, big techs e provedores de nuvem disputam não só os chips da Nvidia, mas também as instalações necessárias para operá-los. Em uma teleconferência de resultados em outubro de 2025, Huang estimou que entre US$ 3 trilhões e US$ 4 trilhões serão investidos em infraestrutura de IA nos próximos cinco anos.⚡


IA não é “slop”, é ferramenta
📖 Poucas semanas depois de o dicionário Merriam-Webster eleger “slop” (algo como conteúdo preguiçoso, genérico ou de baixa qualidade) como a palavra do ano, Satya Nadella, CEO da Microsoft, resolveu entrar no debate sobre o futuro da IA e deixou claro que não curte muito essa definição.
Em um texto publicado em seu blog pessoal, Nadella defendeu que a gente pare de tratar a inteligência artificial como “desleixo” e passe a enxergá-la como algo bem diferente: “bicicletas para a mente”. A referência vem de uma famosa fala de Steve Jobs, que comparava o computador a uma ferramenta capaz de amplificar a capacidade humana.
🏗️ Segundo Nadella, a IA deveria ser vista como um andaime para o potencial humano, não como um substituto. Em vez de cair na dicotomia “conteúdo ruim versus tecnologia sofisticada”, ele propõe um novo equilíbrio: aceitar que pessoas agora contam com ferramentas de amplificação cognitiva em suas interações, no trabalho e na vida.
IA como ferramenta, não como substituta
Traduzindo do “nadellês”: ele não quer apenas que a gente pare de chamar tudo que vem da IA de conteúdo ruim. Quer, sobretudo, que o setor de tecnologia abandone o discurso de que a IA existe para substituir pessoas e passe a tratá-la como uma ferramenta de produtividade.
✂️ O problema é que esse discurso entra em choque direto com o marketing de muitos agentes de IA, que vendem exatamente a promessa oposta: cortar custos, eliminar tarefas humanas e justificar preços altos com base na substituição de trabalho.
O medo do desemprego e as previsões mais pessimistas
Para piorar, figuras importantes do setor ajudam a alimentar o medo. Em maio, Dario Amodei, CEO da Anthropic, afirmou que a IA poderia eliminar metade dos empregos de nível básico em escritórios, levando o desemprego a algo entre 10% e 20% nos próximos cinco anos, previsão que ele reforçou recentemente em uma entrevista ao 60 Minutes.
🦾 Mas a realidade pode ser menos apocalíptica do que parece. Como o próprio Nadella sugere, a maior parte das ferramentas de IA hoje não substitui trabalhadores, mas trabalha com eles — desde que alguém esteja disposto a revisar o que a máquina produz.
O que os dados dizem hoje
Um dos estudos mais citados sobre o tema é o Projeto Iceberg, do MIT, que tenta medir o impacto econômico real da IA. Segundo o levantamento, a tecnologia hoje consegue executar cerca de 11,7% do trabalho humano remunerado.
🤝 Esse dado costuma ser interpretado como “a IA pode substituir quase 12% dos empregos”, mas não é bem assim. O estudo mede quanto de um trabalho pode ser transferido para a IA, não o desaparecimento completo de funções. Entre os exemplos estão automações administrativas para enfermeiros e tarefas de programação feitas com ajuda de IA.
Isso não significa que ninguém esteja sentindo o impacto. Profissões como designers gráficos corporativos e blogueiros de marketing já enfrentam mudanças fortes, como aponta a newsletter Blood in the Machine. Também chama atenção o aumento do desemprego entre programadores juniores recém-formados.
📈 Ao mesmo tempo, há um padrão claro: profissionais qualificados produzem mais e melhor quando usam IA. A tecnologia ainda não substitui criatividade, senso crítico ou repertório — ela amplifica quem já tem essas habilidades.
Profissões expostas à IA estão crescendo?
Talvez por isso alguns dados recentes sejam surpreendentes. O relatório de previsão econômica da Vanguard para 2026 mostra que as cerca de 100 ocupações mais expostas à automação por IA estão, na prática, crescendo mais rápido em empregos e salários do que o restante do mercado. A conclusão é direta: quem sabe usar IA está ficando mais valioso, não descartável.
🤔 A ironia é que a própria Microsoft ajudou a fortalecer a narrativa do “roubo de empregos”. Em 2025, a empresa demitiu mais de 15 mil funcionários, mesmo registrando receitas e lucros recordes. A justificativa? O sucesso da empresa na era da IA.
Nadella chegou a escrever um memorando público após as demissões, mas evitou dizer que a eficiência da IA foi a causa direta dos cortes. Falou em “reimaginar a missão” da Microsoft e citou a transformação da IA como um dos pilares estratégicos da empresa, ao lado de segurança e qualidade.
🤖 Segundo a Vanguard, porém, a perda de empregos atribuída à IA até agora tem menos a ver com automação pura e mais com decisões clássicas de negócios: cortar investimentos em áreas menos promissoras para apostar nas que crescem mais rápido.
E a Microsoft não está sozinha. De acordo com a consultoria Challenger, Gray & Christmas, a IA foi citada como fator em quase 55 mil demissões nos EUA em 2025, incluindo cortes em empresas como Amazon, Salesforce e outras gigantes do setor.
E o “slop”, no fim das contas?
🙂 Ainda assim, sejamos honestos: para quem passa tempo demais nas redes sociais, rindo de memes, vídeos absurdos e conteúdos aleatórios gerados por IA… o slop talvez seja um dos usos mais divertidos, se não o melhor, dessa tecnologia.⚡


Pandora ainda dá dinheiro

Giphy / Reprodução
💰 James Cameron fez de novo. Apenas 18 dias após estrear nos cinemas, Avatar: Fogo e Cinzas já ultrapassou a impressionante marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, provando que Pandora continua sendo um endereço valioso para Hollywood.
Segundo a Variety, US$ 306 milhões desse total vieram do mercado norte-americano, enquanto outros US$ 777,1 milhões foram arrecadados no resto do mundo. Um resultado que deixa a 20th Century Studios bastante confortável e reforça a expectativa de que o filme, assim como seus antecessores, possa fechar sua trajetória nos cinemas acima dos US$ 2 bilhões.
Um bilhão… mas em ritmo mais lento
📅 Apesar do feito, Fogo e Cinzas não bateu o recorde de velocidade da própria franquia. O primeiro Avatar chegou ao bilhão em 17 dias, enquanto O Caminho da Água foi ainda mais rápido, alcançando a marca em apenas 14 dias.
Ainda assim, os números históricos da saga jogam a favor de Cameron:
Avatar (2009) segue imbatível, com US$ 2,9 bilhões
O Caminho da Água encerrou sua jornada com US$ 2,3 bilhões
Agora, todas as apostas estão no mercado internacional, que deve ser decisivo para saber se Fogo e Cinzas também vai cruzar a linha dos US$ 2 bilhões.
Mundo afora, Pandora segue forte
🌏 O desempenho internacional tem sido especialmente robusto. O filme vem se destacando na China (US$ 138 milhões), França (US$ 81 milhões) e Alemanha (US$ 64 milhões).
No Brasil, a recepção também foi quente: o longa estreou direto no topo da bilheteria, com US$ 19 milhões arrecadados, mostrando que o público brasileiro segue fiel à franquia.
Crítica menos empolgada pode pesar
🍅 Se o público continua aparecendo, a crítica não tem sido tão generosa quanto nos filmes anteriores. No Rotten Tomatoes, Fogo e Cinzas soma 66% de aprovação, ficando atrás dos 76% de O Caminho da Água e dos 81% do primeiro Avatar.
O principal ponto levantado pelos críticos é a sensação de que James Cameron estaria repetindo fórmulas, temas e ganchos narrativos, o que faz o filme soar previsível e, em alguns momentos, cansativo.
🤔 Por outro lado, quase ninguém discorda de um ponto: Avatar: Fogo e Cinzas segue sendo um espetáculo visual. A construção de mundo continua impressionante e faz o público se sentir dentro de Pandora. Para parte da crítica, porém, isso não basta para sustentar mais de três horas de duração sem um avanço mais ousado na história.⚡

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