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A robótica está prestes a ter seu ChatGPT? Calma lá... #593
➜ EDIÇÃO 593



Etiquetas, figurinhas de texto e lembretes

Meta / Reprodução
📱 O WhatsApp anunciou nesta semana um pacote de três novidades para quem vive em grupos no mensageiro. A principal delas é a chegada das etiquetas para membros de grupos, recurso que promete organizar (e divertir) ainda mais as conversas.
A ideia é simples: agora dá para classificar os participantes com funções específicas. Em um grupo de futebol, por exemplo, você pode marcar um amigo como “goleiro”, outro como “zagueiro” e aquele mais animado como “atacante”. Tudo isso aparece logo abaixo do nome da pessoa nas mensagens, facilitando a identificação.
😀 O mais legal é que as etiquetas não são fixas. A mesma pessoa pode ter papéis diferentes em cada grupo. Em um, ela pode ser o “goleiro”; em outro, algo bem mais pessoal, como “Pai da Letícia” — tudo depende do contexto (e da criatividade do grupo).
Outras duas novidades chegam junto
Além das etiquetas, o WhatsApp confirmou mais duas funções inéditas:
Texto que vira figurinha
🖼️ Agora é possível transformar texto em figurinha. Basta abrir o menu de stickers, tocar no campo de busca (ícone da lupa) e digitar o que você quer enviar. O WhatsApp converte automaticamente a mensagem em figurinha, pronta para ser compartilhada.
Lembretes para eventos
⏰ Os eventos criados em grupos ficaram mais completos. A partir de agora, dá para definir lembretes personalizados, ajudando todo mundo a não esquecer data, horário ou local do compromisso.
As novidades já estão sendo liberadas gradualmente para os usuários brasileiros. Para garantir o acesso, vale manter o aplicativo sempre atualizado.⚡


O “momento ChatGPT” da robótica está chegando… mas ainda não chegou
🤔 Há um ano, Jensen Huang, CEO da Nvidia, cravou que o tão falado “momento ChatGPT” da robótica estava prestes a acontecer. Agora, durante a CES, ele voltou ao tema, mas com um pé um pouco mais no freio. Segundo Huang, esse momento está “quase aqui”. A pergunta que fica é: será mesmo?
Motivos para empolgação não faltaram na feira. A Nvidia confirmou que sua nova e poderosa GPU, a Vera Rubin, já está em plena produção. Esses chips são parte central do boom da inteligência artificial e ajudaram a transformar a Nvidia na empresa mais valiosa do mundo.
🤖 Mas, no palco, Huang deixou claro mais uma vez que a Nvidia não quer ser vista apenas como uma fabricante de chips. A empresa se enxerga como uma gigante de software e infraestrutura de IA, presente em praticamente todas as camadas da tecnologia e com uma aposta cada vez mais forte em IA física, ou seja, sistemas de IA que operam no mundo real, como robôs e carros autônomos.
“Quase lá” não é exatamente “chegou”
Em um comunicado à imprensa, a Nvidia chegou a afirmar que o “momento ChatGPT para a robótica chegou”. Mas, ao vivo, Huang foi mais cauteloso e disse que ele está “quase aqui”. Pode parecer detalhe, mas não é.
📅 Na CES do ano passado, o executivo já havia usado uma linguagem parecida ao apresentar a plataforma Cosmos, descrevendo esse momento como algo “logo ali”. Um ano depois, o discurso continua parecido e isso levanta a dúvida: o avanço é real, mas será que ainda falta o empurrão final?
O próprio Huang reconheceu o tamanho do desafio. “O mundo físico é diverso e imprevisível”, disse ele. E é justamente aí que a coisa complica.
A estratégia da Nvidia: ferramentas, não robôs
⚙️ Vale lembrar que a Nvidia não quer construir robôs ou carros autônomos. A empresa aposta em fornecer as ferramentas — hardware, software e simulação — para que outras companhias façam isso. Essa estratégia vem sendo construída há mais de uma década.
E, justiça seja feita, houve progresso. Na área de direção autônoma, a Nvidia apresentou a família Alpamayo, um conjunto de modelos abertos, ferramentas de simulação e bancos de dados pensados para lidar com cenários raros e complexos no trânsito, justamente os mais difíceis para sistemas autônomos.
💻 Além disso, a empresa lançou novos modelos Cosmos e GR00T, focados em aprendizado e raciocínio robótico, e destacou parcerias com nomes de peso como Boston Dynamics, Caterpillar, LG Electronics e NEURA Robotics, todos desenvolvendo máquinas baseadas nas tecnologias da Nvidia.
O problema não é só a IA
Mesmo com modelos mais avançados e simulações cada vez mais realistas, o trabalho pesado continua com as montadoras e empresas de robótica. São elas que precisam transformar tudo isso em sistemas seguros, confiáveis, aprovados por reguladores e aceitos pelo público.
🏃 Integrar IA com hardware, sensores, sistemas de segurança e limitações do mundo real é caro, lento e extremamente complexo. E não está nada claro que apenas acelerar o avanço da IA seja suficiente para resolver tudo isso.
Até porque o sucesso do ChatGPT não veio só do modelo em si, tecnologias parecidas já existiam antes. O diferencial foi a experiência do usuário e o timing perfeito, aquele raro momento de “raio em garrafa”.
🤨 A Nvidia já conseguiu algo parecido no passado, quando as GPUs se tornaram o motor inesperado da IA moderna. Se essa mágica pode se repetir na IA física, um território muito mais caótico e menos padronizado, ainda é uma grande incógnita.⚡


O sucesso é um jogo de probabilidades (e você pode hackeá-lo)
🏃 Imagine que você decide correr uma maratona em 90 dias. Ambicioso? Bastante. Você contrata um treinador, que já manda a real: não é o cenário ideal, mas dá para chegar lá se você fizer tudo certinho — treino, dieta e sono, sem deslizes.
O problema é o “se”.
Vamos dizer que você esteja otimista e estime suas chances assim:
70% de seguir o treino direitinho
70% de manter a dieta
70% de respeitar a rotina de sono
🫠 Parece razoável, né? Só que essas três coisas precisam dar certo ao mesmo tempo. Quando você faz a conta, a chance real de sucesso despenca para 34,3%.
Ou seja: mesmo sendo relativamente bom em cada etapa, o combo completo joga contra você.
E repare, estamos falando de uma meta simples, com apenas três condições. Agora pense em coisas como abrir um negócio, mudar de carreira ou disputar aquela promoção concorrida. A matemática ajuda a explicar por que tanta gente falha, não por azar, mas porque grandes objetivos costumam vir acompanhados de probabilidades bem ingratas.
😀 A boa notícia? Dá para virar o jogo. Não anulando o risco, mas aprendendo a jogar melhor com ele.
Pense negativo (no bom sentido)
Na vida real, “pensar positivo” não impede nada de dar errado. Planejar, sim.
Toda meta é como jogar uma moeda, só que com várias faces. A soma das probabilidades sempre dá 100%. Isso significa que, se você reduz a chance de algo dar errado, automaticamente aumenta a chance de dar certo.
🗺️ O segredo é simples e pouco popular: mapear tudo o que pode dar errado. Falta de tempo, dinheiro, energia, apoio, foco. Quando você enxerga os riscos com clareza, consegue se antecipar, ajustar o plano e diminuir o impacto dos imprevistos.
Ignorar problemas não os faz desaparecer. Antecipá-los, sim.
Aumente suas chances tentando mais vezes
🎯 Ter 80% de chance de falhar parece péssimo, até você lembrar que isso significa acertar uma vez a cada cinco tentativas.
Para um vendedor porta a porta, isso seria um sonho. Batendo em 200 portas por dia, ele fecharia 40 vendas. Nada mal.
Nem toda meta permite múltiplas tentativas, mas quando há incerteza, insistir costuma ser mais eficaz do que esperar o momento perfeito.
💡 Thomas Edison testou cerca de 6 mil materiais antes de encontrar um filamento viável para a lâmpada. Mozart compôs mais de 600 obras. Beethoven, mais de 700. Van Gogh produzia tanto que, por uma década, criava uma nova obra a cada 36 horas.
Quantidade não é inimiga da qualidade. Muitas vezes, é o caminho até ela.
Ataque primeiro o ponto mais difícil
Sua chance total de sucesso nunca será maior do que a etapa mais improvável do processo.
😵💫 Imagine que você precisa da aprovação de quatro gestores. Três quase sempre dizem sim (98%). Um deles, porém, só aprova 10% das vezes. Como todos precisam concordar, sua chance final cai para míseros 9,4%.
A estratégia inteligente? Começar justamente por quem tende a dizer não.
Se essa pessoa topar, suas chances explodem. Se não topar, você falha rápido, economiza tempo e energia e parte para algo com mais potencial. É gestão de risco aplicada à vida real.
🫡 Todo objetivo carrega dois números invisíveis: a chance de dar certo e a de dar errado. Quando você aprende a reduzir o segundo e fortalecer o primeiro, para de depender da sorte e passa a construir resultados de forma consciente.⚡


Warner Bros. diz “não, obrigado” e volta a rejeitar oferta da Paramount

Warner Bros. / Reprodução
🙅 A novela corporativa envolvendo a Warner Bros. Discovery (WBD) ganhou mais um episódio nesta semana e, mais uma vez, com um “não” bem claro. O conselho da empresa recomendou de forma unânime que seus acionistas rejeitem a nova oferta hostil de compra feita pela Paramount Skydance, avaliada em cerca de US$ 108 bilhões.
Mesmo após ajustes na proposta, a Warner segue considerando o negócio arriscado e pouco atraente, especialmente quando comparado ao acordo já fechado com a Netflix, que prevê a venda dos estúdios de cinema, da HBO e do streaming HBO Max por aproximadamente US$ 72 bilhões.
⚔️ Desde que esse acordo veio a público, o mercado acompanha uma verdadeira guerra de bastidores: cartas a investidores, declarações públicas afiadas e movimentações financeiras gigantescas. No centro da disputa está a mesma pergunta de sempre: qual proposta realmente entrega mais valor — e menos dor de cabeça — no longo prazo? Para a Warner, a resposta continua longe da Paramount.
Conselho da Warner não compra a ideia da Paramount
Em carta enviada aos acionistas, o conselho da WBD foi direto: a versão revisada da oferta da Paramount não resolve problemas considerados fundamentais. Segundo a empresa, o valor apresentado ainda fica aquém do potencial da Warner e traz incertezas relevantes sobre a capacidade real de concluir a transação.
🤔 Outro ponto que pesou foi a estrutura do negócio. A Warner classificou a proposta como o maior leveraged buyout da história, ou seja, uma aquisição sustentada majoritariamente por dívida. Na visão do conselho, isso transfere um risco enorme para os acionistas — especialmente se algo sair do roteiro.
Nem a garantia bilionária de Larry Ellison convenceu
Para tentar destravar o acordo, a Paramount trouxe um peso-pesado para a mesa: Larry Ellison, cofundador da Oracle e um dos homens mais ricos do planeta. Ellison ofereceu uma garantia pessoal superior a US$ 40 bilhões, numa tentativa de mostrar que o financiamento estaria bem amarrado.
💸 Ainda assim, a Warner não se convenceu. Segundo a empresa, a Paramount — que é menor do que a WBD — teria de assumir um volume gigantesco de novas dívidas, estimado em mais de US$ 50 bilhões, para bancar a aquisição completa de ativos como CNN, Cartoon Network e Discovery Channel. Para o conselho, o risco estrutural continua alto demais.
Netflix segue como a “opção mais segura”
Enquanto fecha a porta para a Paramount, a Warner reforça o apoio total ao acordo com a Netflix. Em entrevista à CNBC, o presidente do conselho, Samuel Di Piazza, afirmou que a proposta da gigante do streaming oferece um caminho mais claro para a conclusão do negócio, além de proteções contratuais consideradas mais robustas.
📺 Pelo acordo, a Netflix ficaria com os principais ativos de estúdios e streaming, enquanto os canais de TV a cabo, como a CNN, seriam desmembrados em uma nova empresa, chamada Discovery Global, que deve ser listada em bolsa. Para a Warner, essa estrutura preserva mais valor para os acionistas do que a proposta rival.
Reguladores entram no radar
Como era de se esperar, tanto o acordo com a Netflix quanto a tentativa da Paramount devem passar por um escrutínio pesado de órgãos reguladores nos EUA e na Europa. Autoridades antitruste e parlamentares já demonstraram preocupação com o impacto dessas megafusões no mercado de mídia.
⚖️ Do lado da Netflix, os co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters afirmaram que a empresa já está em diálogo com o Departamento de Justiça dos EUA e com a Comissão Europeia. Segundo eles, a fusão criaria um grupo mais competitivo, com ganhos para consumidores, criadores e para a indústria como um todo.
E agora?
Com mais uma rejeição pública, a Paramount Skydance tem poucas opções: desistir da disputa, aumentar ainda mais o valor da oferta ou tentar levar a decisão diretamente aos acionistas da Warner, passando por cima da recomendação do conselho.
🙂 Por enquanto, a mensagem da Warner Bros. Discovery é cristalina: a Netflix segue sendo a favorita no negócio. Os próximos capítulos dessa disputa bilionária prometem ser tudo, menos discretos.⚡

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