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Adeus respostas limpas? ChatGPT começa a exibir propagandas no Brasil#688
➜ EDIÇÃO 688



Seu próximo DJ pode ser uma IA

Spotify / Reprodução
🎛️ O DJ do Spotify finalmente desembarcou no Brasil e agora ele até tem nome próprio. A plataforma liberou o recurso de inteligência artificial que cria playlists personalizadas e conversa com o usuário entre uma música e outra. Por aqui, a “voz” oficial do recurso em português brasileiro atende pelo nome de “Dani”.
O recurso foi lançado em fase beta lá em 2023, mas ainda estava disponível só em alguns mercados. Na versão inicial, o DJ basicamente fazia comentários sobre as faixas escolhidas. Só que o Spotify foi turbinar a experiência com o tempo, agora dá até para pedir mudanças por voz ou texto e mandar a IA montar uma seleção com a vibe que você quiser.
📻 A ideia é transformar a experiência em algo mais próximo de uma rádio super personalizada. Em vez de apenas tocar músicas aleatórias, o DJ mistura faixas com comentários e sugestões feitas com base no gosto do usuário. Ele também resgata músicas esquecidas na biblioteca, apresenta artistas novos parecidos com os que você já curte e tenta deixar tudo mais fluido e “humano”.
Nessa nova expansão, o Spotify liberou o DJ para assinantes Premium em 75 mercados diferentes. E cada idioma ganhou seu próprio apresentador virtual, no caso do Brasil, a escolhida foi a Dani.
📱 Para acessar a novidade, basta procurar pelo DJ na tela inicial do aplicativo ou digitar “DJ” na busca do Spotify. Depois disso, é só tocar no botão do recurso e começar a pedir alterações na playlist.
Mas calma, a distribuição está acontecendo aos poucos. Mesmo usuários Premium podem ainda não encontrar a função liberada. Se esse for o caso, vale conferir se o aplicativo está atualizado na Google Play Store ou na App Store. Ainda assim, a ativação depende dos servidores do Spotify, então pode levar um tempinho até aparecer para todo mundo.⚡


Adeus, respostas limpas? ChatGPT começa a exibir anúncios no Brasil

OpenAI / Reprodução
😡 O ChatGPT vai começar a exibir anúncios no Brasil. A novidade foi confirmada pela OpenAI e faz parte da expansão de um projeto piloto que já vinha rodando em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Agora, além do Brasil, mercados como México, Reino Unido, Japão e Coreia do Sul também entram na nova fase.
A mudança afeta usuários adultos dos planos gratuito e Go, enquanto assinantes Plus, Pro, Business, Enterprise e Education continuam com a experiência sem publicidade. A implementação será gradual e deve chegar às contas elegíveis nas próximas semanas.
Onde os anúncios vão aparecer
🛍️ Os anúncios aparecerão no fim da tela, logo abaixo das respostas do ChatGPT. Segundo a OpenAI, haverá uma divisão visual clara entre o conteúdo gerado pela IA e os espaços patrocinados, para evitar qualquer confusão.
A empresa também afirma que a publicidade será contextual. Na prática, isso significa que o sistema avalia se determinado anúncio faz sentido para aquela conversa antes de exibi-lo. Nem todo papo vai gerar propaganda — e temas considerados sensíveis, como saúde e política, ficam fora da jogada.
As respostas da IA vão mudar?
🤔 Outro ponto que a OpenAI fez questão de reforçar é que os anúncios não vão influenciar as respostas da IA. A empresa garante que o ChatGPT continuará priorizando utilidade e relevância para o usuário, sem interferência de patrocinadores.
A questão da privacidade também entrou no pacote de explicações. Segundo a OpenAI, os dados dos usuários e o conteúdo das conversas não serão vendidos para anunciantes. Esses compromissos fazem parte dos chamados “princípios de anúncios” divulgados pela companhia no começo do ano.
💬 “À medida que expandimos essa iniciativa de maneira cuidadosa, focamos em entender o que funciona melhor para usuários e anunciantes em cada região”, afirmou Dave Dugan, líder global de soluções de anúncios da empresa.
Por que a OpenAI está fazendo isso
Por trás da novidade está uma estratégia clara: monetizar a gigantesca base de usuários gratuitos sem abandonar o modelo freemium que ajudou o ChatGPT a se popularizar no mundo inteiro.
🌎 Depois de testar a ideia em alguns países, a OpenAI agora aposta em mercados com forte adoção de tecnologia e o Brasil entrou na lista.⚡


Você toparia uma entrevista de emprego feita por IA?
💼 A inteligência artificial já tomou conta de boa parte dos processos seletivos e agora ela também está assumindo um dos momentos mais “humanos” da contratação: a entrevista de emprego.
Se antes a IA ficava mais nos bastidores, analisando currículos e filtrando candidatos, agora muitas empresas já usam a tecnologia em entrevistas iniciais, chamadas de triagem e até avaliações automatizadas em vídeo.
🤖 E isso deixou de ser exceção. Um levantamento recente da plataforma de recrutamento Greenhouse mostrou que quase dois terços dos candidatos nos EUA já passaram por entrevistas conduzidas por IA. O número cresceu rápido: são 13 pontos percentuais a mais em comparação com apenas seis meses atrás.
Os candidatos estão desconfortáveis com a situação
Apesar da popularização, nem todo mundo está feliz com a novidade.
😡 Segundo a pesquisa, 38% dos entrevistados abandonaram processos seletivos que envolviam entrevistas com IA. Outros 12% disseram que provavelmente fariam o mesmo se descobrissem que seriam avaliados por inteligência artificial.
E isso acontece justamente em um mercado de trabalho complicado, marcado por poucas contratações, poucas demissões e muita concorrência por vagas. Ao mesmo tempo em que empresas usam IA para cortar custos e automatizar funções, candidatos também passaram a usar ferramentas de IA para melhorar currículos e disparar candidaturas em massa.
O resultado? Um caos automatizado dos dois lados.
O maior problema talvez nem seja a IA e sim a falta de transparência
🤨 O estudo aponta que muitos candidatos nem sabiam que seriam avaliados por inteligência artificial.
Sete em cada dez entrevistados disseram que as empresas não avisaram previamente sobre o uso de IA no processo seletivo. E cerca de 20% só descobriram isso na hora da entrevista.
📹 Esse ponto incomodou bastante os candidatos, principalmente nos casos de entrevistas gravadas em vídeo, nas quais a IA analisa respostas, comportamento e até padrões de comunicação.
Muita gente também abandonou processos seletivos ao perceber monitoramento automatizado ou ao descobrir que a empresa não foi clara sobre como a tecnologia seria usada.
💨 Em alguns casos, o desconforto foi tão grande que cerca de 20% das pessoas desistiram da vaga porque nem conseguiam identificar se estavam falando com um humano ou com uma IA.
A promessa de entrevistas “mais justas” ainda não convenceu
Um dos argumentos mais usados por empresas de tecnologia é que a IA poderia reduzir vieses em entrevistas. Mas, na prática, os candidatos não parecem muito convencidos disso.
🔞 Mais de um terço dos participantes afirmou ter percebido etarismo tanto em entrevistas feitas por humanos quanto por IA. Já mais de um quarto relatou viés relacionado à raça ou etnia.
Os números também mostram um processo bastante frio: entre os candidatos que passaram por entrevistas com IA, apenas 28% avançaram para as próximas etapas. Mais da metade sequer recebeu retorno, enquanto apenas 13% foram rejeitados oficialmente.
A IA deve continuar, mas candidatos querem mais humanidade
🤔 Mesmo com todas as críticas, a maioria das pessoas não acredita que a inteligência artificial vá desaparecer dos recrutamentos.
Na verdade, poucos querem eliminar totalmente a tecnologia. Apenas 19% disseram preferir menos IA nos processos seletivos. O principal pedido é outro: transparência.
🔍 Os candidatos querem entender como a IA está sendo usada, quais critérios estão sendo analisados e, principalmente, ter a opção de conversar com um ser humano em algum momento da seleção.
Curiosamente, nem toda experiência foi negativa. Cerca de 38% disseram ter saído com uma impressão mais positiva da empresa após uma entrevista com IA, principalmente pela praticidade e facilidade de agendamento.
🙅 Ainda assim, 34% afirmaram que a experiência gerou uma percepção negativa da companhia e mais da metade acredita que entrevistadores humanos continuam sendo mais justos.
No fim das contas, o recado parece claro: empresas até podem usar IA para acelerar contratações, mas dificilmente vão conseguir transformar um processo seletivo em algo totalmente automatizado sem gerar desconfiança no caminho.⚡


Depois da Netflix, Prime Video também aposta em feed estilo TikTok

Amazon / Reprodução
🤯 O Prime Video resolveu entrar de vez na onda do TikTok. A plataforma da Amazon anunciou um novo recurso chamado “Clips”, um feed de vídeos curtos pensado para fazer o usuário passar mais tempo descobrindo séries e filmes dentro do aplicativo.
A ideia é simples e bastante familiar para quem já vive rolando vídeos curtos nas redes sociais. O feed vai mostrar pequenos trechos de produções disponíveis no catálogo do Prime Video, tudo em um formato vertical e personalizado com base nos interesses do usuário.
📱 Na prática, é como transformar o streaming em uma mistura de TikTok com trailer automático.
O movimento não chega exatamente como surpresa. Nos últimos anos, plataformas como Netflix, Disney+, Peacock e Tubi começaram a apostar pesado em feeds de vídeos curtos para ajudar usuários a encontrar algo para assistir sem precisar ficar eternamente navegando pelos catálogos.
🤔 A própria Netflix já lançou uma função parecida, curiosamente também chamada “Clips”.
No caso do Prime Video, o recurso permitirá adicionar séries à lista, compartilhar trechos com amigos ou abrir diretamente a página do conteúdo para assistir, comprar ou alugar.
💬 Segundo Brian Griffin, diretor de experiências globais do aplicativo do Prime Video, a ideia é deixar o entretenimento “a um toque de distância”.
A Amazon já vinha testando o formato
A Amazon começou a experimentar esse modelo durante transmissões da NBA, exibindo melhores momentos em um feed rolável parecido com TikTok. Agora, a lógica chega oficialmente para filmes e séries da plataforma.
🌎 O “Clips” será lançado inicialmente para alguns usuários nos Estados Unidos em dispositivos iOS, Android e Fire Tablets. Depois, a expectativa é expandir a função para mais pessoas ao longo do verão do hemisfério norte.
Para acessar o recurso, basta rolar a página inicial do aplicativo até encontrar o carrossel do Clips, que abrirá um feed vertical em tela cheia.
🙂 No ritmo que as plataformas estão indo, parece que a disputa pelo seu tempo de tela agora acontece não só entre streamings, mas também contra o próprio TikTok.⚡

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