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Airbnb da Lua? Startup abre reservas para hotel lunar #599

➜ EDIÇÃO 599

Cade pressiona, WhatsApp cede

🤯 Depois da Itália, foi a vez do Brasil entrar na lista de exceções do WhatsApp. A Meta decidiu não aplicar por aqui a nova política que proíbe chatbots de IA concorrentes de funcionarem no app por meio da API comercial, ao menos por enquanto.

A mudança acontece poucos dias após o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) mandar o WhatsApp suspender as novas regras, levantando suspeitas de que elas poderiam prejudicar a concorrência e favorecer a Meta AI, o chatbot oficial da empresa dentro do aplicativo.

O que mudou na prática?

📅 Pela política original, que entrou em vigor agora, desenvolvedores de IA teriam 90 dias de carência (a partir de 15 de janeiro) para encerrar o funcionamento de chatbots de uso geral no WhatsApp, como ChatGPT e Grok, e avisar os usuários de que o serviço deixaria de funcionar no app.

Mas, em um comunicado enviado aos desenvolvedores e obtido pelo TechCrunch, a Meta deixou claro que usuários com números brasileiros (+55) estão fora dessa regra.

Em outras palavras:

 👉 não é preciso interromper os bots no Brasil
👉 não é necessário avisar usuários brasileiros sobre mudanças

💬 “A exigência de cessar respostas e implementar mensagens automáticas antes de 15 de janeiro de 2026 não se aplica ao envio de mensagens para pessoas com código do Brasil (+55)”, diz o comunicado.

Chatbots gerais x atendimento ao cliente

Vale o destaque: a política não impede bots de atendimento ao cliente. O foco da restrição são chatbots de uso geral, que respondem perguntas sobre qualquer assunto, exatamente o território ocupado por ferramentas como ChatGPT e Grok.

🤔 O receio das autoridades é que as regras acabem criando uma vantagem injusta para a Meta AI, que já vem integrada ao WhatsApp, enquanto concorrentes ficariam de fora.

Pressão internacional funcionou

O Brasil não está sozinho. A Meta já havia concedido isenção semelhante na Itália, depois de questionamentos do órgão regulador local em dezembro. Além disso, a União Europeia abriu uma investigação antitruste para analisar se a política viola regras de concorrência.

🪫 Enquanto isso, a Meta segue defendendo sua posição. Segundo a empresa, o uso intenso de chatbots de IA estaria sobrecarregando sistemas que não foram projetados para esse tipo de aplicação.

Em resposta ao Cade, um porta-voz do WhatsApp foi direto: “A ideia de que o WhatsApp funcione como uma loja de aplicativos é falha. O caminho para empresas de IA são lojas de apps, sites e parcerias, não a plataforma WhatsApp Business”.

E agora?

🤖 Por ora, chatbots de IA continuam funcionando normalmente no WhatsApp para usuários brasileiros. Mas a discussão está longe do fim. Com investigações em andamento no Brasil e na Europa, o futuro dessas integrações ainda depende de decisões regulatórias.

Se a Meta vai manter essa exceção ou se adaptar globalmente às pressões, só o próximo capítulo dessa história vai dizer.

Férias na Lua?

GRU Space / Reprodução

🤯 Se a sua ideia de férias dos sonhos envolve gravidade reduzida e vista para a Terra, a GRU Space tem uma proposta tentadora (e caríssima). A startup anunciou que abriu reservas para o seu hotel lunar, com um detalhe importante: para garantir um lugar, é preciso depositar US$ 1 milhão e esperar até 2032 para fazer o check-in.

A promessa é ousada, um hotel funcional na superfície da Lua, com câmaras de descompressão e estrutura inflável projetada para suportar o ambiente lunar. Ou seja, nada de mala pronta por enquanto.

Quem é a GRU Space?

🚀 Fundada em 2025 por Skyler Chan, recém-formado pela Universidade da Califórnia, Berkeley, a GRU Space é uma startup apoiada pela Y Combinator e já atraiu investimentos de peso, como SpaceX, Anduril e até participação no programa de startups da Nvidia.

Em um relatório técnico compartilhado com o site Payload, a empresa detalhou seu plano para colocar o hotel lunar em operação poucos anos depois da meta do governo Trump de estabelecer os primeiros elementos de uma base permanente da NASA na Lua.

O plano para chegar à Lua (passo a passo)

🛰️ Missão 1 — 2029: testando o básico

A GRU pretende enviar uma carga de cerca de 10 kg para a superfície lunar, a bordo de um módulo CLPS. O objetivo é validar duas tecnologias-chave:

Estrutura inflável pressurizada, com múltiplas camadas de proteção contra micrometeoritos e radiação;

Uso de recursos lunares (ISRU), transformando o regolito em “tijolos lunares” por meio de geopolímeros, que futuramente servirão como escudo extra para o hotel.

🌑 Missão 2 — 2031: versão ampliada

Aqui o plano fica mais robusto. A empresa quer pousar centenas de quilos de equipamentos em um módulo maior, instalando uma estrutura inflável reduzida dentro de uma “poça lunar” — cavidades profundas onde as temperaturas são mais estáveis. A tecnologia de produção de materiais lunares também será expandida.

🏨 Missão 3 — 2032: portas abertas

Se tudo der certo, é em 2032 que o hotel estreia oficialmente. A estrutura, construída totalmente na Terra, será enviada à Lua com:

  • Sistemas completos de suporte à vida

  • Capacidade para quatro hóspedes por vez

  • Vida útil planejada de dez anos na superfície lunar.

🧱 Missões futuras: luxo lunar

Depois de iniciar as operações, a GRU quer usar os tais tijolos lunares para construir uma estrutura externa rígida, em um estilo inspirado no Beaux-Arts. Além de dar um toque de luxo, isso reduziria a necessidade de materiais infláveis e aumentaria a proteção contra o ambiente extremo da Lua.

Ambição gigante, riscos à altura

🌕 Apesar do discurso empolgado, que inclui passeios de rover lunar e até golfe na Lua, o próprio Skyler Chan admite que o projeto depende de fatores que fogem ao controle da empresa: redução dos custos de lançamento, voos tripulados frequentes, infraestrutura de energia e comunicação lunar, além de um ambiente regulatório favorável.

“É uma grande aposta, não vamos dourar a pílula”, afirmou Chan ao Payload. “Mas, se der certo, será literalmente o evento de maior impacto da história da humanidade.”

🧑‍🚀 O sonho é grande. O preço também. Agora, resta saber se a Lua vai mesmo virar destino turístico, ou se essa reserva de US$ 1 milhão vai ficar só no papel.⚡

Se errar aqui, o currículo não salva

💼 Quando o processo seletivo chega à reta final, currículo impecável e habilidades técnicas já não garantem mais nada. É ali, cara a cara com o recrutador, que uma única resposta pode definir o futuro do candidato.

Cada vez mais, entrevistas têm ido além do “o que você sabe fazer” e focam em algo mais difícil de ensaiar: maturidade emocional e capacidade de aprendizado. É o tipo de coisa que não aparece no LinkedIn, mas pesa muito na decisão final.

🧑‍💼 Segundo Kara Brothers, presidente da marca de skincare Starface, em entrevista ao CNBC Make It, líderes vêm reformulando suas entrevistas para entender como os candidatos lidam com limites, erros e responsabilidade profissional. Em outras palavras: como a pessoa reage quando as coisas não saem como o planejado.

A pergunta-chave, segundo ela, é simples e desconfortável na medida certa, justamente por isso, reveladora: “No seu último emprego, o que realmente te impediu de progredir?”

🎯 Nada de respostas automáticas. A pergunta força o candidato a revisitar experiências reais e expõe padrões de comportamento que dificilmente aparecem em discursos treinados.

Como responder bem a essa pergunta

Olhe para obstáculos reais: Reconhecer travas concretas mostra que você entende sua própria trajetória e não vive no piloto automático.

Assuma sua parte da responsabilidade: Admitir erros, sem drama ou exagero, é um sinal claro de maturidade e aprendizado contínuo.

Evite jogar a culpa nos outros: Respostas equilibradas indicam preparo para ambientes colaborativos e pressão.

Mostre o que mudou na prática: Não basta errar, é preciso explicar o que você aprendeu e como evoluiu depois disso.

Conecte passado e futuro: Amarrar aprendizados antigos às decisões atuais fortalece sua narrativa e passa segurança.

🤔 No fim das contas, recrutadores não avaliam apenas o que é dito, mas como o candidato reage à pergunta. Clareza, autocrítica e controle emocional costumam pesar muito, especialmente em cargos de maior responsabilidade.

Quando o processo chega à entrevista final, a vaga deixa de ser só sobre competências técnicas. Ela passa a refletir algo maior: a capacidade do profissional de aprender com erros e transformar limites em evolução.⚡ 

Quando vencer significa perder tudo

Reprodução

🎞️ Lançado em 1992, O Sucesso a Qualquer Preço (Glengarry Glen Ross) é daqueles filmes que não envelhecem. Pelo contrário: parecem ficar cada vez mais atuais. Ambientado quase inteiramente dentro de um escritório de vendas imobiliárias, o longa dirigido por James Foley transforma conversas, pressões psicológicas e conflitos morais em um retrato brutal do capitalismo competitivo.

Aqui não há grandes cenários, trilha épica ou cenas de ação. O filme aposta tudo nos diálogos e vence justamente por isso.

Um escritório, uma regra e muita pressão

🏘️ A premissa é simples e cruel: os vendedores de uma imobiliária recebem um ultimato. Quem vender mais fica. Quem vender menos está fora. O primeiro lugar ganha um Cadillac. O segundo, um conjunto de facas. O terceiro… é demitido.

Essa lógica transforma o ambiente de trabalho em um campo de batalha. A colaboração desaparece, a ética se dissolve e cada personagem passa a agir movido pelo medo. Não se trata mais de vender imóveis, mas de sobreviver.

🥊 O escritório vira um microcosmo onde ambição, desespero e vaidade se chocam o tempo todo.

Performances que elevam o filme ao clássico

O elenco é um espetáculo à parte. Al Pacino, Jack Lemmon, Alec Baldwin, Ed Harris e Alan Arkin entregam atuações intensas, quase teatrais.

😣 A cena de Alec Baldwin, por exemplo, é curta, mas icônica. Seu personagem entra apenas para humilhar os vendedores, reforçar a hierarquia e deixar claro que, naquele sistema, humanidade é fraqueza. O famoso discurso do “ABC: Always Be Closing” se tornou um dos momentos mais citados da história do cinema corporativo.

Jack Lemmon, por outro lado, representa o vendedor veterano que já acreditou no sonho, já teve sucesso e agora tenta desesperadamente se manter relevante. É nele que o filme encontra sua maior carga emocional.

O preço invisível do sucesso

💰 Mais do que falar sobre vendas, O Sucesso a Qualquer Preço é um filme sobre valores. O que acontece quando o resultado é mais importante do que o processo? Quando a dignidade vira moeda de troca?

Mentiras, manipulações e golpes passam a ser vistos como estratégias aceitáveis. Não porque os personagens sejam “maus”, mas porque o sistema foi desenhado para premiar quem cruza essas linhas.

🎬 O filme deixa claro que, nesse jogo, quase ninguém vence de verdade. Mesmo quem atinge o topo carrega um vazio difícil de ignorar.

Por que o filme continua tão atual?

Décadas depois, a lógica apresentada no filme ainda ecoa em muitos ambientes de trabalho: metas irreais, rankings públicos, competição interna extrema e a ideia de que o fracasso é sempre individual, nunca estrutural.

🎥 O Sucesso a Qualquer Preço antecipa debates que hoje estão no centro das discussões sobre saúde mental, cultura corporativa e propósito profissional. Ele nos obriga a encarar uma pergunta desconfortável: até onde vale ir para vencer?

Um filme que incomoda e por isso importa

Não é um filme fácil. Ele cansa, incomoda e provoca. Mas é justamente isso que o torna tão poderoso. Ao expor um sistema que espreme pessoas até o limite, o longa nos convida a refletir sobre nossas próprias escolhas, ambições e limites.

🙂 No fim, a mensagem é clara: quando o sucesso é conquistado a qualquer preço, o custo quase sempre é alto demais.⚡ 

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