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Big tech, big money: A era dos mega-cheques da IA #630

➜ EDIÇÃO 630

O feed que pode transformar o TikTok em Google Maps

TikTok / Reprodução

🇺🇸 O TikTok está testando um novo recurso nos Estados Unidos que pode deixar o app ainda mais parecido com um “Google Maps”: o Feed Local. A novidade mostra conteúdos sobre viagens, notícias, eventos, compras e restaurantes perto de onde você está — tudo baseado na sua localização.

O lançamento chega logo depois de uma mudança nos termos de serviço da plataforma nos EUA, que passou a permitir a coleta de dados de localização mais precisos. E agora o próprio TikTok confirmou: o motivo disso é justamente melhorar esse feed local.

🔒 A empresa, porém, garante que o compartilhamento de localização precisa será opcional e desligado por padrão. Ou seja, só entra nessa se você quiser.

O que é o Feed Local, na prática

O Feed Local já tinha sido lançado em alguns países da Europa (como Reino Unido, França, Itália e Alemanha) e funciona como um mural de conteúdos regionais. A ideia é mostrar posts recentes sobre o que está rolando perto de você — desde um restaurante novo até eventos, dicas de compras e notícias da cidade.

🙂 Segundo o TikTok, o recurso ajuda as pessoas a se conectarem com a comunidade local e também deixa o feed mais “útil”, com informações práticas do dia a dia.

TikTok quer atrair pequenas empresas (e reguladores)

Além de ser útil para usuários, o Feed Local também faz parte de uma estratégia maior: atrair pequenas empresas para a plataforma, não só como criadoras de conteúdo, mas também como anunciantes.

🏪 A empresa afirma que 7,5 milhões de negócios usam o TikTok para alcançar clientes no mundo todo, sustentando mais de 28 milhões de trabalhadores. Um relatório citando dados de organizações empresariais também diz que:

  • 84% das pequenas empresas dizem que o TikTok ajudou a expandir seus negócios

  • 75% conseguiram alcançar clientes fora da própria região

  • 74% afirmam que o app ajuda a se conectar com a comunidade local

Na visão da plataforma, o Feed Local pode transformar visualizações em tráfego real e vendas físicas.

E a privacidade?

📌 Na primeira vez que o usuário acessar o Feed Local, o TikTok vai pedir permissão para usar a localização — com opções como permitir uma vez, permitir durante o uso do app ou negar totalmente (no iOS, por exemplo).

A empresa diz que essa abordagem segue o padrão de outros aplicativos modernos e que os dados só serão coletados enquanto o app estiver aberto. O recurso também será limitado a usuários maiores de 18 anos.

🤔 Mesmo assim, a novidade levanta um debate óbvio: vale a pena trocar mais privacidade por um feed local mais útil? Especialmente considerando que a coleta de dados mais precisos só foi anunciada depois da reorganização da operação nos EUA, o que gerou desconfiança.⚡

OpenAI tem o recorde, Anthropic vem logo atrás

Anthropic / Reprodução

🤯 A corrida bilionária da inteligência artificial segue em ritmo insano e a Anthropic acaba de garantir mais um capítulo histórico. A startup por trás do Claude anunciou uma rodada de financiamento de US$ 30 bilhões, que elevou sua avaliação para cerca de US$ 380 bilhões. É mais que o dobro do valor da empresa em setembro do ano passado.

Com isso, a Anthropic assume o posto de segunda maior rodada privada da história da tecnologia, ficando atrás apenas da OpenAI, que levantou mais de US$ 40 bilhões em uma rodada liderada pelo SoftBank. Antes dessa nova era da IA, o recorde era do Ant Group, com US$ 14 bilhões em 2018.

Por que tanto dinheiro? Spoiler: IA é absurdamente cara

💰 Treinar e operar modelos de IA custa uma fortuna, principalmente por causa da infraestrutura pesada, como GPUs da Nvidia. Por isso, gigantes como Anthropic e OpenAI seguem levantando rios de dinheiro, enquanto competem também com o Google, que planeja gastar até US$ 185 bilhões em capital este ano para turbinar o Gemini.

A rodada da Anthropic foi liderada pela Coatue e pelo fundo soberano de Singapura, o GIC, com participação de nomes como DE Shaw, Dragoneer, Founders Fund, ICONIQ e MGX. A empresa também confirmou que parte dos investimentos anunciados anteriormente por Microsoft e Nvidia (até US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões, respectivamente) está incluída nesse pacote.

Claude quer dominar o mundo corporativo

🤖 Fundada em 2021 por ex-pesquisadores da OpenAI, a Anthropic cresceu forte no mercado corporativo — bem diferente da OpenAI, que explodiu no público final com o ChatGPT. Segundo a empresa, sua receita anualizada já chegou a US$ 14 bilhões, acima dos cerca de US$ 10 bilhões do ano passado.

“Claude está se tornando essencial para o funcionamento dos negócios”, disse Krishna Rao, CFO da empresa, destacando a demanda crescente de startups, empresas e grandes corporações.

💸 O dinheiro novo vai servir para expandir infraestrutura, acelerar pesquisas e fortalecer produtos empresariais.

Claude Code vs Codex

Cerca de 80% dos negócios da Anthropic vêm de empresas, impulsionados principalmente pelo Claude Code, ferramenta de programação com IA que viralizou ao automatizar partes do desenvolvimento de software. A receita anualizada dessa ferramenta já bateu US$ 2,5 bilhões, com assinaturas corporativas quadruplicando desde o início do ano.

📉 Esse avanço da IA no desenvolvimento de software, inclusive, derrubou ações do setor: o mercado perdeu cerca de US$ 2 trilhões em valor, com investidores preocupados com o impacto da automação.

Enquanto isso, a OpenAI responde com força: lançou o GPT-5.3-Codex e um app dedicado para Macs, tentando manter a liderança na corrida de IA para programadores.

O próximo capítulo da corrida de trilhões

🤔 A Anthropic também revelou recentemente o Claude Opus 4.6, que promete ser ainda melhor em codificação e produtividade. E a OpenAI não quer ficar atrás: está negociando uma rodada que pode chegar a US$ 100 bilhões, depois de fechar contratos de infraestrutura avaliados em US$ 1,4 trilhão.

Tradução: a bolha da IA não é mais hype, é uma disputa de capital em escala histórica.

Formado e nada de emprego? Calma, isso é mais comum do que parece

😨 A formatura chega, o diploma vem, a família comemora… mas o mercado de trabalho parece não estar nem aí. Se você terminou a faculdade e ainda não conseguiu um emprego, saiba: você não está sozinho. Essa fase de “limbo profissional” é mais comum do que parece e não significa que sua carreira travou.

Especialistas em carreira dizem que esse momento pede estratégia, organização e, principalmente, mente aberta para caminhos que talvez não sejam exatamente os que você imaginou.

Por que o emprego não aparece logo depois da faculdade?

🧑‍🎓 Existem alguns erros bem comuns entre recém-formados e eles podem estar atrapalhando sua entrada no mercado sem você perceber:

Foco em poucas vagas

🎯 Muita gente se candidata só a algumas oportunidades e não acompanha os processos. Isso reduz drasticamente as chances e aumenta a sensação de estagnação.

Currículo genérico e entrevistas fracas

📄 Segundo o Indeed, currículos sem personalidade, respostas vagas em entrevistas e falta de clareza sobre o próprio perfil profissional afastam recrutadores rapidamente. Se você não conhece a empresa ou o cargo, dificilmente vai convencer alguém.

Pouca experiência prática

👩‍💻 A falta de vivência pesa, sim — mas pode ser compensada com estágios, projetos paralelos, cursos práticos, freelas ou voluntariado.

 Começar tarde demais

⏳ Esperar a colação de grau para procurar emprego pode atrasar tudo. Em muitas áreas, os processos seletivos começam antes mesmo da formatura.

O que fazer quando o emprego não vem?

Se a vaga dos sonhos não apareceu (ainda), aqui vão estratégias práticas para destravar sua carreira:

Cuide da cabeça

Confiança e postura contam muito. A forma como você fala, escreve e se apresenta transmite maturidade (ou insegurança) em segundos.

Ative o networking

Indicação ainda é um dos caminhos mais fortes. Professores, ex-colegas, ex-chefes de estágio e profissionais da área podem abrir portas ou dar dicas valiosas.

Organize as finanças

Ajustar o orçamento reduz a pressão e te dá mais fôlego para escolher oportunidades melhores, sem aceitar qualquer coisa por desespero.

Ajuste as expectativas

Muitas carreiras têm “degraus iniciais”. Às vezes, a vaga júnior ou auxiliar é o atalho para chegar onde você quer.

Invista em cursos rápidos

Certificações, cursos técnicos e treinamentos práticos mostram iniciativa e deixam o currículo muito mais competitivo.

Mantenha-se ativo

Freelas, trabalhos temporários ou meio período mostram responsabilidade, vontade de aprender e geram histórias reais para contar em entrevistas.

Pense em mudar de cidade

Ampliar a busca para outras regiões pode revelar oportunidades que simplesmente não existem no seu mercado local.

Amplie o foco

Se você busca só um cargo específico, as chances diminuem. Funções parecidas podem ser portas de entrada estratégicas.

Desenvolva soft skills

Comunicação, organização, trabalho em equipe e resolução de problemas são habilidades que valem ouro e podem ser treinadas fora do emprego formal.

Aproveite o trabalho atual

Mesmo fora da sua área, seu emprego pode render projetos, responsabilidades extras e experiências que fortalecem o currículo.

Faça voluntariado

Além de ajudar pessoas, o voluntariado gera experiência prática, networking e mostra engajamento real.

Considere empreender

Projetos próprios, mesmo pequenos, desenvolvem autonomia, visão de negócio e execução tudo o que recrutadores adoram ver.

A real sobre o começo da carreira

💼 A transição entre faculdade e mercado raramente é linear. Tem dúvidas, frustrações e desvios de rota, mas também pode ser o momento mais decisivo para construir uma carreira sólida e consciente.

Tradução: estar perdido depois de formado é normal. O importante é não ficar parado.⚡ 

Paramount+ sobe o preço (e ainda sonha em comprar a Warner)

Giphy / Reprodução

😡 Se você achava que o streaming já estava caro, pode preparar o bolso, o Paramount+ reajustou seus preços no Brasil. A empresa diz que o aumento faz parte da estratégia de investir em mais conteúdo “premium” — principalmente esportes, séries e produções originais.

Entre os grandes atrativos que a plataforma cita estão as transmissões da Libertadores e da Sul-Americana, além dos direitos de exibição das lutas do UFC na América do Sul pelos próximos seis anos. Ou seja, esporte ao vivo virou o novo argumento para cobrar mais caro.

🤔 E o timing não é coincidência. O reajuste acontece enquanto a Paramount Skydance tenta uma jogada gigantesca: comprar a Warner Bros. Discovery e enfrentar de vez Netflix e companhia.

Quanto custa o Paramount+ agora no Brasil?

O aumento foi pesado, especialmente no plano de entrada. Antes, dava para assinar por R$ 18,90 por mês. Agora, a opção mais barata custa R$ 34,90 mensais, um salto de cerca de 84% no preço inicial.

Os outros planos também subiram:

  • Plano Padrão: de R$ 27,90 para R$ 34,90 por mês; no anual, de R$ 249,90 para R$ 309,90.

  • Plano Premium: de R$ 34,90 para R$ 44,90 mensais; no anual, de R$ 309,90 para R$ 399,90.

💸 Segundo a empresa, o plano anual continua valendo a pena: o Padrão oferece cerca de 11% de economia, enquanto o Premium chega a 25% de desconto em relação ao pagamento mensal.

E o plano básico barato? Sumiu do Brasil

O plano básico de R$ 18,90, focado em celulares, simplesmente não aparece mais entre as opções brasileiras. Ele ainda existe em alguns países (como Reino Unido, Canadá e Alemanha), geralmente com anúncios, mas por aqui a porta de entrada virou o plano Padrão de R$ 34,90.

O que muda nos planos daqui pra frente

📺 A Paramount diz que está investindo pesado em séries originais, produções brasileiras e esportes ao vivo, e que os novos preços já valem para novos assinantes. Quem já é cliente vai ser avisado com antecedência e pode manter o plano atual enquanto continuar ativo.

A jogada bilionária: comprar a Warner Bros. Discovery

O reajuste chega em um momento curioso: a Paramount quer barrar a Netflix e fechar a compra da Warner Bros. Discovery. O pacote inclui desde estúdios de cinema e produção de séries até o HBO Max e canais lineares como a CNN.

⚔️ Na prática, a empresa quer ganhar escala, catálogo e infraestrutura para competir com os gigantes do streaming, mesmo que isso signifique uma briga pesada com a Netflix nos bastidores.

Paramount+ agora está no mesmo patamar dos rivais

Com os novos valores, o Paramount+ entra de vez na faixa de preço dos concorrentes sem anúncios. Ainda assim, alguns rivais seguem mais caros:

  • Netflix: a partir de R$ 44,90

  • HBO Max: a partir de R$ 39,90

  • Disney+: a partir de R$ 46,90

Ou seja, o streaming “baratinho” ficou bem menos baratinho.

O que diz a Paramount

💬 Em nota, a empresa afirma que o reajuste reflete os investimentos em conteúdo: “À medida que o Paramount+ continua a expandir sua oferta de conteúdos premium, a plataforma está atualizando sua estrutura de valores no Brasil para refletir os investimentos contínuos em grandes lançamentos cinematográficos, séries originais, franquias globais, produções locais e esportes ao vivo”.

A companhia também reforça que, a partir de 10 de fevereiro de 2026, os novos preços valem para novos assinantes, enquanto clientes antigos serão avisados e poderão manter os planos atuais enquanto permanecerem ativos.⚡ 

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