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Brad Pitt vs. Tom Cruise (de mentira) e o caos da IA em Hollywood #633

➜ EDIÇÃO 633

Coca-Cola troca “pshhh” por grito de gol em latas para a Copa

Coca-Cola / Reprodução

⚽ A Coca-Cola decidiu transformar o clássico “psshhh” da lata em algo bem mais brasileiro: um grito de gol. Desde a última semana, a marca começa a distribuir latas de edição limitada que soltam áudio ao serem abertas, como parte da promoção “Concorra à sua vaga no jogo” para a Copa do Mundo de 2026.

A ideia é simples, mas bem sacada: em um mundo saturado de campanhas digitais, a Coca-Cola aposta no básico, a embalagem como mídia física e sensorial, capaz de gerar surpresa no mundo real (e, claro, render vídeos nas redes sociais).

Um grito que pode valer R$ 5 mil

💰 A tecnologia embutida na lata dispara o som exatamente no momento da abertura, simulando aquela explosão de estádio. E algumas dessas latas ainda podem premiar o consumidor com R$ 5 mil instantâneos.

Segundo a marca, o objetivo é transformar o ato cotidiano de abrir uma bebida gelada em uma experiência emocional, conectando o consumidor ao clima da Copa desde já.

Promoção vai além do barulho

🥤 A ação não se limita às latas falantes. Tampas e anéis verdes em embalagens de Coca-Cola, Fanta e Sprite trazem códigos que podem ser cadastrados via WhatsApp para concorrer a:

  • viagens e ingressos para jogos da Copa do Mundo de 2026

  • prêmios instantâneos, como TVs e consoles de videogame

Ou seja: além do grito, tem prêmio grande em jogo.

Embalagem como protagonista no ponto de venda

🎨 A campanha foi criada pela agência FanClub, que decidiu tirar a embalagem do papel de figurante na gôndola. Segundo Luciana Mello, diretora de trade marketing da agência, a proposta era criar algo lúdico, inesperado e fora do padrão dos sorteios tradicionais, usando a curiosidade em torno do produto como motor de engajamento orgânico.

No fim, é aquela estratégia clássica que a Coca-Cola domina: transformar um simples produto em experiência e, de quebra, em conteúdo compartilhável.⚡

Seu site com designer de IA: a nova aposta do WordPress

WordPress / Reprodução

🖥️ O WordPress entrou de vez na onda da inteligência artificial. A plataforma anunciou um assistente de IA integrado aos sites, capaz de editar layout, ajustar design e até gerar imagens usando comandos em linguagem natural — tudo direto no editor.

A ferramenta já aparece no editor de páginas, na biblioteca de mídia e até no recurso de notas em bloco, entendendo o conteúdo e a estrutura do site para facilitar mudanças sem exigir conhecimentos técnicos avançados.

Um designer (e redator) virtual dentro do editor

💬 Ao ativar o assistente, dá para pedir coisas bem diretas, tipo:

  • “Deixe essa seção mais moderna e espaçosa”

  • “Adicione uma página de contato”

  • “Mude as cores do site para algo mais vibrante”

A IA ajusta estilos, layouts e padrões automaticamente, funcionando quase como um designer e um editor de texto embutidos no WordPress.

IA também cria e edita imagens

📸 Na biblioteca de mídia, o recurso vai além do texto. O assistente pode gerar imagens do zero ou editar fotos existentes, usando o modelo Nano Banana, do Google.

Dá para pedir algo como “gere uma imagem de uma gata tricolor lendo um livro” ou até trocar elementos de uma foto, tipo “substitua essa pilha de panquecas por waffles”. Bem no estilo Photoshop, só que com prompt.

Ajuda colaborativa com o recurso de notas em bloco

🤖 O WordPress 6.9 também trouxe IA para o recurso de notas em bloco. Ao digitar @ai, o bot entra na conversa para pesquisar informações, sugerir links, ajudar na checagem de fatos e até gerar ideias de títulos.

Na prática, vira uma espécie de copiloto para equipes que estão planejando conteúdo ou discutindo projetos dentro da plataforma.

Como ativar o novo assistente

⚙️ O assistente está disponível sem custo extra para usuários dos planos Negócios e Commerce do WordPress.com. Para ativar, basta entrar na lista de sites, acessar as configurações e ligar a opção em Ferramentas de IA.

A plataforma também destaca que o recurso funciona melhor com temas em bloco, não aparecendo em sites que ainda usam temas clássicos.

Sua voz pode revelar sinais de depressão?

🗣️ Pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo estão no centro de um novo estudo internacional que explora um caminho promissor: usar inteligência artificial para identificar sinais de depressão apenas pela voz. O trabalho foi liderado pelo psiquiatra Prof. Dr. Ricardo R. Uchida e publicado na revista científica PLOS Mental Health.

A ideia é simples, mas poderosa: em vez de analisar o que a pessoa fala, o modelo de IA observa como ela fala. Ritmo, entonação, energia da voz e outras características acústicas foram usadas para detectar padrões associados a sintomas depressivos.

Resultados que chamam atenção

🤖 O estudo contou com 160 participantes brasileiros, incluindo pessoas com diagnóstico de Transtorno Depressivo Maior e indivíduos sem o transtorno. Os algoritmos foram treinados com mensagens de voz espontâneas e depois testados em um conjunto independente de dados.

Em tarefas mais naturais, como a descrição da semana anterior, os modelos alcançaram uma acurácia superior a 91% entre mulheres e cerca de 75% entre homens. Esses números são comparáveis aos de ferramentas tradicionais de triagem usadas na prática clínica — o que reforça o potencial da tecnologia como apoio ao diagnóstico.

Um complemento, não um substituto

🩺 Os pesquisadores fazem questão de frisar que a IA não substitui o diagnóstico médico. A proposta é usar a voz como um “marcador digital” acessível e de baixo custo, que pode ajudar na triagem precoce, no monitoramento de pacientes e em pesquisas, especialmente em contextos de telemedicina e saúde pública.

Parcerias e protagonismo científico

🌎 O projeto foi desenvolvido no Departamento de Saúde Mental da Santa Casa, em parceria com a empresa de saúde digital Infinity Doctors (EUA). A equipe incluiu docentes e pesquisadores brasileiros e internacionais, como os professores Victor H. O. Otani e Lucas Murrins Marques, além do doutorando Felipe O. Aguiar.

Para o Prof. Uchida, a pesquisa mostra como a integração entre avaliação clínica e inteligência artificial pode gerar ferramentas inovadoras e baseadas em evidências, ampliando o acesso a cuidados em saúde mental em um cenário de alta demanda.

🧑‍🔬 No fim, o estudo reforça o papel da Santa Casa de São Paulo como referência na interseção entre ciência, tecnologia e inovação, consolidando sua presença em pesquisas com impacto global.⚡ 

Hollywood entra em guerra contra vídeos gerados por IA

ByteDance / Reprodução

🤯 A Seedance 2.0, nova inteligência artificial de criação de vídeos da ByteDance (dona do TikTok), virou um fenômeno nas redes, mas também um baita problema para Hollywood. Agora, a empresa confirmou que vai impor limitações na ferramenta depois de reclamações de estúdios, sindicatos e detentores de direitos autorais.

O motivo? A IA estava criando clipes ultrarrealistas com personagens famosos, cenas de filmes e até rostos de atores e atrizes reais, tudo sem autorização. Resultado? processos começaram a bater na porta antes mesmo da tecnologia esfriar.

De Star Wars a Brad Pitt vs. Tom Cruise

🎥 Nos últimos dias, a Seedance 2.0 viralizou com vídeos que iam de cenas live-action inspiradas em animes até lutas fictícias entre personagens interpretados por Brad Pitt e Tom Cruise. Também apareceram conteúdos com marcas registradas da Disney, como Star Wars e Marvel, reproduzidos com um realismo assustador.

A ByteDance afirmou que vai reforçar as proteções contra o uso indevido de propriedade intelectual e semelhança de pessoas reais, prometendo filtros mais rígidos. O problema é que ainda não se sabe quando essas mudanças chegam nem como elas vão funcionar na prática.

Hollywood já estava preparando o contra-ataque

⚖️ A reação da indústria foi rápida. A principal suspeita é que a IA tenha sido treinada com filmes inteiros protegidos por direitos autorais, o que explicaria a fidelidade impressionante das recriações.

  • A Disney teria enviado uma notificação formal exigindo a interrupção do uso não autorizado de seus personagens (o famoso cease and desist).

  • A Motion Picture Association (MPA) criticou publicamente o uso de material protegido no treinamento da IA.

  • O sindicato SAG-AFTRA também condenou a ferramenta, já que o uso de voz e imagem por IA foi um dos pontos centrais da última greve de atores em Hollywood.

Curiosamente, a Disney já fez um acordo com uma empresa de IA, uma parceria com a OpenAI para uso de personagens no Sora. Ou seja, o problema não é a tecnologia, é quem controla e monetiza isso.

Afinal, quem é dono de uma obra criada por IA?

🤖 O caso da Seedance 2.0 reacende uma das maiores questões da era da inteligência artificial: quem é o dono de uma obra gerada por IA?

É a empresa que criou o modelo? O usuário que escreveu o prompt? Ou os artistas cujas obras foram usadas para treinar o sistema?

🤔 A resposta ainda está longe de ser consenso e deve render batalhas jurídicas gigantes nos próximos anos.⚡ 

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