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ChatGPT nos ouvidos? OpenAI prepara gadget de áudio com IA #601

➜ EDIÇÃO 601

Wikipédia entra na era da IA

🌐 A Wikipédia decidiu que chegou a hora de monetizar parte do seu conhecimento, pelo menos quando o assunto envolve inteligência artificial. A Wikimedia Foundation, organização sem fins lucrativos responsável pela enciclopédia online, anunciou nesta semana novas parcerias justamente no dia em que a plataforma completa 25 anos de existência.

A novidade é que empresas de IA que operam chatbots e grandes modelos de linguagem agora vão pagar para acessar os conteúdos da Wikipédia por meio da Wikimedia Enterprise, uma versão corporativa e premium dos serviços da fundação, criada especialmente para organizações.

Quem vai pagar pelo conteúdo da Wikipédia?

🤖 Entre as empresas que fecharam acordo estão Amazon, Meta, Microsoft, Mistral AI e Perplexity. Amazon e Meta, inclusive, já mantinham parcerias com a Wikimedia, mas só agora tiveram seus nomes oficialmente divulgados.

Essas companhias se juntam a outros parceiros de longa data, como o Google, que assinou contrato com a Wikipédia ainda em 2022. Já OpenAI e Anthropic, dois pesos-pesados do setor, ficaram de fora da lista de parceiros comerciais anunciados até o momento.

🙂 Segundo a Wikimedia Foundation, os acordos ajudam a garantir a continuidade do trabalho da comunidade global de voluntários e permitem que o conhecimento produzido alcance bilhões de pessoas “com a precisão e a transparência que a Wikipédia representa”.

Por que a Wikipédia ficou ainda mais importante na era da IA?

Mesmo com seus 25 anos de história, a Wikipédia vive hoje um dos momentos mais estratégicos da sua existência. O motivo é simples: ela virou matéria-prima essencial para treinar inteligências artificiais.

Alguns pontos ajudam a entender esse cenário:

  • Os verbetes da Wikipédia são amplamente usados no treinamento de chatbots, o que exige conteúdos precisos, atualizados e confiáveis

  • A plataforma já reúne mais de 65 milhões de artigos, disponíveis em mais de 300 idiomas, com cerca de 15 bilhões de visualizações por mês

  • Durante anos, bots de empresas de IA vasculharam o site livremente, sem qualquer tipo de compensação financeira

  • Esse uso intenso aumentou custos com servidores, monitoramento de robôs e tráfego, ao mesmo tempo em que os acessos diretos ao site caíram, já que muitos usuários passaram a buscar respostas diretamente nas IAs.

💸 Diante disso, a cobrança pelo acesso via Wikimedia Enterprise passou a ser vista como fundamental para a sobrevivência da Wikipédia e de outros projetos do ecossistema Wikimedia, como o Wikimedia Commons.

O que é a Wikimedia Enterprise?

A Wikimedia Enterprise funciona como uma versão comercial da Wikipédia, oferecendo:

  • Dados estruturados e organizados para uso corporativo;

  • Recursos personalizados e desenvolvidos sob demanda;

  • Maior estabilidade e previsibilidade no acesso às informações.

🤔 Na prática, é uma forma de compensar financeiramente um uso que antes era gratuito, mas que vinha pressionando a infraestrutura da plataforma e ameaçando sua sustentabilidade a longo prazo.

Depois do ChatGPT, OpenAI quer entrar no seu ouvido

Reprodução

🤯 No ano passado, Sam Altman, CEO da OpenAI, revelou uma parceria de peso com Jony Ive, o lendário designer por trás dos produtos mais icônicos da Apple. Desde então, o mercado ficou em modo “detetive”, tentando descobrir qual seria o primeiro fruto dessa colaboração. Agora, um novo vazamento indica que a espera pode estar chegando ao fim e com um produto que mira direto nos AirPods.

Apesar do sigilo absoluto em torno do projeto, informações recentes sugerem que a OpenAI está desenvolvendo um dispositivo de áudio com inteligência artificial, algo que vai além de simples fones de ouvido.

O suposto gadget secreto da OpenAI

🦻 Segundo o informante Smart Pikachu, no X (antigo Twitter), o dispositivo tem o codinome “Sweetpea” e está sendo pensado como um produto de áudio inteligente, capaz de competir diretamente com os AirPods da Apple.

O vazamento afirma que a Foxconn, parceira histórica da Apple, já teria recebido ordens para preparar cinco protótipos diferentes até o quarto trimestre de 2028. Entre eles estariam:

  • Um dispositivo doméstico inteligente

  • Uma caneta stylus

  • O Sweetpea, que hoje seria a prioridade máxima do time liderado por Jony Ive

🤔 O design também chama atenção: algo entre um ovo e uma pedra, totalmente fora do padrão atual de fones sem fio. Internamente, o gadget poderia usar um chip de 2 nanômetros, semelhante aos de smartphones topo de linha — possivelmente da família Exynos, da Samsung.

Mais curioso ainda: o Sweetpea não seria apenas um acessório de áudio. O vazamento sugere que ele pode contar com um chip personalizado, capaz de executar ações complexas, interagir com smartphones e até mesmo “comandar a Siri”, o que levanta sobrancelhas no mundo Apple.

📈 Se tudo isso se confirmar, a OpenAI estaria mirando um lançamento em setembro de 2028, com expectativa de produção entre 40 e 50 milhões de unidades.

O que a OpenAI já confirmou oficialmente?

Nada sobre o Sweetpea, claro. Mas em entrevista à Emerson Collective, Altman confirmou que a OpenAI e Jony Ive estão trabalhando em vários dispositivos de hardware com IA, alguns com previsão de chegar ao público já em 2027.

😀 Segundo Altman, os primeiros protótipos já existem e o entusiasmo é real: “Não consigo acreditar no quão incrivelmente bom e empolgante é o trabalho”.

Jony Ive, por sua vez, descreveu sua abordagem como “simples na aparência, sofisticada na essência”. Para ele, os melhores produtos são aqueles extremamente inteligentes, mas que parecem naturais de usar, quase sem exigir esforço.

Muito além de fones de ouvido

🖊️ Relatórios do Wall Street Journal e da Bloomberg indicam que outros protótipos em desenvolvimento incluem uma caneta inteligente, equipada com câmeras e microfones, capaz de entender o ambiente ao redor e agir de forma contextual.

Altman também deixou claro que o objetivo não é criar mais um gadget barulhento ou invasivo. Para ele, a tecnologia atual se parece com “andar pela Times Square”: cheia de estímulos, notificações e distrações.

🤖 A proposta do novo hardware de IA seria exatamente o oposto. “Queremos algo mais parecido com estar em uma cabana à beira de um lago, em silêncio, com tranquilidade”, explicou.

A ideia é que o dispositivo filtre informações, entenda o contexto do usuário e aja de forma quase invisível, ajudando sem interromper.

AirPods ou algo totalmente novo?

🎧 Se o Sweetpea vai mesmo competir diretamente com os AirPods ou inaugurar uma categoria completamente diferente, ainda é cedo para dizer. Mas uma coisa é certa: a entrada da OpenAI no mundo do hardware muda o jogo.

E com Jony Ive liderando o design, existe uma chance real de estarmos diante de um gadget que não só conversa com a IA, mas redefine como convivemos com ela.

Mais equilíbrio em 2026

📅 Começar um novo ano quase sempre vem acompanhado de promessas, planos e aquela vontade de virar a página. É justamente nesse clima que o Janeiro Branco abre o calendário, convidando todo mundo a olhar com mais carinho para a saúde mental e emocional. Em 2026, esse debate chega ainda mais urgente no Brasil.

Não é exagero, em 2025, a saúde mental passou a ser apontada como o maior problema de saúde do país, superando até o câncer. Segundo o Ipsos Health Service Report 2025, 52% dos brasileiros dizem que o bem-estar emocional é hoje sua principal preocupação, um salto enorme em relação a 2018, quando esse número era de apenas 18%. Com isso, o Brasil ocupa a terceira posição mundial entre os países que mais discutem o tema.

🧠 No trabalho, os reflexos são claros e preocupantes. Só em 2024, o Ministério da Previdência Social registrou 472.328 afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica, com crescimento de 67% em relação ao ano anterior. A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 15% da força de trabalho global sofra com transtornos mentais, gerando perdas de até US$ 8,9 trilhões por ano para a economia mundial.

Uma pesquisa da The School of Life em parceria com a Robert Half reforça o alerta: mais de 40% dos profissionais brasileiros já deixaram de produzir ou se manter engajados por estarem emocionalmente abalados. Entre os principais gatilhos estão metas irreais, jornadas longas, falta de previsibilidade, ambientes de trabalho insalubres e salários baixos.

Passos além da terapia para cuidar da saúde mental em 2026

🙂 Para enfrentar esse cenário e atravessar 2026 com mais equilíbrio, dentro e fora do trabalho, vale apostar em práticas simples, baseadas em evidências científicas, que ajudam a reduzir o estresse, melhorar o foco e proteger o bem-estar ao longo do ano.

Medite: A meditação pode reduzir os níveis de cortisol em até 25%, além de diminuir ansiedade, distrações e erros. Um ótimo aliado da concentração no dia a dia.

Cuide da alimentação: O que você come também afeta a mente. Alimentos ricos em proteínas, ômega-3, vitaminas do complexo B e D, além de itens como castanhas, ovos, chocolate amargo, camomila e chá verde ajudam a controlar a ansiedade e melhorar o bem-estar.

Mexa o corpo: Exercícios regulares, como a caminhada acelerada japonesa, ajudam a “recalibrar” um cérebro cansado e reduzem em quase 60% o risco de ansiedade.

Pratique afirmações positivas: Falar consigo mesmo de forma mais gentil ajuda a interromper pensamentos catastróficos, reduz o estresse e fortalece a autoconfiança.

Leve o sono a sério: Dormir mal aumenta a ansiedade. Dormir bem restaura a mente, melhora o humor e impacta diretamente o desempenho profissional.

Faça pausas estratégicas: Micropausas de cinco minutos ao longo do expediente reduzem a fadiga, aliviam a ansiedade e mantêm o cérebro mais alerta.

Respire com consciência: A respiração abdominal ajuda a acalmar a mente e traz foco quando a ansiedade tenta tomar conta do corpo.

Cultive o otimismo: Manter uma postura otimista melhora a memória, reduz o impacto da ansiedade e ainda acelera o crescimento profissional.

Vá para fora: Passar tempo ao ar livre está associado a mais massa cinzenta no córtex pré-frontal, região ligada ao pensamento claro, à regulação emocional e à tomada de decisões.

Converse mais: A interação social fortalece o cérebro, reduz a ansiedade e ajuda a evitar o isolamento. Trocar ideias com colegas também faz parte do autocuidado.⚡ 

5 trilhões de plays depois

Giphy / Reprodução

🤯 Se você deu play em uma música este ano, saiba que fez parte de um marco histórico. Em 2025, a indústria global da música ultrapassou a impressionante marca de 5,1 trilhões de reproduções em plataformas de streaming, estabelecendo um novo recorde anual. O crescimento foi de 9,6% em relação a 2024, segundo o relatório de fim de ano da Luminate, empresa especializada em dados e análises do setor musical.

O catálogo manda (e muito)

📅 Apesar da avalanche de lançamentos, a maior parte do consumo ainda gira em torno de músicas mais antigas. Nos EUA, apenas 43% dos streams vieram de faixas lançadas nos últimos cinco anos (2021 a 2025). Ou seja: o catálogo segue reinando absoluto.

As grandes exceções ficam por conta de dois gigantes:

  • Taylor Swift, com The Life of a Showgirl

  • Morgan Wallen, com I'm the Problem

Ambos ultrapassaram a marca de 5 milhões de unidades equivalentes a álbuns vendidas em um único ano, somando streaming e vendas físicas.

Os gêneros que mais cresceram

🎶 Se alguns estilos vivem de nostalgia, outros estão em plena ascensão. Em 2025, os gêneros que mais cresceram foram:

  • Música cristã/gospel: +18,5%

  • Rock: +6,4%

  • Música latina: +5,2%

Segundo Jaime Marconette, vice-presidente da Luminate, em conversa com a AP News, o rock foi o gênero que mais expandiu sua participação no streaming. E mesmo sendo tradicionalmente associado ao catálogo, também foi o segundo gênero com mais reproduções de músicas novas no ano.

⛪ Já no gospel, o crescimento foi puxado por artistas como Forrest Frank, Brandon Lake e Elevation Worship, que desafiaram a queda geral no consumo de lançamentos recentes.

Bad Bunny segue dominando o streaming latino

Quando o assunto é música latina, Bad Bunny continua sendo um dos grandes motores do crescimento. Em 2025, ele somou 5,3 bilhões de reproduções de áudio sob demanda, o que representa 4,38% de todos os streams latinos nos EUA.

📈 Só o álbum Debí Tirar Más Fotos gerou 2,97 bilhões de reproduções no país, consolidando o artista como um dos nomes mais influentes da década no streaming.

Artistas criados por IA ganham espaço (e números reais)

Outro fenômeno que marcou 2025 foi a ascensão de artistas criados por inteligência artificial. Nomes como Xania Monet e a banda The Velvet Sundown chamaram atenção, não só pelo conceito, mas pelos resultados.

🤖 Monet entrou para a história ao se tornar a primeira artista de IA a estrear em uma parada da Billboard, alcançando o 3º lugar na Hot Gospel Songs e o 20º na Hot R&B Songs. Outros projetos, especialmente no country, também ganharam tração, como Aventhis, Cain Walker e Breaking Rust.

A música Walk My Walk, do Breaking Rust, chegou ao topo da parada de vendas digitais country da Billboard. O detalhe curioso? O DNA artístico veio de Blanco Brown, indicado ao Grammy, enquanto a execução envolveu modelos generativos de IA.

🎙️ E os números não são pequenos:

  • Xania Monet: 125 milhões de streams

  • Breaking Rust: 72,8 milhões

  • Cain Walker: 48,1 milhões

  • Enlly Blue: 34,8 milhões

  • Juno Skye: 15,5 milhões

As músicas mais ouvidas do mundo em 2025

Confira o Top 10 global de músicas mais reproduzidas em áudio sob demanda:

  1. Lady Gaga & Bruno Mars – Die With a Smile (2,858 bi)

  2. HUNTR/X – Golden (2,430 bi)

  3. Alex Warren – Ordinary (2,403 bi)

  4. Rosé & Bruno Mars – APT. (2,236 bi)

  5. Billie Eilish – Birds of a Feather (2,133 bi)

  6. Bad Bunny – DtMF (1,701 bi)

  7. Kendrick Lamar & SZA – Luther (1,672 bi)

  8. Benson Boone – Beautiful Things (1,630 bi)

  9. Sombr – Back to Friends (1,587 bi)

  10. Gracie Abrams – That’s So True (1,544 bi)

Sete dessas dez faixas foram lançadas em 2024, mostrando como hits recentes ainda conseguem furar a bolha do catálogo.

Rap e R&B continuam no topo nos EUA

🎸 Quando o recorte é o mercado americano, rap e R&B seguem soberanos. Em 2025, os dois gêneros somaram 349,9 bilhões de reproduções, acima dos 341,6 bilhões do ano anterior.

Na sequência aparecem:

  • Rock: 260,5 bilhões

  • Pop: 167,2 bilhões

  • Country: 122,5 bilhões

  • Música latina: 120,9 bilhões

O recado é claro: o streaming segue crescendo, diversificando e, cada vez mais, misturando nostalgia, tecnologia e novos modelos criativos.⚡ 

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