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Data centers na mira: xAI é acusada de poluição nos EUA #687

➜ EDIÇÃO 687

Apple entra no jogo corporativo com nova plataforma

Apple / Reprodução

💼 A Apple resolveu dar um passo mais firme no mundo empresarial e lançou o Apple Business, uma plataforma que reúne vários serviços corporativos em um só lugar e já chega mirando concorrentes de peso como Google Workspace e Microsoft 365.

A proposta é simples: facilitar a vida de quem gerencia equipes, dispositivos e contas dentro de uma empresa.

Tudo centralizado (do jeito Apple)

🧑‍💻 Com o Apple Business, times de TI ganham um painel unificado para cuidar de praticamente tudo no ecossistema da marca. Entre as principais funções:

  • gerenciar contas Apple dos colaboradores

  • distribuir apps para dispositivos da empresa

  • configurar e-mails com domínio personalizado

  • automatizar configurações para novos aparelhos

  • controlar como a marca aparece em serviços da Apple

Sim, isso inclui presença em plataformas como Apple Maps, Safari, Carteira e Spotlight.

E tem até publicidade no pacote

🛍️ Outro detalhe interessante: a plataforma também funciona como porta de entrada para as soluções de anúncios da Apple, incluindo os novos espaços publicitários dentro do Apple Maps.

Ou seja, além de organizar a casa, dá pra pensar em crescimento e visibilidade dentro do próprio ecossistema.

Tem app também

📱 Além da versão web, o Apple Business chega com aplicativo próprio, disponível para:

  • iPhone

  • iPad

  • Mac

  • Apple Vision Pro

O app é gratuito e já vem instalado automaticamente em dispositivos vinculados ao sistema.

Quanto custa?

💰 A Apple optou por um modelo acessível na entrada:

  • plano básico gratuito

  • inclui gerenciamento de dispositivos

  • personalização no Apple Maps

  • 5 GB de armazenamento no iCloud

Quem quiser mais espaço ou recursos extras, como o AppleCare+ para Empresas, pode pagar à parte.

Para quem faz sentido?

🍎 O Apple Business deve chamar mais atenção de empresas que ainda não estão “presas” a outros ecossistemas, tipo Google ou Microsoft.

Pra quem já usa bastante produtos da Apple, a novidade pode ser um baita upgrade na organização interna.⚡

IA na mira

Giphy / Reprodução

🤯 A xAI, empresa de inteligência artificial ligada a Elon Musk, virou alvo de um processo nos Estados Unidos e o motivo é sério: poluição do ar.

A ação foi movida pela NAACP, que acusa a companhia de operar data centers de IA com turbinas a gás sem licença ambiental na região de Southaven, no Mississippi.

O que está em jogo?

🏭 Segundo o processo, a xAI teria instalado 27 turbinas gigantes (do tamanho de um ônibus!) para alimentar seus centros de dados — conhecidos internamente como Colossus I e II.

O problema? Essas estruturas estariam emitindo:

  • óxidos de nitrogênio

  • formaldeído

  • outras substâncias tóxicas

Tudo isso contribui para poluição do ar, formação de fumaça e riscos diretos à saúde da população local.

Comunidades próximas estão no centro da discussão

🏘️ Apesar de os data centers ficarem em uma zona industrial, há bairros residenciais bem próximos — incluindo Boxtown, uma comunidade histórica.

De acordo com a NAACP, os impactos atingem principalmente moradores negros da região, que já enfrentam:

  • taxas mais altas de doenças respiratórias

  • menor expectativa de vida

  • risco de câncer acima da média

A entidade classifica o caso como um exemplo de injustiça ambiental — quando comunidades vulneráveis sofrem mais com poluição.

E o que a ação pede?

🚨 O pedido é direto: interrupção imediata das operações até que tudo esteja regularizado.

A acusação também aponta possível violação da Clean Air Act (Lei do Ar Limpo dos EUA).

O que diz a xAI?

🤖 A empresa nega irregularidades e afirma que tudo está dentro da lei.

Em comunicado, a xAI declarou que:

  • as operações seguem as normas aplicáveis

  • as unidades de energia seriam temporárias

  • há compromisso com a comunidade e o meio ambiente

Ainda assim, não respondeu diretamente sobre a suposta falta de licenças.

O pano de fundo

🤔 Esse caso levanta um debate maior: o impacto ambiental da corrida por IA.

Data centers exigem quantidades gigantescas de energia e, quando essa energia vem de fontes poluentes, o custo ambiental pode ser alto.

🧑‍⚖️ Agora, a disputa deve ir para os tribunais e pode influenciar como empresas de tecnologia lidam com infraestrutura e sustentabilidade daqui pra frente.⚡

Por que argumentos quase nunca mudam a opinião de alguém?

💬 Tem uma frase atribuída a Mark Twain que resume bem o problema: “Não é o que você não sabe que te mete em encrenca. É o que você sabe com certeza e está errado”.

E é exatamente aí que mora a questão: a gente raramente duvida das próprias certezas. Quando uma ideia se instala, ela vira meio que um “filtro padrão” pra enxergar o mundo. E tirar isso depois… dá um trabalho enorme.

Informação não é tudo isso (sozinho)

📚 Existe uma crença muito comum: se as pessoas tiverem acesso à informação correta, elas naturalmente vão mudar de opinião.

Bonito na teoria. Na prática? Nem tanto.

😡 Esse conceito é conhecido como “modelo de déficit de informação” e várias pesquisas já mostraram que ele não se sustenta. Ou seja: não basta apresentar fatos para mudar comportamento.

Quando alguém vê uma informação que contradiz o que acredita, a reação mais comum não é mudar de ideia… é questionar o fato.

O cérebro odeia mudar de ideia

🧱 Nosso cérebro gosta de estabilidade. Mudar de opinião não é só aceitar um novo argumento — muitas vezes é:

  • abandonar crenças antigas

  • rever identidade

  • se afastar de grupos

  • admitir que estava errado

Não parece uma simples atualização de software. Parece quase uma crise existencial.

Não é falta de informação, é outro modelo de mundo

🌍 Pensa em alguém que acredita em teorias como Terra plana. Não é que essa pessoa nunca ouviu falar que a Terra é redonda.

Ela simplesmente construiu um sistema próprio de explicação do mundo.

🧠 Pra mudar isso, não basta apresentar provas. É preciso desmontar toda uma estrutura de pensamento e isso envolve fatores emocionais, sociais e até de pertencimento.

O tal do “efeito Semmelweis”

Existe até um nome pra essa resistência a novas ideias: Efeito Semmelweis.

🫠 O termo vem de um médico do século XIX que defendia algo simples (lavar as mãos em hospitais) e mesmo assim foi ignorado pela comunidade científica da época.

Ou seja, até ideias corretas podem ser rejeitadas quando batem de frente com crenças estabelecidas.

Ser inteligente não te salva disso

🤯 Aqui vai um plot twist, pessoas mais inteligentes não estão imunes a esse comportamento.

Na verdade, muitas vezes elas são ainda melhores em:

  • justificar suas próprias crenças

  • encontrar argumentos sofisticados

  • defender ideias, mesmo quando estão erradas

Ou seja, inteligência pode ajudar a argumentar melhor, não necessariamente a mudar de ideia.

A verdadeira influência: o grupo

👥 No fim das contas, o que mais molda nossas opiniões não são os fatos… são as pessoas ao nosso redor.

A gente tende a se alinhar com:

  • amigos

  • colegas

  • grupos sociais

  • ambientes profissionais

Um exemplo clássico: a adoção de tecnologias (como ar-condicionado no passado) não aconteceu porque todo mundo leu sobre o assunto, mas porque viu outras pessoas usando.

Então como as pessoas mudam?

🔄 Spoiler: raramente é por causa de um argumento perfeito.

Mudança real costuma acontecer quando:

  • o ambiente muda

  • o grupo muda

  • exemplos práticos aparecem

  • novas ideias viram algo “normal”

Comece por quem já concorda

🤨 Outra sacada importante: tentar convencer todo mundo de uma vez geralmente não funciona.

O caminho mais eficiente costuma ser:

  1. identificar quem já está alinhado

  2. fortalecer esse grupo

  3. gerar resultados visíveis

  4. deixar o resto vir naturalmente

Com o tempo, a mudança ganha tração, não por discurso, mas por evidência prática.

No fim, é menos sobre lógica e mais sobre conexão

A grande conclusão é meio contraintuitiva:

👉 pessoas não mudam de ideia só porque receberam informação
👉 elas mudam quando o contexto ao redor muda

E isso explica por que, muitas vezes, o melhor argumento do mundo… simplesmente não funciona.⚡

Entre a vida e o que vem antes

Juniper Productions / Reprodução

🎞️ Se você curte histórias que fazem pensar (daquelas que ficam ecoando na cabeça depois dos créditos), Nine Days é uma experiência fora do comum.

Dirigido por Edson Oda, o longa foge completamente do padrão de filmes sobre vida e morte. Aqui, a pergunta não é “o que acontece depois que morremos?”, mas sim: quem merece viver?

Uma premissa simples… e profundamente existencial

🌏 A história acompanha Will, interpretado por Winston Duke, um homem que vive isolado em uma casa no meio do nada. Só que esse “nada” é, na verdade, um espaço entre mundos.

Ali, ele recebe almas que ainda não nasceram e tem a missão de escolher qual delas vai ganhar a chance de viver na Terra.

Sim, é basicamente um processo seletivo… para existir.

🤔 Durante nove dias, esses candidatos passam por testes, conversas e reflexões que vão muito além de habilidades ou lógica. O que está em jogo é algo mais subjetivo: sensibilidade, propósito e a forma como cada um enxerga a experiência de estar vivo.

O que realmente define uma vida?

O mais interessante de Nove Dias é que ele não tenta dar respostas fáceis.

🎬 Ao longo da narrativa, o filme levanta questões como:

  • vale mais a pena viver intensamente ou de forma segura?

  • o sofrimento invalida a experiência da vida?

  • o que faz alguém “merecer” existir?

E tudo isso é construído de forma delicada, quase poética.

🎭 A personagem Emma, vivida por Zazie Beetz, é um dos grandes destaques nesse sentido. Ela não se encaixa nos critérios tradicionais e justamente por isso provoca mudanças profundas na forma como Will enxerga seu próprio papel.

Atuações e atmosfera

O filme aposta em um ritmo mais contemplativo, com poucos cenários e muito foco nos diálogos.

🥹 Winston Duke entrega uma atuação contida, mas carregada de emoção, enquanto Zazie Beetz traz leveza e curiosidade para uma história que poderia facilmente ser pesada.

A trilha sonora e a fotografia ajudam a criar uma atmosfera quase etérea, como se o tempo realmente funcionasse de outra forma naquele lugar.

Um filme que fica com você

🍿 Nove Dias não é um filme para assistir distraído. Ele pede atenção, reflexão e, principalmente, abertura para questionar coisas que a gente normalmente evita pensar.

No fim, mais do que falar sobre vida ou morte, ele fala sobre o valor dos pequenos momentos — aqueles que, no dia a dia, passam despercebidos.

E talvez essa seja a maior mensagem do filme:

👉 viver não é só sobre grandes feitos
👉 é sobre sentir, experimentar e, às vezes, simplesmente existir.

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