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Depois de tentar de tudo, a Asus desliga o celular #605

➜ EDIÇÃO 605

TikTok amplia ambições e aposta em séries ultracurtas

Tik Tok / Reprodução

📺 Sem muito alarde, o TikTok resolveu testar um novo território: o das minisséries ultracurtas. A empresa lançou nos Estados Unidos e no Brasil o PineDrama, um aplicativo independente focado em microdramas, séries de ficção com episódios de cerca de um minuto cada.

A lógica é simples (e bem familiar): pense no TikTok tradicional, mas em vez de vídeos soltos, cada clipe é um pedacinho de uma história contínua. Você desliza a tela e vai acompanhando capítulos rápidos, feitos sob medida para prender a atenção.

📱 O PineDrama já está disponível para iOS e Android. O app é gratuito e, por enquanto, não exibe anúncios, embora seja difícil imaginar que isso continue assim por muito tempo.

Dentro do aplicativo, os conteúdos aparecem na aba “Descobrir”, com filtros como “Todos” e “Em Alta”, além de recomendações personalizadas baseadas no seu gosto. Os gêneros variam bastante: romance, suspense, dramas familiares e por aí vai. Entre as séries populares estão títulos como Love at First Bite e The Officer Fell for Me, nomes que já entregam bem a proposta.

🙂 Para facilitar a vida, o app traz um histórico de visualização, uma aba de favoritos e espaço para comentários. Também dá para ativar o modo tela cheia, que remove legendas e a barra lateral, deixando a experiência mais próxima de uma série tradicional, só que em versão pocket.

Microdramas: um mercado em alta

O lançamento do PineDrama acontece pouco tempo depois de o TikTok ter criado a seção “TikTok Minis” dentro do app principal, que também reúne microdramas. Agora, com um aplicativo dedicado, a empresa entra de vez na disputa com plataformas como ReelShort e DramaBox.

💰 Embora esse formato não fosse tão popular até alguns anos atrás, o mercado de microdramas caminha para atingir US$ 26 bilhões em receita anual até 2030, segundo a Variety. Nada mal para histórias que cabem em um minuto.

Nem toda aposta em conteúdo curto deu certo no passado. Em 2020, por exemplo, o executivo Jeffrey Katzenberg lançou o Quibi, uma plataforma de vídeos curtos com investimento de US$ 1,75 bilhão e grandes estrelas de Hollywood. A ideia parecia promissora, mas o serviço foi encerrado apenas seis meses depois.

🎭 A diferença é que plataformas como ReelShort e DramaBox aprenderam onde o Quibi errou: em vez de tentar condensar séries tradicionais, elas criaram histórias simples, baratas e altamente viciantes, com ganchos rápidos, melodrama intenso e suspense constante, tudo pensado para fisgar o espectador nos primeiros segundos.

Agora, o TikTok quer repetir essa fórmula com o PineDrama. Depois de dominar o universo dos vídeos curtos, a empresa parece pronta para dar o próximo passo e transformar microdramas em mais uma obsessão digital.⚡

Depois de altos e baixos, Asus abandona o mercado mobile

🤯 Fim de uma era. A Asus decidiu sair oficialmente do mercado de smartphones. A empresa confirmou que não vai mais lançar novos celulares, o que coloca um ponto final nas linhas Zenfone e ROG Phone, inclusive os modelos gamer que viraram marca registrada da companhia.

A confirmação veio direto do topo. Durante um evento em Taiwan, na semana, o presidente da Asus, Jonney Shih, foi direto ao ponto: “A Asus não lançará mais novos modelos de celulares no futuro”, segundo o site asiático Inside. A fala encerra meses de especulação e deixa claro que a mudança de rota é imediata.

🤔 Shih até deixou uma fresta de esperança ao não descartar totalmente um possível retorno no futuro, mas, na prática, não há nenhum plano concreto para continuar o legado da marca no universo Android. Ou seja: por enquanto, é adeus mesmo.

A boa notícia para quem já tem um aparelho da marca é que a Asus não vai abandonar os usuários atuais. A empresa garantiu que continuará oferecendo atualizações de software, suporte técnico e assistência autorizada. Só não ficou claro por quanto tempo esse suporte vai durar, a expectativa é de “alguns anos”, como costuma acontecer nesses casos.

Por que a Asus está pulando fora?

📵 Apesar de ter fãs fiéis, a saída da Asus do mercado mobile não chega a ser exatamente chocante. Nos últimos anos, a divisão de smartphones da empresa viveu de altos e baixos, com lançamentos irregulares e pouco impacto comercial.

Agora, a estratégia é clara: foco total no que realmente dá retorno.

  • A Asus vai concentrar esforços em computadores, notebooks e hardware, áreas onde sempre foi forte

  • A empresa pretende investir pesado em Pesquisa & Desenvolvimento para novas linhas comerciais

  • Inteligência artificial virou prioridade máxima, incluindo projetos de robótica e óculos de realidade avançada

  • Segundo a própria companhia, o segmento de IA cresceu 100% internamente, o que ajuda a explicar a decisão

  • Mesmo com marketing agressivo, a divisão mobile nunca foi unanimidade entre os consumidores

  • A linha Zenfone teve bons momentos, mas jamais virou “queridinha” do grande público

  • Já o ROG Phone, embora tecnicamente impressionante, atendia a um nicho muito específico, o que limitava o alcance.

📱 Os últimos smartphones anunciados pela Asus foram o Zenfone 12 Ultra e o ROG Phone 9 FE, lançados em fevereiro de 2025. Nenhum dos dois causou grande repercussão. O ROG Phone 9 FE até chamou atenção por ser uma versão gamer mais acessível, mas claramente não foi suficiente para mudar o jogo.

No fim das contas, a Asus parece ter feito uma escolha pragmática: sair de um mercado saturado, competitivo e caro, para apostar em áreas onde já tem vantagem e onde o futuro parece mais promissor.

Recordes de calor se acumulam e 2025 entra para a história

Giphy / Reprodução

🫠 Se alguém ainda tinha dúvida de que o planeta está esquentando rápido demais, os novos dados acabam com qualquer ilusão. 2025 já entrou oficialmente para o pódio dos anos mais quentes da história, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

De acordo com a entidade, que reúne oito grandes bases de dados climáticos globais, seis delas apontam 2025 como o terceiro ano mais quente já registrado, enquanto outras duas colocam o ano em segundo lugar, tudo isso em uma série histórica de 176 anos. A NOAA, agência climática dos Estados Unidos, confirma o diagnóstico: para eles, 2025 também fica em terceiro lugar, atrás apenas de 2024, que levou o “título” de ano mais quente de todos os tempos.

🔥 O consenso é claro: os últimos três anos foram os três mais quentes já medidos no planeta. Não é coincidência. É tendência.

A barreira dos 1,5°C foi ultrapassada e isso importa muito

Um dos pontos mais alarmantes do relatório vem do Serviço Copernicus e do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas (ECMWF). Segundo os cientistas, 2025 completou o primeiro período de três anos consecutivos em que a temperatura média global ficou 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

🤯 Esse número não é simbólico à toa. Ele é considerado um limite crítico, a partir do qual os impactos das mudanças climáticas tendem a se intensificar de forma mais severa e, em alguns casos, irreversível.

“1,5°C não é um precipício, mas cada fração de grau conta”, explicou Samantha Burgess, líder climática do ECMWF, em conversa com a Reuters. Em bom português: não é que o mundo acaba ao passar dessa marca, mas quanto mais sobe, pior fica, especialmente quando falamos de eventos extremos.

🌡️ E a perspectiva não anima: Burgess já projeta que 2026 deve entrar facilmente no Top 5 dos anos mais quentes.

O mundo prometeu frear, mas não conseguiu

Pelo Acordo de Paris, firmado em 2015, os países se comprometeram a evitar ultrapassar 1,5°C de aquecimento global, considerando médias de longo prazo. O problema é que as emissões de gases do efeito estufa continuam altas, e o ritmo de redução está longe do necessário.

😨 Resultado: segundo o ECMWF, esse limite pode ser ultrapassado antes de 2030, uma década antes do que se imaginava quando o acordo foi assinado.

“Estamos destinados a ultrapassar esse patamar”, afirmou Carlo Buontempo, diretor do Copernicus, para a Reuters. “A escolha agora é como lidar com esse excesso de aquecimento e com as consequências para as sociedades e os ecossistemas”.

🥵 Hoje, o aquecimento global de longo prazo está em torno de 1,4°C acima da era pré-industrial. Em termos anuais, porém, 2024 já passou de 1,5°C, e 2025 ficou em 1,34°C, segundo a NOAA.

Oceanos mais quentes, clima mais violento

Outro dado preocupante: o calor acumulado nos oceanos atingiu um recorde histórico em 2025. Isso não é detalhe técnico, oceanos mais quentes significam tempestades mais fortes, chuvas mais intensas e elevação do nível do mar.

Os efeitos já estão aí:

  • Incêndios florestais recordes na Europa

  • Furacões mais intensos, como o Melissa no Caribe

  • Chuvas de monção devastadoras no Paquistão, que deixaram mais de mil mortos

😡 Mesmo assim, a ciência climática segue enfrentando resistência. Apesar do barulho político, o consenso científico permanece sólido: as mudanças climáticas são reais, causadas principalmente pela ação humana e estão se intensificando. O principal motor desse aquecimento continua sendo a queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás.

Resumindo, os dados são claros, o calor está aumentando e o tempo para agir está ficando cada vez mais curto.⚡ 

Depois do hype, os cortes

Meta / Reprodução

🤯 A Meta segue pisando no freio quando o assunto é metaverso. Depois de anos vendendo a ideia de que o futuro seria totalmente imersivo, a empresa está encolhendo silenciosamente suas ambições em realidade virtual e os sinais já ficaram difíceis de ignorar.

Nesta semana, a companhia confirmou oficialmente que vai encerrar o Meta Horizon Workrooms, aplicativo de reuniões em realidade virtual, a partir de 16 de fevereiro de 2026. A ferramenta deixará de existir como app independente, e todos os dados associados a ela serão apagados.

💬 No comunicado, a Meta sugere que usuários corporativos migrem para outros apps disponíveis na Meta Horizon Store ou passem a usar os mundos virtuais do Meta Horizon, que seguem ativos “para continuar conectando amigos, familiares e comunidades”.

Lançado em 2021, o Workrooms surgiu como uma das grandes apostas do metaverso corporativo. A proposta era ambiciosa: reuniões remotas em salas virtuais, com avatares, webcam e até múltiplas telas flutuantes para quem usava o app sozinho no PC. Na prática, porém, a experiência nunca empolgou tanto quanto os vídeos promocionais prometiam.

🤔 Além das críticas sobre gráficos e usabilidade, a ferramenta sofreu um golpe curioso em 2024: recebeu uma “grande atualização” que, na real, removeu recursos importantes, deixando o produto ainda menos atrativo.

Metaverso em modo economia

O fim do Horizon Workrooms não é um caso isolado. Ele se soma a uma série de decisões recentes que mostram que a Meta está reduzindo drasticamente seus esforços no metaverso, área que chegou a ser tão central que motivou a troca do nome Facebook para Meta, em 2021.

😨 Nos últimos dias, também foi confirmado:

  • O fechamento de três estúdios internos de jogos VR:

    • Armature (Resident Evil 4 no Meta Quest)

    • Sanzaru (Asgard’s Wrath)

    • Twisted Pixel (Marvel’s Deadpool VR)

  • A desenvolvedora Camouflaj não foi fechada, mas passou por demissões

  • O suposto cancelamento de Batman: Arkham Shadow, jogo imersivo do herói da DC

  • O app fitness Supernatural continuará existindo, mas sem novas atualizações ou conteúdos

  • Segundo a Bloomberg, mais de mil funcionários da divisão Reality Labs foram demitidos nessa reestruturação.

💸 Em resposta à CNBC, um porta-voz da Meta afirmou que os cortes fazem parte de um esforço maior para realocar recursos para o crescimento do mercado de dispositivos vestíveis, sem comentar diretamente as demissões.

Adeus ao metaverso? Ainda não, mas quase

Nada disso significa que a Meta desistiu oficialmente do metaverso. Mas deixa claro que o projeto já não é prioridade. A divisão Reality Labs acumula prejuízos bilionários há vários trimestres, e a paciência do mercado parece ter acabado.

🤖 Enquanto isso, a empresa de Mark Zuckerberg redireciona seu foco para áreas mais promissoras, como inteligência artificial e óculos inteligentes, em parcerias com marcas como a Ray-Ban. Menos avatar sem pernas, mais produto que vende.

O metaverso, ao que tudo indica, não morreu. Mas entrou definitivamente em modo de espera.⚡ 

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