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Editar, transformar, refilmar... tudo com IA: conheça o Ray3 Modify, da Luma AI #574

➜ EDIÇÃO 574

Shorts de foto? YouTube testa novo formato no feed

📸 O YouTube Shorts está ficando menos “só vídeo”. A plataforma anunciou que começou a testar a exibição de publicações feitas apenas com imagens estáticas dentro do feed de conteúdos curtos.

A ideia do experimento é simples: diversificar os formatos e criar novas oportunidades de alcance para os criadores. Segundo o próprio YouTube, o objetivo é ajudar quem produz conteúdo a se conectar com o público usando mais de um tipo de publicação dentro do Shorts.

💬 “Estamos testando publicações com imagens no feed do Shorts para ajudar os criadores a alcançar seu público em um novo espaço”, explicou a empresa em comunicado.

Os novos posts poderão ter até 10 imagens por publicação. Embora o YouTube ainda não tenha detalhado exatamente como isso vai aparecer no feed, a expectativa é que funcione de forma parecida com um carrossel, bem no estilo do que já acontece no Instagram.

📷 Criar posts com imagens estáticas não é exatamente uma novidade no YouTube. Esse recurso já existe na aba “Post”, dentro das ferramentas de criação. A diferença agora é que esse tipo de conteúdo passa a aparecer diretamente no feed do Shorts, aumentando a visibilidade.

Por enquanto, essas publicações ainda não contam com músicas de fundo — algo bem característico dos Shorts. Mas o YouTube já adiantou que isso é temporário e que o suporte a trilhas sonoras deve chegar no futuro, ampliando as possibilidades criativas do formato.

Estratégia que já funciona em outras plataformas

📱 O YouTube não está sozinho nessa aposta. TikTok e Instagram Reels já exibem conteúdos com imagens estáticas misturados aos vídeos, uma estratégia pensada para deixar o feed mais dinâmico e variar a entrega de publicações.

A movimentação mostra que a disputa pelos criadores segue intensa e que os feeds de vídeos curtos estão cada vez menos restritos a vídeos.

YouTube também expande chatbots de criadores com IA 

🤖 Além das mudanças no Shorts, o YouTube anunciou outra novidade interessante: a expansão do Portraits, recurso que cria chatbots com IA baseados em criadores.

A ferramenta agora inclui um pequeno grupo de youtubers que aceitaram participar do teste. Esses criadores forneceram conteúdos e referências que servem de base para os chatbots, que simulam interações inspiradas em seus estilos e temas.

🔞 Quando disponível, a opção “Conversar com o Perfil do Criador” aparece diretamente na tela de reprodução do vídeo. Por enquanto, o recurso está liberado apenas para usuários maiores de 18 anos.

Luma aposta em IA que mistura atuação real com edição generativa

🤖 A Luma, startup de inteligência artificial focada em vídeos e modelos 3D e apoiada pela a16z, acaba de apresentar um novo modelo chamado Ray3 Modify. A novidade permite modificar filmagens existentes usando IA ou até gerar vídeos a partir de um quadro inicial e outro final, criando transições controladas entre as cenas.

Segundo a empresa, o Ray3 Modify foi criado para resolver um dos maiores desafios do vídeo com IA: preservar a atuação humana original. O modelo consegue manter movimentos, ritmo, direção do olhar e até a carga emocional do ator, mesmo após a aplicação de efeitos, mudanças de cenário ou transformações visuais.

📸 Na prática, os usuários podem enviar imagens de referência de personagens para alterar a aparência do ator na filmagem original, sem perder identidade, figurino ou semelhança ao longo do vídeo. Isso abre espaço para transformar um ator real em praticamente qualquer personagem, mantendo a performance intacta.

Outro recurso interessante é a possibilidade de usar quadros inicial e final como guia para o vídeo. Com isso, criadores conseguem direcionar transições, controlar movimentos e garantir continuidade entre cenas — algo especialmente útil para produções mais complexas ou narrativas visuais bem definidas.

💬 Para Amit Jain, cofundador e CEO da Luma AI, o diferencial do Ray3 Modify está no equilíbrio entre criatividade e controle: “Modelos de vídeo generativos são incrivelmente expressivos, mas difíceis de controlar. Com o Ray3 Modify, combinamos o mundo real com a expressividade da IA, oferecendo controle total aos criativos. As equipes podem gravar uma performance com câmera e, depois, transformá-la para qualquer cenário imaginável, trocar figurinos ou até ‘refilmar’ a cena com IA, sem precisar recriar a filmagem física.”

O novo modelo já está disponível na Dream Machine, plataforma da própria Luma. A empresa concorre diretamente com nomes fortes do setor, como Runway e Kling, e vem acelerando o lançamento de recursos de edição desde junho de 2025.

💸 O anúncio chega pouco tempo depois de uma rodada de financiamento de US$ 900 milhões, liderada pela Humain, empresa de IA ligada ao Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita. Investidores antigos, como a16z, Amplify Partners e Matrix Partners, também participaram. Além disso, a Luma planeja construir um cluster de IA de 2 GW no país, em parceria com a Humain, um passo ambicioso para escalar ainda mais suas tecnologias.

Ano novo, carreira nova?

🍾 Mudar de carreira deixou de ser exceção e virou realidade para muita gente. Em um mercado que muda o tempo todo, é natural questionar se o caminho atual ainda faz sentido — seja por propósito, crescimento ou simplesmente por vontade de tentar algo novo.

E a virada do ano costuma funcionar como um grande “reset mental”. É quando as pessoas fazem balanços, revisitam escolhas e começam a imaginar outros futuros possíveis. Mas, apesar do impulso, transição de carreira não combina com decisões no escuro.

🧑‍💼 Trocar de área pode abrir portas incríveis, mas também exige planejamento, autoconhecimento e jogo de cintura para lidar com riscos e ajustes no meio do caminho. Antes de dar o próximo passo, vale prestar atenção a alguns pontos-chave.

Dicas práticas antes de mudar de carreira

Comece olhando para dentro, não para as vagas

Antes de atualizar o LinkedIn ou sair enviando currículo, vale se perguntar: o que realmente importa para você hoje? Entender seus valores, interesses, habilidades e limites ajuda a evitar mudanças baseadas só em modas ou frustrações pontuais.

Faça um diagnóstico do presente e do futuro que você quer

🪞 Analise com honestidade sua situação atual: rotina, ambiente, satisfação e possibilidades de crescimento. Depois, visualize onde você gostaria de estar daqui a alguns anos. Esse exercício ajuda a alinhar expectativas e reduzir arrependimentos.

Estude a nova área sem romantizar

Toda profissão tem desafios. Conversar com quem já atua na área, acompanhar conteúdos, participar de eventos e entender o dia a dia real faz toda a diferença. Quanto menos idealização, mais segurança na decisão.

Trate a transição como um projeto

🎯 Mudança de carreira não acontece do dia para a noite. Divida o processo em etapas claras: aprendizado, reposicionamento, networking e testes práticos. Ter um plano reduz ansiedade e dá mais controle sobre o caminho.

Organize a vida financeira antes do salto

Uma reserva financeira traz liberdade e tranquilidade. Ela evita decisões impulsivas e dá fôlego para atravessar o período de adaptação, que pode incluir queda de renda ou instabilidade inicial.

Invista nas habilidades certas

🧑‍🎓 Toda transição pede aprendizado. Identifique o que você precisa desenvolver, tanto competências técnicas quanto comportamentais, e busque cursos, mentorias ou experiências práticas. Isso transforma desejo em possibilidade real.

Prepare o emocional para o desconforto

Insegurança, dúvidas e ajustes fazem parte do processo. Às vezes, será preciso abrir mão de status ou conforto no curto prazo. Flexibilidade, paciência e maturidade emocional ajudam a seguir em frente mesmo nos dias difíceis.

🫡 Mudar de carreira não precisa ser uma ruptura radical. Quando bem planejada, a transição é uma evolução consciente, alinhada ao momento de vida e aos objetivos futuros. Informação, preparo e autoconhecimento aumentam — e muito — as chances de dar certo.

Netflix bloqueou séries no plano com anúncios? 

Giphy / Reprodução

🤯 Nos últimos dias, a Netflix virou alvo de reclamações entre assinantes brasileiros do plano básico com anúncios. Em redes sociais e no Reclame Aqui, muita gente relatou o mesmo susto: ao tentar dar play em séries populares, apareceu um cadeado vermelho no lugar do botão de reprodução.

Entre os títulos citados estão House of Cards e até produções ligadas a Kung Fu Panda. Rapidamente, surgiu uma teoria que se espalhou como rastilho de pólvora: isso teria relação com uma suposta compra da Warner Bros pela Netflix.

A narrativa parecia fazer sentido à primeira vista — acordos bilionários, reorganização de catálogo, conteúdos sumindo… Só que, na prática, uma coisa não tem nada a ver com a outra.

O bloqueio não é novo (nem surpresa da Netflix)

🚫 Apesar do barulho recente, esse tipo de limitação existe desde o lançamento do plano com anúncios, em novembro de 2022. Ou seja: não é uma mudança repentina, nem consequência de negociações com a Warner.

O que aconteceu agora foi simples: mais gente começou a perceber o impacto real dessas restrições, especialmente quando séries famosas entraram na conversa.

O que exatamente está bloqueado no plano com anúncios?

💸 O plano básico com anúncios custa R$ 20,90 por mês, oferece qualidade Full HD e permite duas telas simultâneas, mas inclui propagandas durante os episódios e filmes.

A contrapartida está no catálogo: nem tudo fica disponível. Quando um título não pode ser exibido nesse modelo, a Netflix mostra uma mensagem clara: “Não disponível no plano com anúncios devido a restrições de licenciamento.”

Essas limitações não existem nos planos sem anúncios:

  • Básico: R$ 44,90

  • Premium: R$ 59,90

A própria Netflix sempre deixou isso claro

⚠️ No site oficial, a empresa explica desde o início que “quase todos” os filmes e séries estão disponíveis no plano com anúncios, mas não todos. “Quase todos os nossos filmes e séries estão disponíveis na experiência com anúncios, mas uma pequena parte não está devido a restrições de licenciamento”.

Esses títulos aparecem sinalizados com um cadeado ao navegar ou buscar no catálogo. Ou seja, a regra nunca foi escondida, só passou despercebida por muita gente.

Isso já aconteceu antes (e não foi pouco)

🧟 A polêmica não é nova. The Walking Dead, por exemplo, está bloqueada no plano com anúncios há mais de dois anos, rendendo reclamações no Reddit e no Reclame Aqui.

Já House of Cards, uma das séries mais emblemáticas da Netflix, nunca esteve disponível no plano com anúncios desde o primeiro dia desse tipo de assinatura. O mesmo valeu, por um período, para Arrested Development, que hoje já pode ser assistida.

📺 Isso mostra que o catálogo do plano com anúncios é dinâmico: títulos podem entrar ou sair conforme os contratos são renegociados

Por que o licenciamento pesa mais no plano barato?

O motivo é simples (e bem comum no mercado): nem todos os estúdios permitem que suas produções sejam exibidas com publicidade. Quando isso acontece, a Netflix não tem autorização legal para liberar o título no plano com anúncios, mesmo que ele esteja disponível nos planos mais caros.

🤔 Com a popularização de modelos mais baratos, esse tipo de limitação tende a crescer. No fim das contas, o plano escolhido influencia não só a experiência, mas também o tamanho real do catálogo acessível.

E tem um detalhe importante: a Netflix não oferece uma lista prévia dos títulos bloqueados. O assinante só descobre quando tenta assistir.

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