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Galaxy S26 chega com tudo (e IA em modo turbo) #641

➜ EDIÇÃO 641

Gigantes tradicionais voltam ao topo

Reprodução

🛢️ A Petrobras retomou o topo e agora é a empresa com maior valor de mercado da América Latina. A estatal brasileira atingiu uma avaliação de US$ 100,9 bilhões, depois de adicionar impressionantes US$ 26,3 bilhões desde o fim de 2025.

Com isso, a petroleira ultrapassou o Mercado Livre, que caiu para a terceira posição no ranking, avaliado em US$ 94,5 bilhões. A gigante argentina do e-commerce estava na liderança desde agosto de 2024 — quando, ironicamente, havia tirado o posto da própria Petrobras.

De lá para cá, o Mercado Livre perdeu US$ 7,6 bilhões em valor de mercado.

Itaú encosta no topo

🥈 Quem aparece entre as duas é o Itaú Unibanco, que alcançou US$ 97,7 bilhões, após crescer US$ 22,1 bilhões em menos de dois meses.

Os dados são da consultoria Elos Ayta, com base no fechamento das ações na segunda-feira (23). Para Einar Rivero, CEO da consultoria, o movimento sinaliza uma virada interessante no jogo regional.

🌐 Segundo ele, depois de anos com as empresas digitais dominando a narrativa, 2026 começa mostrando um retorno — ainda que parcial — dos setores tradicionais, especialmente energia e bancos.

Brasil domina o ranking

🇧🇷 O levantamento mostra que o Brasil está com força total no topo do mapa corporativo latino-americano. Cinco das dez empresas mais valiosas são brasileiras.

Confira o ranking:

  1. Petrobras — US$ 100,8 bi

  2. Itaú Unibanco — US$ 97,7 bi

  3. Mercado Livre — US$ 94,5 bi

  4. Grupo México — US$ 92,6 bi

  5. Nu Holdings — US$ 78 bi

  6. BTG Pactual — US$ 74,1 bi

  7. Vale — US$ 72,2 bi

  8. América Móvil — US$ 71,9 bi

  9. Walmart de México — US$ 57,6 bi

  10. Ambev — US$ 48,9 bi

📊 Além de Petrobras e Itaú, o Brasil aparece com BTG Pactual, Vale e Ambev. A Nu Holdings, embora sediada nas Ilhas Cayman, tem operação majoritariamente brasileira.

O México marca presença com três empresas (Grupo México, América Móvil e Walmart de México), enquanto a Argentina aparece apenas com o Mercado Livre.

Câmbio ajudou no jogo

💵 Segundo a consultoria, parte dessa hegemonia brasileira também passa pelo câmbio. Em 2026, o dólar acumulou desvalorização de 6,16%, o que favorece as companhias brasileiras quando convertidas para a moeda americana.

Para Rivero, não se trata apenas de uma troca de posições no ranking. O episódio sugere uma “reprecificação estrutural” na região — mostrando que, na América Latina, ciclos de commodities, bancos e câmbio continuam tendo força suficiente para redesenhar rapidamente o mapa de poder corporativo.

🙂 Em outras palavras, o jogo virou e o Brasil está liderando essa rodada.

Galaxy S26, Buds 4 e IA turbinada

Samsung / Reprodução

😲 A Samsung abriu o ano com tudo no primeiro Galaxy Unpacked 2026, realizado em São Francisco, nos Estados Unidos. O evento, que desta vez aconteceu um pouco mais tarde do que o tradicional janeiro, foi praticamente um desfile da nova geração de tops de linha da marca.

A estrela da vez? A família Galaxy S26, com o modelo Ultra roubando os holofotes. Mas não parou por aí: teve também novos fones Buds 4, atualizações parrudas em inteligência artificial e uma Bixby reformulada querendo brigar de frente com os bots mais populares do momento.

Bora ao resumão 👇

Três modelos, três níveis de poder

A nova geração chega novamente com três versões.

📱 Galaxy S26

O modelo “de entrada” da linha premium vem com tela de 6,3 polegadas (FHD+ e taxa variável de 1 Hz a 120 Hz). Por dentro, o chip Exynos 2600 trabalha ao lado de 12 GB de RAM e até 512 GB de armazenamento.

🔋 A bateria é de 4.300 mAh e o conjunto de câmeras mantém a fórmula versátil: 50 MP + 12 MP + 10 MP, além de 12 MP para selfies.

Preços:

  • 12 GB + 256 GB: R$ 7.499

  • 12 GB + 512 GB: R$ 9.099

📲 Galaxy S26+

Aqui a tela cresce para 6,9 polegadas com resolução QHD+. A bateria também sobe para 4.900 mAh, com suporte a carregamento de 45W (mas o carregador na caixa continua sendo de 25W).

⚙️ No restante, ele mantém praticamente o mesmo conjunto do irmão menor: Exynos 2600, 12 GB de RAM e até 512 GB de armazenamento.

Preços:

  • 12 GB + 256 GB: R$ 9.199

  • 12 GB + 512 GB: R$ 10.799

👑 Galaxy S26 Ultra

O chefão da linha vem com Snapdragon 8 Elite Gen 5, opções de 12 GB ou 16 GB de RAM e até 1 TB de armazenamento. A bateria chega a 5.000 mAh com carregamento rápido de 60W.

Entre os destaques estão:

  • Novo design no sensor periscópio

  • Lentes com novas aberturas

  • S Pen mais fina

  • Tela com função de privacidade inédita

  • Recursos avançados de IA, incluindo o Now Nudge

Preços:

  • 12 GB + 256 GB: R$ 11.499

  • 12 GB + 512 GB: R$ 13.099

  • 16 GB + 1 TB: R$ 15.499

Se a ideia é ter tudo no máximo, é aqui que a Samsung concentrou o poder.

🎧 Galaxy Buds 4 e Buds 4 Pro

A Samsung também atualizou sua linha de fones sem fio.

🎵 Galaxy Buds 4

Mais voltado para o dia a dia, ele traz:

  • Redução de ruídos em chamadas

  • Gestos com a cabeça

  • Integração com Bixby e Gemini

Preço: R$ 1.599

🎶 Galaxy Buds 4 Pro

Já o modelo Pro é para quem quer som mais refinado:

  • ANC em tempo real com cinco níveis

  • Equalização adaptativa

  • Certificação IP57

  • Som de alta fidelidade com graves mais profundos

  • Acabamento em alumínio

Preço: R$ 2.099

A Samsung quer ser sua assistente pessoal oficial

🤖 A inteligência artificial ganhou ainda mais espaço no ecossistema da marca.

O novo Now Nudge funciona como um agente contextual: ele analisa mensagens, agenda, imagens e contatos para sugerir ações úteis ao longo do dia. As informações aparecem no Now Brief e no Now Bar.

Outras novidades incluem:

  • Circule para Pesquisar reconhecendo múltiplos objetos ao mesmo tempo

  • Bixby com interações mais naturais e acesso à web em tempo real

  • Filtro de chamadas que identifica autor e motivo da ligação

  • Alertas sobre uso suspeito de câmera e microfone

  • Melhorias na geração de imagens e no scanner de documentos

No fim das contas, o Galaxy Unpacked 2026 mostrou que a Samsung quer reforçar duas frentes: hardware poderoso e IA cada vez mais integrada ao dia a dia.

🤔 E aí, você iria de S26 básico, Plus equilibrado ou Ultra sem limites?

Piloto automático no trabalho? Está na hora de mudar o jogo

💼 Começar em um emprego novo é quase sempre uma mistura de empolgação com cansaço. Tudo é novidade: pessoas diferentes, desafios inéditos, aprendizados constantes. O cérebro trabalha a mil e no fim do dia, tudo o que você quer é descansar.

Mas o tempo passa. As tarefas deixam de ser desafiadoras, os problemas já têm solução pronta e você começa a resolver tudo no modo automático. A exaustão dá lugar a outra sensação: o tédio.

🧠 E aqui está o ponto-chave, nosso cérebro não gosta nem do caos absoluto nem da repetição infinita. Ele quer equilíbrio — previsibilidade suficiente para dar segurança, mas desafios novos o bastante para manter a mente ativa.

Se você sente que está estagnado, talvez seja hora de assumir o controle da própria evolução. A boa notícia? Dá para mudar esse cenário com algumas atitudes práticas.

Confira três caminhos para sair do piloto automático 👇

Planeje o seu próximo passo (mesmo que ainda pareça distante)

⁉️ Uma pergunta simples pode destravar muita coisa: onde você quer estar daqui a cinco anos?

Se a resposta não vier de imediato, tudo bem. Conversar com colegas mais experientes pode ajudar a enxergar possibilidades que você ainda não tinha considerado. Um coach de carreira também pode oferecer novas perspectivas.

🪞 Depois disso, vale fazer um raio-x das suas habilidades atuais.

 O que você já domina?
O que ainda precisa desenvolver para chegar onde quer?

🧑‍🎓 Não basta só consumir conteúdo. Ler um livro é ótimo para ter visão geral, mas evolução real acontece na prática. Cursos aplicados, projetos paralelos e até plataformas com inteligência artificial que oferecem feedback personalizado podem acelerar (e muito) esse processo.

Aprenda algo novo, mesmo que não tenha “nada a ver” com seu trabalho

Nem sempre a gente sabe qual é o próximo passo da carreira. E tudo bem. Às vezes, o simples ato de aprender já é suficiente para reacender a motivação.

🎸 Pode ser um curso fora da sua área, um novo idioma ou até um hobby. Aprender um instrumento musical na vida adulta, por exemplo, não desenvolve só coordenação e disciplina — também amplia a forma como você entende processos, ensino e liderança.

Grandes ideias costumam nascer de conexões improváveis. Quanto maior o seu repertório, maior a chance de enxergar soluções diferentes no ambiente profissional.

Pense em um mergulho mais profundo ou até em mudar de rota

🤿 Às vezes, o problema não é só tédio. Pode ser superficialidade. Muitos profissionais acumulam cursos rápidos e leituras pontuais, mas nunca se aprofundam de verdade.

Um mergulho estruturado, como uma pós-graduação ou mestrado, pode ser um divisor de águas. Hoje existem diversos programas pensados para quem já está no mercado e precisa conciliar estudo com trabalho.

🖥️ Áreas como ciência de dados e inteligência artificial, por exemplo, oferecem formações voltadas para grandes turmas, o que ajuda a reduzir custos e ampliar o networking.

E falando em networking: estar cercado de pessoas com objetivos parecidos provoca reflexões importantes sobre sua própria trajetória.

🙂 Ao final de um processo assim, você não ganha apenas novas habilidades, ganha uma mentalidade renovada para a próxima fase da carreira.

No fim das contas, sair do piloto automático é menos sobre mudar de emprego e mais sobre voltar a se desafiar. O crescimento raramente acontece por acaso. Ele começa quando você decide assumir o volante.

Poesia, memória e advertência

Reprodução

🎬 Lançado em 1990, Sonhos é uma das obras mais pessoais do diretor japonês Akira Kurosawa. Diferente de narrativas épicas como Os Sete Samurais ou dos dramas históricos que marcaram sua carreira, aqui o cineasta abandona a estrutura tradicional para mergulhar em oito episódios inspirados em sonhos que ele próprio teria tido ao longo da vida.

O resultado é um filme contemplativo, visualmente deslumbrante e profundamente simbólico — quase um testamento artístico.

O formato: oito sonhos, uma jornada

🌈 A obra é dividida em oito segmentos independentes, mas conectados por um mesmo personagem — uma espécie de alter ego do diretor — que atravessa diferentes fases da vida, da infância à velhice. Cada episódio funciona como um pequeno conto visual, misturando fantasia, memória, medo e reflexão.

Entre os momentos mais marcantes estão:

  • “Sol através da chuva”, em que uma criança presencia o casamento secreto das raposas — uma lenda do folclore japonês.

  • “O pomar de pêssegos”, que aborda a destruição da natureza sob a perspectiva de espíritos que lamentam o corte das árvores.

  • “Monte Fuji em vermelho”, um pesadelo apocalíptico sobre desastre nuclear.

  • “A aldeia dos moinhos”, encerramento sereno que propõe uma vida simples e em harmonia com o meio ambiente.

Cada sonho tem ritmo próprio, mas todos dialogam com temas centrais da obra de Kurosawa: natureza, responsabilidade humana, memória e espiritualidade.

Pintura em movimento

🎨 Visualmente, Sonhos é um espetáculo. Kurosawa utiliza cores intensas, cenários cuidadosamente compostos e uma estética que muitas vezes remete à pintura tradicional japonesa e também à arte ocidental.

Um dos episódios mais célebres é “Corvos”, em que o protagonista literalmente entra em quadros de Vincent van Gogh. O pintor é interpretado por Martin Scorsese, em uma participação especial simbólica: um grande diretor homenageando outro artista obcecado por cor e expressão.

🤔 Essa sequência sintetiza a proposta do filme — dissolver as fronteiras entre realidade e imaginação.

Natureza, guerra e medo nuclear

Produzido décadas após as bombas atômicas no Japão, o filme carrega uma forte preocupação com a energia nuclear e suas consequências. Em “Monte Fuji em vermelho” e “O demônio chorão”, Kurosawa constrói imagens perturbadoras de um mundo devastado pela imprudência humana.

🌋 Não há heroísmo nessas visões, apenas arrependimento e impotência. É um Kurosawa mais introspectivo, menos interessado em conflitos externos e mais atento à fragilidade da humanidade diante de suas próprias escolhas.

O testamento de um mestre

Ao final, “A aldeia dos moinhos” oferece uma resposta silenciosa aos pesadelos anteriores: uma comunidade que vive sem eletricidade, em respeito ao ritmo natural da vida. É uma defesa da simplicidade, da memória coletiva e da sabedoria dos mais velhos.

🧘 Mais do que um filme convencional, Sonhos funciona como uma meditação cinematográfica. Não há grandes reviravoltas nem explicações didáticas. Há imagens, sensações e metáforas.

Se em obras como Rashomon Kurosawa questionava a verdade, aqui ele questiona o futuro e o lugar do ser humano nele.

Conclusão

🎞️ Sonhos é um filme que exige contemplação. É lento, simbólico e profundamente pessoal. Pode não ter a tensão dramática dos clássicos samurais do diretor, mas compensa com uma beleza plástica impressionante e reflexões universais.

É, acima de tudo, o olhar de um artista veterano revisitando medos de infância, traumas históricos e esperanças para o mundo. Um cinema que não quer apenas contar histórias, quer provocar silêncio e pensamento.

Se há um filme que sintetiza Kurosawa como poeta da imagem, é este.⚡ 

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