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Google e Veo 3.1 entram de vez na era do 9:16 #598

➜ EDIÇÃO 598

Grok na mira

🤯 A IA Grok, desenvolvida pela xAI de Elon Musk e integrada à rede social X, pode acabar banida do Brasil. O Instituto de Defesa dos Consumidores (Idec) entrou nesta semana com um pedido formal de suspensão da ferramenta após a descoberta de que ela vinha gerando imagens com nudez e conteúdo sexualizado, inclusive envolvendo crianças e adolescentes.

O pedido foi enviado ao Comitê Intersetorial para a Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente no Ambiente Digital. Segundo o Idec, há “evidências robustas de graves e reiteradas violações de direitos fundamentais”, especialmente contra crianças, adolescentes e mulheres, ligadas diretamente ao funcionamento da IA.

Deepfakes, nudez e falta de proteção

😲 Em nota, o instituto afirma que o Grok tem sido usado para gerar, editar e espalhar imagens sexualizadas sem consentimento, incluindo deepfakes de teor erótico ou pornográfico com pessoas reais, inclusive menores de idade. Tudo isso, segundo o órgão, sem salvaguardas mínimas de segurança ou mecanismos eficazes de prevenção de abusos.

Para o Idec, o caso configura um “defeito grave na prestação do serviço” e viola uma série de leis brasileiras, como o Código de Defesa do Consumidor (CDC), a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o Marco Civil da Internet e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além do chamado ECA Digital.

Pressão internacional já está em curso

🌎 O documento enviado pelo Idec também cita que o Brasil não está sozinho nessa discussão. Autoridades da União Europeia, Reino Unido, França e Índia já investigam o caso ou avaliam sanções contra a ferramenta. Em alguns países, a reação foi ainda mais direta: o Grok já teve seu uso suspenso na Malásia e na Indonésia.

O que exatamente aconteceu com o Grok?

Desde o início de janeiro, usuários começaram a perceber que o Grok atendia a pedidos para manipular imagens de mulheres e crianças, adicionando conteúdo explícito gerado por IA. O recurso acabou viralizando dentro da própria plataforma, o que ampliou a circulação desse tipo de material.

🔒 Diante da repercussão negativa, o X afirmou que implementou diretrizes mais rígidas para impedir a geração de conteúdo explícito ou não consensual. Mesmo assim, o estrago já estava feito.

Em uma postagem oficial, o próprio Grok admitiu que, em 28 de dezembro de 2025, gerou e compartilhou uma imagem criada por IA de duas meninas, com idades estimadas entre 12 e 16 anos, usando trajes sexualizados, tudo a partir do pedido de um usuário.

“Inovação sem responsabilidade causa danos reais”

💬 Para o Idec, o episódio deixa um alerta claro sobre os limites da tecnologia. “O episódio evidencia que inovação tecnológica sem responsabilidade produz danos reais. Quando uma tecnologia não consegue garantir salvaguardas mínimas, sua interrupção temporária é uma exigência jurídica e ética”, afirma o instituto.

Agora, a decisão sobre o futuro do Grok no Brasil está nas mãos das autoridades.

Criar vídeos com IA ficou mais fácil (e preciso) com o Veo 3.1 e agora no e formato 9:16

Assim como acontece nos vídeos criados totalmente do zero, os clipes feitos pelo recurso “Ingredients to Video” continuam vindo com trilha sonora própria e podem até incluir falas. A diferença é que, agora, os resultados estão mais fiéis às referências usadas, entregando vídeos visualmente mais consistentes e previsíveis.

Mais controle criativo com múltiplas imagens

🌆 Um dos grandes trunfos da ferramenta é o suporte a várias imagens como ponto de partida. Dá para usar, por exemplo, uma imagem para definir o visual de um personagem e outra para estabelecer o cenário da cena. Isso garante bem mais controle criativo e ajuda a IA a entender melhor o que o usuário espera do vídeo final.

Vídeos verticais ganham vez no Veo

Desde setembro de 2025, o Veo 3 já conseguia gerar vídeos no formato vertical (9:16). Agora, esse suporte foi expandido também para os vídeos criados a partir de imagens de referência, ampliando as possibilidades para quem trabalha com conteúdo curto.

📱 A novidade é especialmente útil para criadores que produzem para TikTok, Instagram e YouTube Shorts, plataformas onde o formato vertical é praticamente obrigatório.

Onde a novidade está disponível

As melhorias do Veo 3.1 no “Ingredients to Video” estão sendo liberadas para criadores do YouTube Shorts e usuários do app YouTube Create. Além disso, os recursos também chegam ao Flow, ferramenta avançada de geração de vídeos do Google, bem como às plataformas Vertex AI, Google Vids e à API Gemini.

Quer ouvir mais “sim”? A ciência dá algumas pistas

👍 Quem nunca quis ouvir mais “sim” na vida, né? Seja no trabalho, em casa ou até em pedidos simples do dia a dia, a resposta positiva parece sempre depender de um bom argumento. Mas a ciência mostra que não é bem assim.

Mais do que o que você pede, o jeito como você pede faz toda a diferença. Pequenos ajustes na conversa podem reduzir resistências e aumentar, bastante, as chances de aceitação.

🧠 De acordo com o CNBC Make It, as pessoas tendem a dizer mais “sim” quando sentem que têm controle sobre a decisão. Essa sensação de autonomia ativa áreas do cérebro ligadas à liberdade de escolha, diminui reações defensivas e favorece a cooperação.

Pesquisas em psicologia comportamental reforçam a ideia: pressão gera recusa, enquanto liberdade gera engajamento. Quando você deixa claro que a outra pessoa pode recusar, o pedido fica mais leve e, ironicamente, mais eficaz.

Frases simples que aumentam suas chances de ouvir “sim”

“Você tem liberdade para dizer não”

💬 Essa frase quebra o clima de cobrança imediatamente. A outra pessoa não se sente encurralada e passa a encarar o pedido como uma escolha real, não uma obrigação.

Funciona muito bem no trabalho, ao pedir ajuda ou tempo extra, e também em conversas mais delicadas em casa. O recado é claro: respeito e confiança vêm primeiro.

“Não se sinta obrigado”

😌 Aqui, você tira o peso da pressão social do pedido. Quando alguém sente que “tem que” aceitar, a tendência é fugir ou aceitar contrariado.

No ambiente profissional, ajuda em demandas fora do escopo. Nas relações pessoais, evita ressentimentos. O pedido soa mais humano e razoável.

“Sem pressão”

😮‍💨 Dar tempo melhora tudo. Pessoas pressionadas até podem concordar no impulso, mas o arrependimento vem depois.

Essa frase é ótima para decisões importantes, conversas sobre carreira, mudanças de vida ou planos em família. O diálogo fica mais colaborativo e menos tenso.

“Não precisa responder agora”

⏳ Eliminar a obrigação de resposta imediata reduz o estresse emocional. A pessoa se sente respeitada em seu tempo e espaço e isso aumenta o engajamento genuíno.

No trabalho, funciona bem para mensagens informativas. Em casa, demonstra cuidado sem cobrança. O silêncio deixa de ser interpretado como rejeição.

Por que isso funciona?

🤔 Essas estratégias têm algo em comum: devolvem a autonomia para quem está ouvindo. Quando a sensação de escolha está presente, a resistência diminui naturalmente.

No fim das contas, ouvir mais “sim” não vem da imposição, mas da forma como o pedido é feito. Comunicação clara, respeitosa e sem pressão fortalece relações, pessoais e profissionais.

😀 E o “sim” acaba surgindo como consequência.⚡ 

Mais um capítulo da novela do streaming

Marketing Edge / Reprodução

🤯 A novela da possível fusão entre Warner Bros. Discovery e Netflix ganhou um novo capítulo e agora com advogados envolvidos. Enquanto o mercado tenta entender os impactos de mais uma mega consolidação no streaming, a Paramount resolveu partir para o ataque.

Na segunda-feira, o CEO da Paramount, David Ellison, anunciou que a empresa entrou com um processo contra a Warner Bros. Discovery (WBD) no estado de Delaware. O objetivo? Forçar mais transparência financeira sobre a proposta de aquisição da WBD pela Netflix, avaliada em US$ 82,7 bilhões.

✉️ Em carta enviada aos acionistas, Ellison afirmou que a Warner não forneceu dados essenciais para que os investidores possam comparar corretamente as propostas na mesa, incluindo a oferta concorrente da própria Paramount, de US$ 30 por ação em dinheiro, que ele considera mais vantajosa.

Briga por números (e narrativa)

Segundo Ellison, a WBD estaria evitando deliberadamente abrir os números do acordo com a Netflix. Ele afirma que os acionistas não receberam explicações claras sobre pontos-chave da transação, como o impacto da dívida, critérios de avaliação e o chamado “ajuste de risco” usado para rejeitar a proposta da Paramount.

💬 “A Warner apresenta desculpas cada vez mais criativas para evitar um acordo conosco”, escreveu Ellison, “mas nunca afirmou, porque não pode, que a proposta da Netflix seja financeiramente superior à nossa”.

Na visão da Paramount, sem essas informações, os acionistas da WBD não conseguem tomar uma decisão informada sobre qual proposta realmente faz mais sentido.

🙅 Mesmo assim, na semana passada, o conselho da Warner voltou a rejeitar a oferta da Paramount, alegando que o risco de a operação não se concretizar seria alto demais.

Trump entra no debate

A possível fusão também chegou ao campo político. O presidente Donald Trump demonstrou insatisfação com o negócio e compartilhou em sua rede Truth Social um artigo de opinião intitulado “Pare a Dominação Cultural da Netflix”.

📺 O texto argumenta que, caso a Netflix absorva os ativos de streaming e estúdios da Warner, a empresa se tornaria a maior força cultural da história dos Estados Unidos e talvez do mundo.

Após se reunir com o co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, em dezembro, Trump indicou que a fusão “pode ser um problema”, especialmente por ampliar ainda mais o domínio de mercado da plataforma.

Indústria e sindicatos em alerta

🤔 As críticas não param por aí. Profissionais do setor levantam preocupações sobre empregos, o futuro dos lançamentos nos cinemas e a diversidade de vozes na produção audiovisual.

Os co-CEOs da Netflix, Greg Peters e Ted Sarandos, tentaram acalmar os ânimos em uma carta divulgada no mês passado. Mas o Sindicato dos Roteiristas da América (WGA) segue firmemente contra o negócio, alegando possíveis violações das leis antitruste.

🧑‍⚖️ No Congresso, senadores como Elizabeth Warren, Bernie Sanders e Richard Blumenthal alertam que a fusão pode resultar em preços ainda mais altos para os consumidores, agravando o impacto financeiro sobre famílias de classe média, especialmente após o recente reajuste nos valores da Netflix.⚡ 

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