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Google virou estúdio de games? Conheça o Project Genie #617

➜ EDIÇÃO 617

O Spotify está virando rede social? 

💬 O Spotify está cada vez menos “só um player de música” e cada vez mais… um lugar pra interagir.

Depois de testar mensagens diretas em agosto do ano passado, a plataforma começou agora a liberar uma novidade que deixa tudo ainda mais próximo de uma rede social: chats em grupo.

📱 A ideia é simples: os usuários poderão conversar e compartilhar conteúdos diretamente dentro do aplicativo — seja um podcast viciante, uma playlist perfeita ou até aquele audiolivro que ninguém para de recomendar.

E o melhor (ou mais curioso), esses grupos podem ter até 10 pessoas.

Como funcionam os grupos?

⚠️ Antes de sair criando grupos aleatórios, o Spotify colocou uma regra: o chat só pode ser ativado entre pessoas que já tenham tido algum tipo de interação anterior dentro do app.

Ou seja, vale para quem já participou de:

  • playlists colaborativas

  • sessões Jam

  • listas Blend

  • outras formas de troca musical

Nada de adicionar desconhecidos do nada, pelo menos por enquanto.

Spotify está virando uma rede social?

🤝 Essa novidade deixa bem claro o caminho que o Spotify vem seguindo: transformar o streaming em uma experiência mais social e conectada.

Nos últimos anos, a plataforma já adicionou recursos como:

  • comentários em podcasts

  • possibilidade de seguir outros usuários

  • ver o que seus amigos estão ouvindo

  • mais espaços de descoberta e interação

🎵 Agora, com chats em grupo, o Spotify quer que você não só escute música, mas também converse sobre ela sem sair do app.

E a privacidade?

Como toda ferramenta de mensagens, a questão da segurança também entrou na conversa.

🔒 O Spotify afirma que os chats contam com criptografia durante o envio e o armazenamento. Mas há um detalhe importante, não existe criptografia de ponta a ponta.

Isso significa que, em alguns casos, mensagens podem ser acessadas por terceiros autorizados pela própria plataforma.

Chegando ao Brasil

😀 A funcionalidade está sendo liberada aos poucos na América Latina, incluindo o Brasil.

A região é considerada estratégica para o crescimento do Spotify, então faz sentido que a empresa esteja apostando pesado em novos formatos para engajar ainda mais os usuários.

Microsoft quer ser o “hub da IA”

Foundry / Reprodução

🤯 A corrida da inteligência artificial continua acelerada e agora tem mais um capítulo de peso envolvendo a Microsoft.

Segundo informações reveladas pela Bloomberg, a Microsoft assinou um acordo de US$ 750 milhões (algo em torno de R$ 3,8 bilhões) com a Perplexity, uma das startups de IA que mais vem chamando atenção no mercado.

🤖 O contrato tem duração de três anos e garante que a Perplexity possa operar seus modelos de linguagem dentro do Foundry, plataforma da Microsoft voltada para criação e gerenciamento de aplicativos e agentes de inteligência artificial dentro do Azure.

Na prática, é mais um movimento estratégico da empresa para transformar o Azure em uma espécie de “shopping center” dos principais modelos de IA do mundo.

Perplexity ganha acesso a um ecossistema gigante

🤔 Além do valor impressionante, o acordo abre portas bem interessantes para a startup.

Com a parceria, a Perplexity poderá ter acesso, e eventualmente utilizar, modelos desenvolvidos por outras empresas gigantes do setor, como:

  • x.AI

  • OpenAI

  • Anthropic

Um porta-voz da Perplexity chegou a afirmar que essa possibilidade é uma das partes mais empolgantes do acordo, já que amplia bastante o potencial da empresa dentro do ecossistema da Microsoft.

Quem é a Perplexity e por que ela virou queridinha?

🔍 A Perplexity ficou conhecida principalmente por seu chatbot voltado para buscas, um assistente que “vasculha” a internet e entrega respostas rápidas, organizadas e bem mais diretas do que muitos buscadores tradicionais.

Nos últimos meses, a empresa vem crescendo e acumulando novidades, como:

  • um sistema de busca considerado tão eficiente quanto (ou até melhor que) ferramentas de IA concorrentes

  • presença além do celular e do computador: o chatbot já foi integrado até em algumas TVs da Samsung

  • uma parceria de longa data com a AWS, que segue firme como fornecedora de infraestrutura

Nem tudo são flores

😯 Apesar de manter o acordo com a Amazon Web Services, a relação entre as empresas deu uma esfriada desde novembro, quando o navegador Comet, da Perplexity, foi criticado por realizar buscas e compras automaticamente dentro da loja da Amazon.

Ou seja: parceria continua, mas com aquele clima de “amizade em observação”.

Microsoft quer ser o grande hub da inteligência artificial

Para a Microsoft, esse tipo de acordo não é exatamente novidade.

A empresa já tem parcerias parecidas com:

  • OpenAI (ChatGPT)

  • Anthropic (Claude)

💬 O CEO Satya Nadella já deixou claro que a estratégia é simples: oferecer o maior número possível de modelos e soluções de IA dentro do Foundry, para que empresas clientes possam escolher o que faz mais sentido para seus projetos.

E agora, com a Perplexity no time, o catálogo fica ainda mais recheado.

Quer render mais? Talvez você só precise de uma soneca

😪 Sabe aquele soninho que bate depois do almoço e que muita gente tenta ignorar por culpa ou falta de tempo? Pois talvez seja melhor repensar.

Um estudo publicado em 22 de janeiro de 2026 na revista NeuroImage mostra que um cochilo de menos de uma hora, feito no meio da tarde, pode ter efeitos bem reais no cérebro — principalmente na capacidade de aprendizado e na clareza mental.

🧑‍🔬 A pesquisa foi conduzida por cientistas do Hospital Universitário de Freiburg, na Alemanha, em parceria com instituições da Suíça, como os Hospitais Universitários e a Universidade de Genebra.

E a conclusão é simples: até uma pausa curta de sono pode ajudar o cérebro a “voltar ao modo pronto para aprender”.

O cérebro também precisa de um reset durante o dia

🧠 Ao longo do dia, nosso cérebro é bombardeado por informações: trabalho, mensagens, decisões, preocupações, estímulos o tempo todo.

Esse acúmulo fortalece as conexões entre os neurônios, as chamadas sinapses, fundamentais para a aprendizagem e a memória.

🤯 O problema é que esse fortalecimento constante pode levar à saturação. Em outras palavras, chega uma hora em que o cérebro fica “cheio demais” e começa a ter dificuldade para absorver novas informações.

É aí que o sono entra como um botão de reinicialização.

O que acontece durante o cochilo?

😴 Segundo os pesquisadores, durante uma soneca ocorre algo chamado de “reinicialização sináptica”.

Funciona assim:

  • conexões que estavam ativadas demais são ajustadas

  • o cérebro reorganiza sua atividade

  • informações importantes não se perdem

  • a mente fica mais flexível e pronta para aprender de novo

E o mais interessante: isso pode acontecer mesmo com cochilos curtos.

😀 Talvez por isso tanta gente acorde de uma sesta se sentindo mais leve, alerta e com a cabeça mais clara.

No trabalho e na rotina, a soneca pode ser uma aliada

Os resultados ajudam a explicar por que o desempenho melhora depois de um cochilo, especialmente em atividades que exigem foco e precisão, como:

  • música

  • esportes

  • profissões ligadas à segurança

  • tarefas que exigem atenção contínua

🛌 Em um mundo onde a sobrecarga mental virou regra, pressão por produtividade, excesso de telas e pouca pausa, um cochilo pode ser mais do que descanso: pode ser estratégia.

Cochilar não é preguiça, é autocuidado cerebral

Especialistas lembram que problemas pontuais de sono não significam automaticamente queda de desempenho.

⚠️ Mas em casos de insônia crônica, o mais indicado é buscar tratamento comportamental, e não recorrer direto a medicamentos, que podem interferir nos processos naturais de recuperação do cérebro.

No fim das contas, a soneca da tarde deixa de ser vista como “luxo” ou “preguiça” e passa a ser algo simples e eficaz para aliviar o desgaste mental do dia.

🙂 Um cochilo curto pode ser exatamente o que o cérebro precisa para continuar funcionando bem.⚡

Escreveu, virou game

🤯 O Google decidiu entrar de vez no universo dos videogames, só que do jeito mais futurista possível. Na última semana, a empresa apresentou um protótipo experimental de inteligência artificial generativa chamado Project Genie, desenvolvido pelo laboratório DeepMind. A proposta é tão curiosa quanto ambiciosa: transformar textos e imagens em ambientes interativos em 3D que funcionam, na prática, como pequenos videogames.

De prompts para mundos navegáveis

A ideia lembra outras ferramentas de IA que criam conteúdo a partir de comandos do usuário, mas aqui o resultado não é um texto, nem uma imagem estática, nem um vídeo. O Genie entrega um mundo navegável, onde a pessoa pode se mover, explorar e interagir como se estivesse dentro de um jogo moderno.

⌨️ O controle é feito pelo teclado, com as teclas W, A, S e D, bem no estilo clássico dos games de PC, e ainda existe a possibilidade de adicionar comandos extras, como pular. Como se trata de uma experiência ainda em fase de testes, algumas limitações aparecem, como certa lentidão entre o comando e a resposta na tela, mas o potencial já chama atenção.

A tecnologia por trás do Project Genie

Tudo isso só é possível graças ao modelo multimodal Genie 3, capaz de gerar cenários em tempo real, prever caminhos e permitir interações com objetos, simulando até encontros físicos simples, como encostar em uma bola ou saltar uma cerca.

🤖 O sistema também conta com o apoio de outros modelos do Google, como o Gemini, que atua como chatbot, e o Nano Banana Pro, responsável pela geração de imagens. O resultado é uma mistura poderosa de linguagem, visual e jogabilidade em um único experimento.

Um universo de possibilidades criativas

O mais interessante é que o Project Genie permite criar praticamente qualquer tipo de mundo, desde ambientes realistas até cenários completamente abstratos e artísticos. Também dá para adicionar imagens ao prompt e ver aquela referência ganhar vida em formato de jogo, além de escolher se a experiência será em primeira ou terceira pessoa.

🎮 Depois do primeiro resultado, o usuário ainda pode pedir alterações, adicionar detalhes e expandir o universo criado. E, além de produzir suas próprias experiências, também é possível visitar mundos desenvolvidos por outras pessoas da comunidade.

Um experimento ainda limitado

Por enquanto, porém, o Genie ainda é mais um gostinho do futuro do que uma ferramenta aberta ao público. As gerações atuais são limitadas a 60 segundos de duração, e os testes estão restritos a assinantes do plano Google AI Ultra nos Estados Unidos, maiores de 18 anos.

🌎 Ainda não há informações sobre quando, ou se, o experimento será ampliado para outros países.

Impacto imediato no mercado de games

Mesmo assim, a simples existência da ferramenta já mexeu com a indústria. No setor financeiro, ações de grandes empresas como Take-Two, CD Projekt RED e Unity registraram quedas, assim como o Roblox, já que investidores começaram a especular sobre o impacto que uma IA capaz de criar mundos interativos poderia ter no futuro do mercado.

O problema jurídico no horizonte

⚠️ E como toda tecnologia poderosa, o Genie também pode trazer dores de cabeça. Usuários rapidamente descobriram que é possível gerar experiências muito parecidas com jogos já existentes, inclusive imitando franquias famosas como Mario e The Legend of Zelda.

Isso levanta um alerta jurídico imediato, especialmente porque a Nintendo é conhecida por regras extremamente rígidas contra qualquer tipo de criação derivada feita por fãs ou terceiros.

O futuro dos jogos pode ser escrito em poucas linhas

🕹️ No fim das contas, o Project Genie ainda é um protótipo, mas já dá uma pista clara do que o Google imagina para o futuro: um mundo onde criar um jogo pode ser tão simples quanto escrever algumas linhas e onde a linha entre imaginação e jogabilidade pode ficar cada vez mais fina.⚡ 

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