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IA como colega de trabalho? Musk estaria testando ‘emuladores humanos’ #607
➜ EDIÇÃO 607



YouTube quer IA em 2026, mas sem “vídeos preguiçosos” no feed
📄 O YouTube já deixou claro qual é o plano para 2026: investir forte em inteligência artificial, mas sem deixar a plataforma virar um mar de conteúdo genérico feito por robôs. Em sua carta anual aos colaboradores, publicada nesta quarta-feira (21), o CEO Neal Mohan foi direto ao ponto ao dizer que a empresa quer combater o chamado “AI Slop” — basicamente, vídeos rasos, repetitivos e feitos só para farmar cliques.
Segundo Mohan, a popularização da IA trouxe avanços importantes, mas também abriu espaço para um problema crescente: conteúdos de baixa qualidade que se espalham rápido, especialmente no formato Shorts. “Está cada vez mais difícil distinguir o que é real do que é gerado por IA”, afirmou o executivo, destacando os deepfakes como um dos principais riscos atuais.
🔍 A ideia do YouTube é aprimorar seus sistemas de detecção para atacar práticas como spam, clickbait e vídeos reciclados feitos por IA, que muitas vezes usam narração robótica, informações superficiais ou até falsas, tudo embalado para prender a atenção por alguns segundos.
Menos “AI Slop”, mais conteúdo de verdade
Mohan reforçou que o uso de IA não será proibido. Criadores continuam autorizados a utilizar ferramentas de inteligência artificial, desde que deixem isso claro ao público. O problema, segundo ele, são os chamados “vídeos preguiçosos”, que não agregam valor e acabam poluindo a plataforma.
Entre as principais mudanças planejadas para 2026 estão:
Redução de vídeos curtos narrados por robôs e com conteúdo raso ou enganoso
Uso de estratégias semelhantes às aplicadas contra spam e clickbait para limitar o alcance desse tipo de material
Criação da ferramenta Likeness Detection, que alertará criadores quando rosto ou voz forem usados em deepfakes sem autorização
Ajustes no algoritmo com foco no conceito de E-E-A-T (Experiência, Especialidade, Autoridade e Confiança)
Maior valorização de sinais de “humanidade” nos canais, diferenciando criadores reais de produção automatizada em massa.
💸 Além da questão da qualidade, há também um fator prático, esse tipo de conteúdo se prolifera rápido e consome espaço nos servidores, o que vira um custo extra para a empresa.
O combate ao AI Slop já começou. No ano passado, o YouTube passou a desmonetizar canais que publicavam trailers falsos de filmes e séries feitos com IA. Agora, a promessa é apertar ainda mais o cerco.
🤖 Para 2026, a mensagem é clara: a IA continua bem-vinda, desde que venha acompanhada de criatividade, responsabilidade e algum esforço humano no processo.⚡


IA no lugar de pessoas? Musk estaria desenvolvendo “emuladores humanos”
🤯 Elon Musk pode estar preparando mais uma ideia digna de ficção científica e, desta vez, voltada diretamente para o futuro do trabalho. Segundo o engenheiro de software Sulaiman Ghori, ex-funcionário da xAI, o bilionário estaria desenvolvendo os chamados “emuladores humanos”: sistemas de IA capazes de executar praticamente qualquer tarefa feita por pessoas no ambiente digital.
A revelação surgiu durante uma entrevista ao podcast Relentless. Poucos dias depois da conversa ir ao ar, Ghori acabou sendo demitido da xAI, movimento que levantou sobrancelhas no Vale do Silício e virou notícia no Business Insider.
O que seriam os “emuladores humanos”?
🤖 De acordo com Ghori, a ideia é criar IAs que assumem o lugar de humanos em ambientes online, executando tarefas do início ao fim. Esses emuladores seriam capazes de interpretar o que aparece na tela, usar teclado e mouse, navegar por sistemas e tomar decisões de forma autônoma.
Para explicar melhor, o engenheiro fez uma comparação direta com o Optimus, robô humanoide da Tesla. A diferença é que, enquanto o robô físico é pensado para substituir trabalhos manuais, os emuladores humanos fariam o mesmo, só que no mundo digital.
💬 “Você basicamente tem um emulador humano completo que pode ser colocado para trabalhar”, disse Ghori durante o podcast.
Segundo ele, o plano seria lançar essa tecnologia de forma gradual, mas com uma ambição nada modesta: chegar a 1 milhão de emuladores humanos em uma fase mais avançada do projeto.
Tesla, carros parados e poder computacional
🚗 Outro detalhe curioso revelado por Ghori envolve a Tesla. Musk, segundo ele, estaria considerando usar o poder computacional dos carros da marca para ajudar a rodar os emuladores humanos. A ideia seria simples (e bem Musk): pagar aos donos dos veículos para que seus carros processem a tecnologia enquanto estiverem parados.
Bastidores nada convencionais da xAI
O ex-funcionário também compartilhou outros detalhes curiosos sobre o funcionamento da xAI. Ele fazia parte de uma equipe chamada “Macrohard”, um trocadilho nada sutil com a Microsoft, especializada em usar IA para simular hardware avançado.
🤔 Além disso, Ghori afirmou que a empresa utiliza licenças temporárias para acelerar a construção de data centers nos EUA, planeja novos modelos com bastante antecedência e conta com uma quantidade significativa de “funcionários de IA”, ou seja, bots autônomos trabalhando internamente.
E, como já virou marca registrada das empresas de Musk, o ambiente de trabalho também chama atenção: segundo Ghori, projetos entregues rapidamente podem render picapes Cybertruck como recompensa, enquanto quem vira noites no escritório tem acesso a cápsulas para dormir, barracas e beliches.
🤫 Procurada para comentar se a demissão do engenheiro teve relação com as declarações ao podcast, a xAI preferiu não se pronunciar. Ghori, por sua vez, também não comentou o desligamento.⚡


Desacelerar virou luxo?

Giphy / Reprodução
🌀 Em um mundo que parece girar cada vez mais rápido, desacelerar virou quase um ato de rebeldia. E Melinda Gates sabe bem disso. Para não ser engolida pela rotina intensa e pela pressão constante por produtividade, a filantropa revelou que mantém um hábito simples, e quase diário, para preservar o equilíbrio emocional e o autoconhecimento.
Em entrevista à Wired, Melinda contou que nunca acreditou na cultura da correria sem fim. Segundo ela, pausas conscientes e momentos de silêncio sempre fizeram parte da sua criação e continuam sendo essenciais na vida adulta.
🧘 Reservar um tempo para ficar em silêncio, refletir e respirar ajuda, segundo Melinda, a pensar com mais clareza, cuidar melhor do corpo e seguir conectada aos próprios valores, mesmo quando o mundo insiste em acelerar.
O livro que Melinda Gates lê quase todos os dias
Quando perguntada sobre um livro indispensável, Melinda não teve dúvidas: “O Livro do Despertar”, do escritor e poeta Mark Nepo. A obra a acompanha há anos e virou quase um ritual diário.
📖 Diferente dos livros tradicionais, ele não precisa ser lido do começo ao fim. São textos curtos, organizados para cada dia do ano, o que permite uma leitura livre, sem pressão ou regras. A ideia é simples: abrir, ler e refletir.
Essa estrutura transforma o livro em uma espécie de pausa diária programada, perfeita para quem quer desacelerar sem complicação.
Sobre o que fala “O Livro do Despertar”?
🌱 A proposta do livro é criar pequenos momentos de reflexão no dia a dia. Os textos falam sobre presença, silêncio, gratidão, escuta interior e significado — tudo em doses curtas, mas profundas.
Não há respostas prontas nem fórmulas mágicas. O objetivo é abrir espaço para que cada leitor se reconecte com o que realmente importa, mesmo que seja por apenas alguns minutos.
🙂 Segundo Melinda Gates, esse hábito faz ainda mais diferença nos dias caóticos, quando a mente precisa de um ponto de apoio para não se perder no excesso de estímulos.
A leitura diária funciona como uma pausa intencional no meio das obrigações, ajudando a reduzir o estresse e aumentar a clareza emocional. Não por acaso, outras personalidades influentes também defendem rituais simples de reconexão pessoal.
👏 Melinda Gates é filantropa, investidora e uma das principais vozes globais em saúde, educação e igualdade de gênero. Nos últimos anos, passou a compartilhar com mais frequência reflexões sobre bem-estar, escolhas pessoais e equilíbrio, especialmente após mudanças importantes em sua vida.
Talvez seja justamente esse olhar mais atento para o ritmo da vida que explique por que certos hábitos, como a leitura diária desse livro, se tornaram indispensáveis na sua rotina.⚡


Crescer dói, mas também transforma

Prime Video / Reprodução
🎞️ Lançado em 2012, As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower) é um daqueles filmes que parecem conversar diretamente com quem já se sentiu deslocado em algum momento da vida. Dirigido por Stephen Chbosky, autor do livro homônimo que deu origem ao longa, o filme mergulha com sensibilidade nas dores, descobertas e pequenas grandes vitórias da adolescência.
A história acompanha Charlie, um garoto introspectivo que está começando o ensino médio enquanto tenta lidar com traumas do passado, solidão e dificuldades para se encaixar. Observador silencioso do mundo ao seu redor, ele se sente mais confortável escrevendo cartas do que falando sobre o que sente. Tudo muda quando ele conhece Sam e Patrick, dois irmãos adotivos carismáticos que o apresentam a novas experiências, amizades e à possibilidade de pertencer a algum lugar.
😣 O grande mérito do filme está na forma honesta com que aborda temas delicados como depressão, ansiedade, luto, abuso, sexualidade e identidade, sem recorrer a exageros ou julgamentos fáceis. Em vez de respostas prontas, a narrativa prefere mostrar processos: o tempo que leva para entender a própria dor, o medo de crescer e a confusão que acompanha o amadurecimento emocional.
As atuações ajudam a dar ainda mais força à história. Logan Lerman entrega um Charlie vulnerável e genuíno, enquanto Emma Watson e Ezra Miller roubam a cena com personagens cheios de vida, contradições e humanidade. A química entre o trio faz com que a amizade deles pareça real, imperfeita e profundamente tocante.
🎶 Outro destaque é a trilha sonora, que funciona quase como um personagem à parte. Com músicas icônicas dos anos 1980 e 1990, o filme constrói uma atmosfera nostálgica que dialoga diretamente com o sentimento de descoberta e liberdade.
No fim, As Vantagens de Ser Invisível não é apenas um filme sobre adolescência, mas sobre sentir intensamente, errar, se machucar e, mesmo assim, seguir em frente. Ele lembra que ser “invisível” pode doer, mas também permite observar o mundo com profundidade, até o momento em que se encontra coragem para participar dele.
🍿 É uma história sobre crescer, aceitar quem se é e entender que, apesar das cicatrizes, nós merecemos coisas boas.⚡

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