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Mais poder, mais controle e menos deslizes: Anthropic apresenta o novo Claude Opus #622

➜ EDIÇÃO 622

Gemini dispara e ultrapassa 750 milhões de usuários mensais

Google / Reprodução

🤯 O Gemini, chatbot de inteligência artificial do Google, acaba de atingir um novo patamar: mais de 750 milhões de usuários ativos mensais. O dado foi divulgado junto aos resultados financeiros do quarto trimestre de 2025 e deixa claro o ritmo acelerado de adoção da ferramenta pelo público.

No trimestre anterior, o Gemini somava cerca de 650 milhões de usuários mensais, o que significa um salto de mais de 100 milhões em pouco tempo. Com isso, o chatbot já supera o Meta AI, que tem quase 500 milhões de usuários, embora ainda fique atrás do principal concorrente, o ChatGPT, estimado em cerca de 810 milhões de usuários ativos mensais no fim de 2025.

Gemini 3 impulsiona a adoção

🤖 Esse crescimento vem logo após o lançamento do Gemini 3, a versão mais avançada da IA do Google até agora. Segundo a empresa, o modelo oferece respostas mais profundas, contextualizadas e refinadas. Para o CEO Sundar Pichai, a chegada do Gemini 3 foi um “fator positivo” direto para a expansão da base de usuários, reforçando a estratégia de evolução contínua da plataforma.

Outro elemento que ajudou nessa escalada é o Google AI Plus, plano de assinatura lançado nos Estados Unidos por $ 7,99 por mês e que chegou no Brasil por R$ 24,99. A proposta é atrair usuários que querem recursos extras sem pagar caro. Como a oferta é recente, ela ainda não impactou os números do trimestre, mas a expectativa é de que impulsione o crescimento nos próximos meses.

Estratégia mistura plano gratuito e assinaturas

💸 Durante a teleconferência com investidores, Philipp Schindler, diretor de negócios do Google, destacou que a empresa está apostando em uma combinação de plano gratuito robusto com opções de assinatura. Segundo ele, essa fórmula já vem mostrando resultados sólidos em termos de crescimento e engajamento.

IA puxa resultados recordes da Alphabet

O avanço do Gemini acontece em um momento histórico para a Alphabet, que ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 400 bilhões em receita anual. A empresa atribui o resultado à expansão acelerada de sua divisão de IA, que inclui também o lançamento do Ironwood, nova geração de chips TPU criada para competir com a Nvidia.

Google processa bilhões de tokens por minuto

🙂 No comunicado oficial, Sundar Pichai revelou que os modelos do Google já processam mais de 10 bilhões de tokens por minuto via API. Ele também destacou que a busca nunca foi tão utilizada, com a inteligência artificial funcionando como um dos principais motores desse novo ciclo de crescimento e o Gemini no centro dessa estratégia.⚡

Mais poder, mais controle e menos deslizes

🤖 A Anthropic apresentou nesta semana o Claude Opus 4.6, a versão mais recente — e mais potente — do seu principal modelo de inteligência artificial. A atualização deixa claro o foco da empresa: mais desempenho, mais controle para o usuário e menos comportamentos problemáticos da IA.

Segundo a companhia, o Opus 4.6 evoluiu tanto no uso geral quanto em tarefas específicas, especialmente em áreas como programação, finanças e análise de grandes volumes de dados. O modelo agora lida melhor com prompts extensos, interpreta contextos mais complexos e mantém respostas consistentes mesmo em interações longas.

💸 O Claude Opus 4.6 já pode ser usado no chatbot, na API e em plataformas parceiras de computação em nuvem. O acesso, porém, não é gratuito: ele fica restrito aos planos pagos da plataforma, com valores a partir de R$ 110 por mês no plano Pro, hoje a opção mais acessível da Anthropic.

Janelas de contexto gigantes

Entre os destaques técnicos, o Opus 4.6 é o primeiro modelo da empresa que permite trabalhar, ainda em fase beta, com janelas de contexto de até 1 milhão de tokens. Na prática, isso significa analisar documentos enormes ou manter conversas longuíssimas sem perder o fio da meada.

💼 Esse recurso, no entanto, está disponível apenas via API licenciada e com custo elevado, o que o coloca mais próximo de usos corporativos e avançados do que do público geral.

Programação mais confiável e agentes trabalhando juntos

A performance em programação deu um salto considerável. O modelo passou a gerar códigos de forma mais confiável mesmo em projetos grandes, além de melhorar na revisão e na identificação de erros.

🦾 Outro avanço importante aparece no uso de agentes de IA trabalhando em conjunto, especialmente dentro do Claude Code, onde o Opus 4.6 consegue coordenar melhor tarefas distribuídas entre múltiplos agentes.

Pensamento adaptativo dá mais controle ao usuário

Uma das novidades mais interessantes é o chamado pensamento adaptativo. Com ele, o Claude ajusta automaticamente o nível de “raciocínio profundo” necessário para cada tarefa.

🙂 Isso permite equilibrar inteligência, velocidade de resposta e custo computacional, evitando gastar recursos demais quando não é preciso e dando mais controle direto ao usuário.

Excel e PowerPoint entram no jogo

A Anthropic também ampliou o uso do Claude fora do ambiente tradicional de chat. A integração com o Claude in Excel foi aprimorada e agora ganhou companhia: o Claude in PowerPoint, ainda em fase inicial de testes, que promete levar a IA para a criação e análise de apresentações.

Mais segurança e menos comportamentos problemáticos

🔒 No campo da segurança, a empresa afirma ter alcançado um marco importante. O Opus 4.6 registra a menor taxa de comportamentos inadequados já vista nos modelos da Anthropic.

Isso inclui redução de respostas manipuladoras, elogios exagerados e cooperação com usos ilegais. Além disso, o modelo também apresenta a menor taxa de falhas ao responder comandos.

Resultados fortes em testes e reforço contra usos ilegais

📈 Nos testes internos, a Anthropic afirma que o novo Claude obteve suas melhores pontuações até agora em avaliações de programação com agentes, lógica, desempenho em finanças e capacidade de pesquisa online.

Após relatos de uso do Claude em ciberataques nos últimos meses, a empresa também reforçou os sistemas de detecção para identificar aplicações ilícitas com mais precisão.

O que o Claude Opus 4.6 representa para a Anthropic

⚔️ No fim das contas, o Claude Opus 4.6 mostra que a Anthropic quer competir no topo do mercado de IA: mais potência para usuários avançados, mais controle fino sobre o modelo e uma atenção redobrada à segurança, mesmo que tudo isso venha com um preço nada modesto.

Preciso ser produtivo para sempre?

🧑‍💼 Com o aumento das conversas sobre saúde mental, envelhecimento e qualidade de vida, um assunto ainda passa meio batido fora do mundo corporativo: a pressão para ser produtivo o tempo todo. E não, isso não atinge só quem ainda está no mercado de trabalho. A cobrança continua firme, e forte, mesmo depois da aposentadoria.

A ideia de que o tempo precisa ser sempre “bem aproveitado” atravessa gerações. Se antes ela estava ligada apenas ao trabalho formal, hoje se espalhou para o lazer, para os hobbies e até para a forma como a gente envelhece. Descansar virou algo que precisa ser justificado.

😣 Muita gente aposentada relata culpa ao parar, sensação de inutilidade ou a necessidade de preencher cada hora do dia com alguma atividade “produtiva”. Segundo estudos citados pela PUC, esse comportamento está ligado ao que se chama de produtividade tóxica — uma autocobrança constante para estar sempre ocupado, mesmo quando não existe nenhuma demanda real.

Não é um diagnóstico clínico, mas é um padrão de comportamento que pode gerar ansiedade, depressão e até burnout.

Hustle culture, cansaço crônico e a dificuldade de descansar

😓 No plano coletivo, dois conceitos ajudam a explicar por que “não fazer nada” ainda soa errado. O primeiro é a hustle culture, a cultura da dedicação total, que glorifica jornadas longas, sacrifícios pessoais e a ideia de que trabalhar sem parar é sinal de sucesso.

Popularizada principalmente a partir do boom das empresas de tecnologia, essa lógica extrapolou o escritório e passou a ditar como as pessoas organizam toda a vida. Até o descanso virou algo que precisa render algum resultado.

😫 O segundo conceito é o da sociedade do cansaço, descrita pelo filósofo Byung-Chul Han. Nela, o indivíduo é levado a acreditar que pode, e deve, dar conta de tudo. O efeito colateral é uma sensação constante de insuficiência. Mesmo fora do trabalho, o lazer precisa ter propósito, ganho ou melhoria pessoal. O ócio, nesse cenário, vira sinônimo de desperdício.

Quando estar ocupado vira uma fuga

No nível individual, a produtividade excessiva muitas vezes funciona como uma estratégia emocional. Em momentos de incerteza, estresse ou perda de controle, focar em tarefas mensuráveis cria uma falsa sensação de segurança. Organizar, produzir, ocupar cada minuto vira uma forma de evitar sentimentos desconfortáveis.

😟 O problema é que esse padrão não desaparece automaticamente com a aposentadoria. A cobrança interna continua ali, se manifestando como culpa ao descansar ou dificuldade real de relaxar, mesmo quando não há nenhuma obrigação.

Sinais de que a produtividade passou do ponto

Alguns comportamentos ajudam a identificar quando a busca por produtividade deixa de ser saudável: culpa constante ao descansar, sensação de nunca fazer o suficiente, dificuldade de aproveitar momentos de lazer, negligência com alimentação, saúde ou consultas médicas “por falta de tempo” e a necessidade de ocupar todo o dia com atividades consideradas úteis.

🧓 Esses sinais não ficam restritos à fase ativa da carreira. Eles podem acompanhar a pessoa ao longo de toda a vida, inclusive no envelhecimento.

Envelhecer não é sinônimo de inutilidade

Um dos mitos mais persistentes sobre envelhecer é a ideia de que o valor da pessoa diminui quando ela reduz o ritmo. Na prática, o envelhecimento envolve mudanças naturais no corpo, mas isso não significa perda automática de autonomia, prazer ou sentido de vida.

🏊 Estudos do Instituto de Longevidade MAG mostram que muitas limitações atribuídas à idade podem ser prevenidas ou controladas com hábitos adequados. Atividade física continua sendo importante em qualquer fase da vida — desde que respeite limites individuais. Caminhadas, alongamentos, exercícios aquáticos e práticas leves ajudam a manter mobilidade e bem-estar.

Mas isso não significa transformar o envelhecimento em mais uma meta de desempenho. Ajustar o ritmo, aceitar pausas e conviver com períodos de menor produtividade faz parte de um processo saudável.

O valor de simplesmente não fazer nada

🏖️ “Não fazer nada” não é sinônimo de apatia ou isolamento. É permitir momentos sem objetivo, sem cobrança de aprendizado, sem necessidade de resultado. Pode ser ficar em silêncio, ouvir música, observar o movimento da rua ou apenas existir por alguns minutos.

A neurociência já mostrou que pausas são fundamentais para a saúde mental: elas ajudam o cérebro a processar informações, recuperar energia e reduzir o estresse. Ainda assim, o ócio segue sendo um dos comportamentos mais difíceis de legitimar socialmente — especialmente para quem passou a vida inteira associando identidade ao trabalho.

🙂 Envelhecer de forma saudável não exige escolher entre atividade e descanso. O equilíbrio está justamente na alternância entre movimento e pausa. Manter-se ativo é importante, mas isso não precisa acontecer sob a lógica da cobrança constante.⚡ 

“Se achar caro, cancele”

Behance / Reprodução

🤯 A possível compra da Warner Bros. pela Netflix já é tratada como praticamente certa pelas duas empresas. Antes de virar realidade, porém, o acordo ainda precisa passar pelo crivo de órgãos reguladores e é aí que o clima começa a esquentar. Entre os mais atentos está o Senado dos Estados Unidos, que avalia os impactos da operação sobre concorrência, preços e direitos dos consumidores.

Nesta semana, Ted Sarandos, CEO da Netflix, foi chamado para depor na Subcomissão de Antitruste e Defesa do Consumidor do Comitê Judiciário do Senado. E uma das respostas do executivo chamou atenção pela franqueza: se o preço subir depois da compra, os usuários podem simplesmente cancelar a assinatura.

“Mais conteúdo por menos”, promete a Netflix

🤔 A principal preocupação dos senadores é clara: ao comprar a Warner Bros., a Netflix também passaria a controlar a HBO Max, hoje uma de suas maiores concorrentes. Para Sarandos, isso não deveria assustar ninguém.

Segundo o executivo, a junção das plataformas pode aumentar o valor entregue ao consumidor. Durante a audiência, ele afirmou que cerca de 80% dos assinantes da HBO Max já pagam separadamente pela Netflix, o que abriria espaço para uma oferta mais vantajosa em um pacote unificado.

💬 “Vamos dar aos consumidores mais conteúdo por menos”, prometeu Sarandos, sem detalhar exatamente como isso aconteceria na prática.

Preço subir? “É só cancelar com um clique”

Sarandos também defendeu os reajustes anteriores da Netflix, dizendo que eles trouxeram “muito mais valor” ao serviço. Ao mesmo tempo, evitou se comprometer a manter os preços atuais após a compra da Warner.

❌ Em vez disso, reforçou um argumento simples, a facilidade de saída. Segundo ele, se o consumidor achar que o serviço ficou caro demais para o que entrega, basta cancelar a assinatura com um clique.

O CEO ainda afirmou que a empresa está trabalhando junto ao Departamento de Justiça dos EUA para criar salvaguardas contra aumentos abusivos depois da aquisição.

O histórico do mercado não anima tanto assim

💸 Apesar do discurso otimista, experiências recentes deixam consumidores e reguladores com um pé atrás. A Microsoft, por exemplo, fez promessas parecidas durante o processo de compra da Activision Blizzard e, mesmo assim, dobrou o preço do Xbox Game Pass Ultimate no fim de 2025.

Ou seja: garantia verbal não é exatamente sinônimo de conta estável no fim do mês.

Netflix diz que não quer virar um monopólio

👻 Durante o depoimento, Sarandos também tratou de afastar o fantasma do monopólio. Segundo ele, a Warner é vista pela Netflix tanto como concorrente quanto como fornecedora de conteúdo, o que justificaria a aquisição.

Além disso, o mercado de streaming seguiria competitivo, com gigantes como Google, Apple e Amazon disputando a atenção do público.

YouTube, custo por hora e o argumento final

📹 Para reforçar seu ponto, o CEO citou o YouTube, que tem mais audiência do que qualquer serviço de streaming por assinatura, o que, segundo ele, colocaria a Netflix longe de dominar o mercado.

Sarandos também destacou que a plataforma tem o menor custo por hora assistida do setor, cerca de 35 centavos, contra 90 centavos por hora de rivais como a Paramount, que também demonstrou interesse em comprar a Warner.

No fim das contas, a mensagem é clara

⚖️ A defesa da Netflix ao Senado foi direta: a empresa diz que não pretende virar um monopólio, promete mais valor ao consumidor e lembra que, se algo desagradar, o botão de cancelar continua ali, sempre a um clique de distância.⚡ 

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