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Meta queria ressuscitar usuários com IA (e isso é bem estranho) #634

➜ EDIÇÃO 634

IA zumbi? A ideia bizarra da Meta de simular usuários falecidos nas redes

Giphy / Reprodução

🪦 O que acontece com as redes sociais de alguém quando essa pessoa morre? As contas viram memoriais digitais? A família deveria ter acesso? Ou tudo deveria ser deixado como está? Esse debate já existe há anos, mas a Meta chegou a considerar uma solução bem mais… perturbadora.

A empresa chegou a patentear, em 2023, uma ideia de usar inteligência artificial para simular a atividade de usuários falecidos nas redes sociais. Na prática, isso significaria treinar um modelo com as postagens da pessoa e continuar publicando, curtindo, comentando e até mandando mensagens diretas como se ela ainda estivesse viva.

🪞 Na patente, a própria Meta diz que o modelo poderia simular o usuário “quando ele estiver ausente da plataforma, por exemplo, durante uma longa pausa ou se ele falecer”. O documento ainda lista Andrew Bosworth, diretor de tecnologia da empresa, como principal autor.

Por que a ideia foi enterrada?

Só que, com a reação negativa à ideia e o avanço descontrolado da IA nas redes, a empresa afirma ter abandonado esse plano. Um porta-voz disse ao Business Insider que a Meta “não tem planos de seguir com esse exemplo”.

🤖 Mesmo assim, o conceito não é totalmente ficção científica. Já existem casos reais de IA “revivendo” pessoas — desde uma avó recriada digitalmente para um funeral até startups que prometem criar clones digitais de entes queridos a partir de fotos, vídeos e áudios.

Segundo a própria patente, um clone digital poderia interagir com outras pessoas normalmente nas redes, o que levanta questões enormes sobre luto, identidade e ética digital.

Um amigo virtual

🤔 No ano passado, Mark Zuckerberg também sugeriu que pessoas solitárias poderiam se conectar com bots da empresa em vez de pessoas reais. Em uma entrevista de 2023 com o podcaster Lex Fridman, ele chegou a mencionar a possibilidade de avatares virtuais assumirem contas de pessoas falecidas — dizendo que isso poderia ajudar no luto, mas também reconhecendo que poderia ser prejudicial.

E, claro, existe o lado comercial disso tudo. O Facebook já é praticamente um cemitério digital: perfis abandonados, mensagens de aniversário nunca respondidas, páginas esquecidas e feeds cheios de conteúdo gerado por IA. Manter contas “ativas” significaria mais engajamento, mais dados e, claro, mais anúncios.

💬 Como disse a professora Edina Harbinja, da Universidade de Birmingham, em conversa com o Business Insider o incentivo comercial é óbvio. Já outros especialistas foram mais diretos: “Uma das tarefas do luto é encarar a perda. Deixem os mortos em paz”, afirmou o sociólogo Joseph Davis.

Mesmo que a Meta tenha recuado, a existência da patente mostra até onde as big techs estão dispostas a ir para explorar novas aplicações de IA — mesmo quando a ideia soa como episódio de Black Mirror.⚡

Mais uma gigante no céu brasileiro

SpaceSail / Reprodução

🚀 A SpaceSail, nova rival da Starlink, acaba de receber sinal verde para operar internet via satélite no Brasil e a disputa pelo céu brasileiro promete ficar ainda mais interessante. 

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a empresa chinesa a oferecer internet banda larga via satélite no país. Na prática, ela entra na briga com nomes já conhecidos, como a Starlink (do Elon Musk), a HughesNet e a europeia SES, que também vêm expandindo seus serviços por aqui.

🛰️ Assim como as concorrentes, os satélites da SpaceSail operam em órbita baixa, a menos de 2.000 km da superfície da Terra. Isso garante menor latência e conexão mais rápida, mas também significa que a cobertura depende de quantos satélites a empresa conseguir colocar no espaço.

O que a SpaceSail planeja para o Brasil

Conhecida na China como Qianfan, a SpaceSail já tem cerca de 108 satélites em órbita e quer passar dos 600 até o fim de 2026. E o plano é bem ambicioso, a empresa mira uma constelação de mais de 15 mil satélites até 2030, para competir de igual para igual com a Starlink.

📅 Segundo os documentos da Anatel, a companhia tem até dois anos para iniciar as operações e lançar pelo menos 10% dos satélites autorizados. Mesmo assim, a empresa já adiantou que pretende começar a oferecer o serviço no Brasil no quarto trimestre de 2026.

A autorização inicial permite até 324 satélites ativos no país, com validade até julho de 2031. Curiosamente, a SpaceSail queria começar com o dobro disso, mas esbarrou em limitações regulatórias da própria Anatel.

Internet para casas, empresas e governo

📡 O serviço será comercial, atendendo usuários residenciais, empresas e órgãos governamentais. E a empresa já tem um cliente confirmado, em 2024, fechou um acordo com a Telebras para fornecer sinal no Brasil, com suporte de data centers e rede de fibra óptica.

Ou seja, mais uma gigante entra no jogo e, com mais concorrência, a tendência é de mais cobertura e, quem sabe, preços mais competitivos para quem depende de internet via satélite.

As skills mais valiosas do mercado hoje (e como a IA mudou tudo)

💼 As empresas estão mudando rapidamente o que procuram em profissionais e a inteligência artificial virou o novo “pacote básico” do mercado de trabalho.

Ao longo do último ano, a demanda por habilidades ligadas à IA disparou em plataformas de contratação freelance, segundo um levantamento da Upwork. O estudo mostra que as empresas estão investindo pesado em tecnologia, mas sem abrir mão das chamadas “habilidades humanas”, que seguem estratégicas.

🤖 Na prática, o recado é claro: não basta dominar uma área, é preciso saber usar inteligência artificial para trabalhar melhor, mais rápido e com mais impacto.

IA impulsiona novas competências

🧑‍💼 A inteligência artificial deixou de ser algo exclusivo de especialistas e passou a fazer parte de várias funções. Hoje, as empresas procuram profissionais que saibam aplicar IA em tarefas criativas, técnicas e operacionais.

Entre as habilidades que mais cresceram na plataforma estão geração e edição de vídeo com IA, integração de IA em programação e desenvolvimento web, anotação e rotulagem de dados e criação de imagens com ferramentas generativas.

🎯 Isso mostra que o mercado não quer só quem conhece ferramentas tradicionais, mas quem sabe combiná-las com tecnologia para aumentar produtividade e precisão.

Áreas tradicionais continuam fortes

Mesmo com o boom da inteligência artificial, funções clássicas seguem muito requisitadas. Contabilidade, desenvolvimento full stack, assistência virtual, análise de dados, design gráfico, marketing em redes sociais e gestão de e-commerce continuam entre as áreas mais contratadas.

🦾 A diferença é que agora o diferencial está na capacidade de integrar IA a essas atividades, tornando processos mais eficientes e escaláveis.

Criatividade segue como diferencial competitivo

O relatório também reforça que as empresas não estão simplesmente substituindo pessoas por máquinas. Pelo contrário, aspectos como criatividade, inovação e visão estratégica continuam altamente valorizadas.

🎨 Mesmo em áreas como design, ilustração e edição audiovisual, a contratação segue alta. O que mudou é que cresce a procura por profissionais que saibam usar ferramentas avançadas para potencializar o próprio trabalho.

Executivos entrevistados afirmaram, inclusive, que estão dispostos a pagar mais por profissionais que combinem domínio técnico com pensamento criativo.

As competências que mais cresceram na demanda

📊 Os dados da Upwork mostram um salto impressionante em habilidades ligadas à inteligência artificial e tecnologia:

  • Geração e edição de vídeo com IA: +329%

  • Integração de IA em produtos e serviços: +178%

  • Anotação e rotulagem de dados: +154%

  • Gestão de comércio eletrônico: +130%

  • Competências que mencionam IA explicitamente: +109%

  • Geração e edição de imagens com IA: +95%

  • Desenvolvimento de chatbots: +71%

  • Outras habilidades de alta demanda: +23%

O que isso significa para o mercado de trabalho em 2026

🔮O mercado não está eliminando profissões, está transformando competências. A IA virou uma camada obrigatória sobre quase todas as funções, enquanto habilidades humanas, como criatividade e estratégia, seguem como o verdadeiro diferencial competitivo. 

Um filme sobre o fim do mundo e o começo de tudo

Amazon Prime / Reprodução

📚 Baseado em uma das histórias mais sensíveis de Stephen King, A Vida de Chuck (The Life of Chuck) é aquele tipo de filme que chega sem fazer barulho, mas fica ecoando na cabeça por dias. Dirigido por Mike Flanagan (o mesmo de A Maldição da Residência Hill e Missa da Meia-Noite), o longa troca o terror tradicional por algo bem mais existencial: uma reflexão sobre memória, tempo e o significado da vida.

A história acompanha Charles “Chuck” Krantz, um homem aparentemente comum, mas cuja vida é contada de trás para frente, em três atos que se conectam de forma poética. Em meio a cenários que vão desde o fim do mundo até momentos íntimos da infância, o filme constrói uma narrativa fragmentada, mas profundamente emocional — quase como folhear um álbum de memórias, só que em ordem inversa.

Stephen King em modo emocional

😯  Quem conhece Stephen King pelo terror pode se surpreender aqui. A Vida de Chuck vem daquela fase mais contemplativa do autor, que já rendeu obras como Conta Comigo e Um Sonho de Liberdade. A trama não aposta em sustos, mas em sentimentos: o peso das lembranças, as pequenas escolhas que moldam uma vida inteira e a ideia de que cada pessoa carrega um universo próprio.

Elenco e clima de indie sensível

Tom Hiddleston interpreta Chuck na fase adulta, entregando uma performance contida, mas cheia de nuances. O elenco de apoio também brilha, com personagens que ajudam a construir essa sensação de que estamos observando fragmentos de uma existência inteira, como se cada cena fosse uma lembrança resgatada do fundo da mente.

Uma experiência mais sensorial do que linear

🎞️ O filme não segue uma estrutura tradicional. Ele é quase uma colagem de momentos, com trilha delicada, fotografia melancólica e uma narrativa que prefere sugerir do que explicar. É aquele tipo de obra que funciona tanto como história quanto como experiência e que provavelmente vai dividir opiniões entre quem gosta de tramas mais diretas e quem curte filmes introspectivos.

 No fim, é sobre nós

Apesar de acompanhar a vida de Chuck, o filme fala muito mais sobre o espectador. Sobre como lembramos das coisas, sobre o que fica depois que tudo passa e sobre a estranha beleza de existir, mesmo sabendo que tudo tem um fim.

🍿 A Vida de Chuck não é um blockbuster barulhento, mas é o tipo de filme que toca em algo universal e que prova que Stephen King também sabe ser profundamente humano quando quer.⚡ 

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