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Microsoft dobra a aposta no Brasil (e traz mais IA pra cá) #628

➜ EDIÇÃO 628

Debandada na xAI

🤯 A xAI, startup de inteligência artificial de Elon Musk, está passando por uma verdadeira debandada no topo. Em apenas dois dias, dois cofundadores anunciaram que estão deixando a empresa.

O mais recente foi o pesquisador Jimmy Ba, que confirmou a saída em um post no X (antigo Twitter). Na mensagem, ele agradeceu a Musk e disse que foi “grato por ter ajudado a cofundar a empresa desde o início”.

🚀 A saída de Ba acontece logo depois de Tony Wu, outro cofundador, também anunciar que estava deixando a xAI. Isso tudo ocorre em um momento delicado, a empresa foi recentemente fundida com a SpaceX, e a gigante espacial de Musk se prepara para abrir capital ainda este ano.

Ba é professor da Universidade de Toronto e teve papel importante no desenvolvimento dos modelos de IA da empresa, incluindo o Grok 4. Ele se junta a uma lista crescente de nomes que já deixaram a xAI, como Igor Babuschkin, Kyle Kosic e Christian Szegedy. Já Greg Yang anunciou recentemente que se afastaria para focar no tratamento da doença de Lyme.

💰 A fusão entre xAI e SpaceX foi avaliada em cifras gigantescas: US$ 1 trilhão para a SpaceX e US$ 250 bilhões para a xAI, em uma transação feita totalmente em ações, segundo documentos obtidos pela CNBC. Musk também já havia usado a xAI para comprar o X (ex-Twitter) em outra operação parecida, anunciada em 2025.

Enquanto isso, a xAI enfrenta investigações regulatórias em vários países, depois que o Grok permitiu a criação em massa de imagens explícitas não consensuais — incluindo deepfakes com pessoas reais e até crianças.

🤖 Criada em 2023 com o objetivo ambicioso de “compreender a verdadeira natureza do universo”, a xAI queria competir diretamente com OpenAI e Google. Mas, pelo ritmo recente, o desafio pode ser mais interno do que externo.⚡

Brasil vira prioridade

Microsoft / Reprodução

🔋 A Microsoft acaba de dar mais um passo grande no Brasil: a empresa inaugurou dois novos data centers focados em inteligência artificial e computação em nuvem no país.

O anúncio foi feito nesta semana por Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil, durante o evento AI Tour. Os dois “data halls” ficam no estado de São Paulo — mas, por enquanto, a companhia mantém em segredo as cidades e a capacidade das estruturas.

⚙️ Segundo a Microsoft, as unidades já estão em operação, enquanto outras expansões seguem em construção dentro do cronograma. Ou seja, a infraestrutura está crescendo rápido.

Esse movimento faz parte de um investimento gigante anunciado em 2024 pelo CEO Satya Nadella: US$ 14,7 bilhões para ampliar a infraestrutura de nuvem e IA no Brasil. A ideia é transformar o país em um hub estratégico de tecnologia na América Latina.

🧑‍🎓 Além da infraestrutura, a empresa também está apostando forte em capacitação. Pelo programa ConectAI, a meta é treinar 5 milhões de brasileiros em habilidades de IA até 2027. E os números já são grandes: mais de 6,6 milhões de pessoas se inscreveram em cursos, e 2,8 milhões já concluíram as formações.

Para a Microsoft, a IA pode ser um divisor de águas para o Brasil, aumentando produtividade, inovação e competitividade global, um discurso que vem ganhando força entre big techs e governos.

O plano da Microsoft

🤖 Judson Althoff, chefe de negócios comerciais da empresa, destacou quatro frentes para empresas que querem abraçar a IA de vez:

  • Melhorar a experiência dos funcionários, com ferramentas inteligentes e casos de uso práticos

  • Personalizar serviços para clientes com IA

  • Reformular processos para um modelo “AI-first”

  • Estimular inovação, usando IA também em pesquisa e desenvolvimento.

O que realmente faz o cérebro aprender melhor?

💪 Se você já treinou na academia, sabe como funciona: desafia o músculo, descansa, se alimenta e repete. Aos poucos, ele fica mais forte. E tem um detalhe importante: levantar sempre o mesmo peso, do mesmo jeito, para de gerar resultado.

Pois é, o cérebro funciona de forma muito parecida. Foco, criatividade, raciocínio e bom senso crescem quando você se desafia mentalmente. Quando tudo vira piloto automático, o cérebro simplesmente entra em modo economia de energia.

🧠 Aquele leve desconforto mental ao aprender algo novo? É o equivalente cognitivo da “queimação” muscular depois de um treino pesado.

Quando a rotina “desliga” o cérebro

Pense em uma caminhada diária pelo mesmo parque. No começo, tudo é novidade. Depois de um tempo, você mal percebe o caminho e passa a pensar em e-mails, tarefas e jantar.

🧭 A rotina é confortável, mas conforto não cria novas conexões neurais. O cérebro só cresce quando precisa prestar atenção de verdade.

O que a ciência vê quando você aprende

Pesquisas com eletroencefalogramas mostram que, quando aprendemos algo novo, os padrões elétricos do cérebro ficam mais organizados. Isso significa que ele está fortalecendo caminhos neurais, literalmente construindo “estradas” para aquela habilidade.

🧪 E aquela ideia antiga de que o cérebro para de mudar depois da infância? Já era. Adultos que aprendem idiomas, dançam ou tocam instrumentos mostram aumentos reais no volume e na conectividade cerebral.

Resumo: novidade força o cérebro a evoluir. Repetição só mantém o status quo.

Fadiga mental é real (e previsível)

⚠️ Assim como os músculos, o cérebro não cresce sob esforço infinito. Sem pausas, o desempenho despenca, foco cai, erros aumentam e a irritação sobe.

Durante longos períodos de esforço mental, o cérebro literalmente desacelera redes de atenção e ativa áreas ligadas a recompensas rápidas.

🧁 Tradução prática? Mais vontade de açúcar, junk food e doomscrolling.

Descansar não atrapalha o aprendizado. Descansar é parte do aprendizado.

O turno da noite do cérebro

😴 Dormir é quando o cérebro faz manutenção pesada:

  • limpa resíduos tóxicos,

  • restaura energia,

  • consolida memórias,

  • reforça habilidades aprendidas durante o dia.

Privação de sono bagunça atenção, decisões e até hormônios do apetite.

Ou seja: dormir bem não é luxo wellness, é infraestrutura cognitiva.

Exercício = fertilizante para neurônios

🏃 Mover o corpo aumenta o BDNF, uma proteína que funciona como adubo para o cérebro. Ela ajuda neurônios a crescer, melhora fluxo sanguíneo e mantém o cérebro adaptável ao longo da vida.

Se tivesse uma pílula com os efeitos do exercício físico, seria vendida como droga milagrosa.

Treinar, recuperar, repetir

🔁 O cérebro está sempre se remodelando. Cada desafio, cada pausa e cada boa noite de sono enviam a mesma mensagem: “crescimento continua”.

Você não precisa de hacks caros ou apps milagrosos. Pequenas mudanças já fazem diferença:

  • tente algo novo

  • varie rotinas

  • faça pausas antes da exaustão

  • movimente o corpo

  • trate o sono como inegociável.

🙂 Da próxima vez que fizer aquela caminhada de sempre, mude o caminho. Pode parecer pouco, mas para o cérebro, novidade é treino.⚡ 

Quando ouvir é mais do que escutar

Amazon Prime / Reprodução

🎞️ Em meio a tantos filmes sobre amadurecimento, família e sonhos pessoais, No Ritmo do Coração se destaca por fazer algo raro: emocionar sem recorrer a fórmulas óbvias. O longa, vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2022, é uma história delicada sobre identidade, pertencimento e comunicação, no sentido mais profundo da palavra.

A trama acompanha Ruby Rossi, uma adolescente que vive em uma família surda e é a única pessoa ouvinte da casa. Desde pequena, ela atua como intérprete dos pais e do irmão, ajudando na rotina da pesca, em reuniões e em situações cotidianas. Ao mesmo tempo, Ruby descobre um talento especial para o canto e começa a sonhar com uma carreira musical — algo que a coloca em conflito com o papel que sempre desempenhou dentro da família.

Uma família fora do padrão e profundamente real

👪 O grande diferencial de No Ritmo do Coração é o retrato da comunidade surda. Ao escalar atores surdos para interpretar os pais e o irmão de Ruby, o filme foge da representação superficial e constrói personagens cheios de nuances, humor, desejos e contradições.

Frank e Jackie Rossi não são pais idealizados: eles são protetores, engraçados, às vezes inconvenientes, às vezes egoístas. Leo, o irmão mais velho, sente o peso de depender da irmã para se comunicar com o mundo ouvinte, ao mesmo tempo em que luta por autonomia. Essa dinâmica familiar cria conflitos genuínos e emocionalmente complexos, sem transformar a surdez em um elemento meramente dramático.

O peso de ser ponte entre dois mundos

🎶 Ruby vive entre dois universos: o mundo silencioso da família e o mundo sonoro da escola, dos amigos e da música. Essa posição de “ponte” é o coração do filme. Ela ama profundamente os pais e o irmão, mas também sente que seus próprios sonhos são constantemente adiados.

Quando Ruby entra para o coral da escola e começa a considerar uma faculdade de música, surge o dilema clássico do crescimento: até que ponto é possível seguir seu caminho sem abandonar quem você ama? O filme transforma essa pergunta em uma jornada sensível, evitando respostas fáceis.

Música, silêncio e emoção

🔊 O uso do som em No Ritmo do Coração é uma das escolhas mais poderosas do filme. Em alguns momentos, o áudio é completamente silenciado para que o espectador experimente a perspectiva dos personagens surdos. Em outros, a música ganha destaque como expressão máxima dos sentimentos de Ruby.

A famosa cena da audição final, em que ela canta para os pais usando linguagem de sinais, sintetiza o tema central do filme: comunicar-se vai muito além de palavras ou sons. É sobre conexão, empatia e presença.

Um coming-of-age com coração (literalmente)

🥹 Embora tenha elementos de comédia e drama, No Ritmo do Coração é, acima de tudo, uma história de amadurecimento. Ruby aprende a encontrar sua voz, no sentido literal e simbólico, enquanto a família aprende a lidar com a ideia de deixá-la partir.

O filme evita o melodrama excessivo e aposta em pequenas emoções: olhares, gestos, silêncios e canções. Essa simplicidade é justamente o que o torna tão universal.

Como No Ritmo do Coração tocou tanta gente?

🍿 Em um cenário dominado por grandes produções e franquias, CODA conquistou público e crítica por ser humano, acessível e sincero. Ele fala sobre sonhos, família e identidade sem precisar de efeitos especiais ou grandes reviravoltas, apenas de personagens bem construídos e emoções verdadeiras.

No fim, No Ritmo do Coração lembra que crescer dói, amar é complicado e comunicar sentimentos é sempre um desafio. Mas também mostra que, às vezes, a forma mais bonita de ouvir alguém não passa pelos ouvidos e sim pelo coração.

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