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Nem milhão, nem bilhão... Spotify pede US$ 13 trilhões em ação judicial #621

➜ EDIÇÃO 621

Urso polar entra em crise existencial ao escolher Pepsi em teste cego

😂 A Pepsi resolveu cutucar a rival histórica Coca-Cola em pleno Super Bowl 60 e usando justamente o personagem mais simbólico da concorrente: o urso polar. No comercial “The Choice”, de 30 segundos, o mascote faz um teste cego entre Pepsi Zero Sugar e Coke Zero Sugar, escolhe a Pepsi… e entra em uma crise existencial daquelas.

A provocação é das mais diretas dos últimos anos e vem acompanhada de números. Segundo a Pepsi, 66% dos participantes de testes cegos realizados em 2025 preferiram Pepsi Zero Sugar à Coke Zero Sugar. Os testes teriam sido feitos em 34 mercados diferentes, o que a marca usa como munição para sustentar a zoeira.

🐻‍❄️ No filme, o urso descobre que seu paladar não é exatamente fiel à tradição. A revelação o coloca em uma jornada de autoconhecimento embalada por “I Want to Break Free”, do Queen. Em determinado momento, ele aparece até em sessão de terapia, com ninguém menos que Taika Waititi, que também assina a direção do comercial. O final ainda faz referência a um momento viral da kiss cam durante um show do Coldplay no ano passado.

O comercial vai ao ar no segundo quarto do Super Bowl, no dia 9 de fevereiro, e foi criado pelo PepsiCo Content Studio em parceria com a BBDO. Estima-se que o investimento para colocar a peça no ar gire em torno de US$ 8 milhões, apostando na audiência de cerca de 120 milhões de espectadores.

🤖 Além da rivalidade clássica, a Pepsi aproveitou para dar uma alfinetada no debate sobre inteligência artificial. Gustavo Reyna, vice-presidente de marketing da marca, destacou que, apesar de o urso ser feito em CGI, o foco do projeto foi o trabalho criativo humano. A fala soa como uma resposta direta à Coca-Cola, que recentemente gerou polêmica ao usar IA generativa em sua campanha de Natal.

Para Reyna, o objetivo é simples e ambicioso: fazer o público repensar sua escolha de cola. E poucas vitrines são tão grandes para isso quanto o Super Bowl.⚡

Trocar de IA sem perder histórico?

Testing Catalog / Reprodução

🤯 O Google está preparando o terreno para atrair usuários de outras IAs para o Gemini. Um recurso em desenvolvimento indica que o chatbot poderá importar conversas de plataformas concorrentes, o que tornaria a migração entre serviços bem menos traumática para quem já usa IA no dia a dia.

A funcionalidade foi identificada pelo site TestingCatalog e aparece com o nome “Import AI chats” (“Importar conversas com IA”). Embora ainda não esteja disponível publicamente, o simples fato de o recurso já aparecer no código sugere uma estratégia clara: facilitar a vida de quem quer trocar de IA sem começar tudo do zero.

🤖 Pela descrição exibida no próprio Gemini, o processo lembra bastante a troca de navegador ou de sistema operacional. Primeiro, o usuário faria o download do histórico de conversas do chatbot antigo, caso a plataforma permita. Depois, bastaria acessar o Gemini, ir até Adicionar arquivos > Importar conversas com IA e seguir a conversa a partir dali, agora com a IA do Google.

O aviso também deixa claro que essas conversas importadas passariam a fazer parte da Atividade da conta. Ou seja, os dados poderiam ser usados para melhorar os serviços do Google, inclusive no treinamento dos modelos, além de ações ligadas à segurança e à proteção dos usuários.

Verificação de deepfakes pode estar a caminho

🤔 Além da importação de chats, outro botão em desenvolvimento chamou atenção. Identificado como “Likeness” (“Semelhança”), o recurso ainda não tem descrição própria, mas atualmente redireciona para a página de verificação de vídeo, usada para identificar se um conteúdo foi gerado por inteligência artificial.

O nome e esse redirecionamento provisório indicam que a função pode permitir algo mais específico no futuro: verificar se um vídeo criado pelo Gemini usa a aparência do próprio usuário como base. O YouTube já conta com uma ferramenta parecida, mas focada apenas em vídeos públicos hospedados na plataforma.

Mais controle no download de imagens

📸 O Gemini também pode ganhar melhorias na geração de imagens. Hoje, não é possível escolher a resolução no momento do download, mas isso parece estar perto de mudar. Foram encontrados indícios de duas novas opções: “Tamanho recomendado” e “Tamanho máximo”.

Essas escolhas apareceriam na tela de visualização da imagem, ao lado do botão Salvar. A ideia seria simples: o tamanho recomendado serviria melhor para compartilhamento, enquanto o tamanho máximo atenderia quem pretende usar a imagem em materiais impressos ou projetos mais pesados.

😣 Por enquanto, vale o aviso clássico: nada disso está disponível para o público geral. O Google ainda não confirmou oficialmente os recursos nem divulgou qualquer previsão de lançamento. Mas, se tudo sair do papel, o Gemini pode ficar bem mais convidativo para quem já vive cercado de outras IAs.

Brasil engorda, dorme mal e convive com doenças crônicas, diz estudo

🤯 Mais de 6 em cada 10 brasileiros estão acima do peso, e cerca de um quarto da população já convive com a obesidade. Os números vêm da edição 2024 do Vigitel, levantamento do Ministério da Saúde divulgado no fim de janeiro, que acompanha há quase duas décadas os hábitos e as condições de saúde dos adultos no país.

A pesquisa traça um retrato amplo do brasileiro, analisando desde peso corporal até alimentação, atividade física, presença de doenças crônicas e, pela primeira vez, hábitos de sono. E o cenário mostra avanços pontuais, mas também desafios cada vez mais evidentes.

📈 Desde 2006, quando o Vigitel começou a ser realizado, a prevalência de excesso de peso saltou de 42,6% para 62,6%. Já a obesidade mais do que dobrou no período, passando de 11,8% para 25,7% em 2024. Ou seja: o problema cresceu de forma consistente ao longo dos anos.

Apesar disso, há sinais positivos. A prática de atividade física no tempo livre aumentou de maneira relevante. Em 2006, apenas 30% dos entrevistados afirmavam cumprir pelo menos 150 minutos semanais de atividade moderada. Em 2024, esse percentual chegou a 42,3%, indicando que mais brasileiros estão se movimentando.

Doenças crônicas seguem em alta

⚕️ O levantamento também chama atenção para o avanço das doenças crônicas. O diagnóstico de diabetes atingiu 12,9% da população adulta, mais que o dobro do registrado no início da pesquisa, em 2006. Segundo o Ministério da Saúde, o crescimento está ligado tanto ao aumento de diagnósticos quanto à necessidade urgente de reforçar ações de prevenção.

A hipertensão arterial também cresceu, mas em ritmo mais lento: saiu de 22,6% em 2005 para 29,7% em 2024. Ainda assim, os números reforçam o impacto direto dos hábitos de vida sobre a saúde da população.

Alimentação melhora, mas exige atenção

🍉 Mesmo com o avanço do sobrepeso e da obesidade, o Vigitel aponta que o brasileiro vem fazendo escolhas alimentares um pouco melhores. O consumo regular de frutas e hortaliças, em pelo menos cinco dias da semana, manteve-se relativamente estável ao longo dos anos, ficando em 31,4% em 2024.

Outro dado positivo é a queda no consumo de refrigerantes. Em 2007, quase 31% dos brasileiros consumiam essas bebidas regularmente. Em 2024, o índice caiu para 16,2%. Ainda assim, o Ministério da Saúde alerta para um leve aumento nos últimos dois anos, o que acende um sinal de atenção para que a tendência de queda não seja interrompida.

O sono entrou no radar

😴 Pela primeira vez, o Vigitel incluiu dados sobre qualidade e duração do sono, e os resultados preocupam. Segundo a pesquisa, 20,2% dos adultos nas capitais dormem menos de seis horas por noite, enquanto 31,7% apresentam ao menos um sintoma de insônia.

O problema afeta mais as mulheres, com 36,2% relatando sintomas, contra 26,2% entre os homens. Para o Ministério da Saúde, dormir mal vai muito além do cansaço: a falta de sono adequado está diretamente associada ao ganho de peso, problemas metabólicos e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

⚠️ O levantamento reforça uma mensagem clara: atividade física, alimentação equilibrada e sono de qualidade precisam caminhar juntos para melhorar a saúde da população brasileira.⚡ 

Processo bilionário?

Reprodução

🤯 O Spotify decidiu partir para o ataque e não foi sozinho. A plataforma de streaming se uniu a três das maiores gravadoras do mundo, Universal Music Group, Warner Music Group e Sony Music Entertainment, para processar o site Anna’s Archive por pirataria e roubo de arquivos. O valor pedido na ação é tão absurdo que chama atenção logo de cara: a indenização pode chegar a US$ 13 trilhões, algo em torno de R$ 68 trilhões na conversão direta.

O processo foi aberto ainda no fim de 2025, mas só agora veio a público após a retirada do sigilo judicial. O caso está nas mãos do juiz Jed S. Rakoff, que já concedeu uma liminar contra o Anna’s Archive depois que o projeto sequer apareceu na primeira audiência.

Liminar, bloqueios e pressão sobre a infraestrutura

🧑‍⚖️ A decisão judicial proíbe a distribuição de qualquer material extraído do Spotify e ainda determina que empresas de hospedagem, domínios e servidores deixem de oferecer serviços ao site. Na prática, é uma tentativa de sufocar a operação do Anna’s Archive cortando sua infraestrutura de apoio.

O episódio que detonou a ação

No centro da disputa está um episódio ocorrido em dezembro do ano passado, quando o Anna’s Archive afirmou ter extraído praticamente todo o catálogo do Spotify por meio de scraping em larga escala. Segundo o próprio grupo, não se tratou de um ataque hacker tradicional, mas de uma raspagem massiva de dados.

💿 Ainda assim, o impacto alegado é gigantesco: cerca de 256 milhões de metadados e 86 milhões de faixas, o que representaria algo próximo de 300 terabytes, ou cerca de 99% de tudo o que existe na plataforma.

Como o valor chegou à casa dos trilhões

Com base nesses números, o Spotify e as gravadoras pedem uma indenização estimada em US$ 151 mil por arquivo, o que explica como o valor total do processo rapidamente escala para cifras quase surreais. A ação acusa o site de violação de direitos autorais, quebra de contrato, crimes digitais e descumprimento da DMCA, a lei americana que protege conteúdos de entretenimento.

“Preservação” ou pirataria?

😲 Após a repercussão do caso, o Anna’s Archive confirmou a operação e disse que estaria disposto a distribuir tanto os metadados quanto as músicas extraídas, alegando que o objetivo seria a “preservação” do catálogo. O Spotify, por sua vez, não poupou palavras e classificou o episódio como um “roubo descarado de milhões de arquivos contendo quase todas as gravações sonoras comerciais do mundo”.

Mesmo com a liminar em vigor, o embate ainda está longe do fim. O Anna’s Archive opera por meio de múltiplos domínios e servidores, e muitas das formas de acesso continuam funcionando. Parte da estratégia do site está no argumento de que ele não hospeda diretamente os arquivos, atuando apenas como um índice que direciona links para páginas de terceiros responsáveis pelos downloads.

Um caso que ainda vai longe

🤔 Agora, a disputa promete se arrastar nos tribunais — com valores que parecem saídos da ficção científica e um debate que reacende o embate entre indústria musical, tecnologia e os limites entre pirataria, acesso e preservação de conteúdo digital.⚡ 

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