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Nvidia quer distância da guerra entre OpenAI e Anthropic? #649

➜ EDIÇÃO 649

Publicidade mais transparente

X / Reprodução

❌ A rede social X decidiu dar um passo para deixar a publicidade dentro da plataforma mais clara e um pouco menos cheia de hashtags. A empresa anunciou a chegada de um novo selo chamado “Parceria Paga”, que permite aos criadores sinalizar quando um post é patrocinado por uma marca.

A ideia é simples, em vez de encher a publicação com hashtags como #publi, #parceriapaga ou #ad, o criador poderá ativar uma opção de “divulgação de conteúdo” diretamente no post. Quando isso acontece, a plataforma adiciona automaticamente o rótulo “Parceria Paga” logo abaixo da publicação.

Mais transparência para quem segue e para quem cria

🛍️ Segundo a empresa, a novidade busca aumentar a transparência entre criadores e seguidores. Assim, quem acompanha um influenciador consegue diferenciar melhor quando uma recomendação é espontânea e quando envolve uma parceria comercial.

O selo também ajuda a plataforma a se manter alinhada com regras de publicidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Federal Trade Commission já havia alertado influenciadores, ainda em 2017, sobre a necessidade de deixar claro quando um post é patrocinado.

📱 Outras redes sociais já seguem essa lógica há algum tempo. No Instagram, por exemplo, as chamadas “parcerias pagas” existem há anos e até ganharam novos formatos recentemente.

Adeus às hashtags de publicidade?

Até agora, quem criava conteúdo no X precisava recorrer a hashtags para indicar que um post era patrocinado. Isso acabava deixando as publicações menos naturais — e, convenhamos, hashtags demais já não têm o mesmo charme de antigamente.

👍 Com o novo recurso, o criador pode simplesmente ativar o selo antes de publicar. Caso esqueça, também é possível adicioná-lo depois. Segundo Nikita Bier, chefe de produto da plataforma, a mudança ajuda a manter a confiança dos usuários.

Afinal, promoções não identificadas podem gerar desconfiança e prejudicar a credibilidade do conteúdo dentro da rede.

X quer atrair mais criadores

🤳 Nos últimos anos, o X vem tentando se tornar um lugar mais atraente para influenciadores e criadores de conteúdo. A plataforma já lançou iniciativas como pagamento por posts virais, divisão de receita de anúncios e sistemas de assinatura para fãs.

Mesmo assim, a concorrência continua forte. Plataformas como YouTube e o próprio Instagram ainda são vistas como ambientes mais favoráveis para quem vive de criar conteúdo.

🙂 Com o selo de “Parceria Paga”, a plataforma dá mais um passo para organizar a publicidade dentro da rede e tornar mais transparente a relação entre criadores, marcas e seguidores.⚡

Nvidia quer sair da briga?

Reprodução

🤯 O CEO da Jensen Huang soltou uma declaração curiosa sobre os investimentos da Nvidia em duas das empresas mais quentes do mundo da inteligência artificial: OpenAI e Anthropic. Segundo ele, os aportes recentes provavelmente serão os últimos e o motivo oficial é simples: ambas devem abrir capital em breve.

A fala aconteceu durante a conferência de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações do Morgan Stanley, em San Francisco. Huang explicou que, quando empresas chegam perto de um IPO, a janela para novos investimentos privados tende a se fechar. Ou seja: quem entrou, entrou.

🤨 Pode até ser isso mesmo. Mas, quando se trata do universo bilionário da IA, raramente as coisas são tão simples.

Para começar, a Nvidia já está lucrando bastante com essa corrida tecnológica. A empresa é quem fabrica os chips que alimentam grande parte dos sistemas de IA — inclusive os modelos da OpenAI e da Anthropic. Em outras palavras, mesmo sem investir mais dinheiro nessas empresas, a Nvidia continua ganhando cada vez que elas expandem suas operações.

💹 Quando questionada sobre o assunto, a companhia preferiu não entrar em muitos detalhes. Um porta-voz apenas apontou para declarações anteriores de Huang, nas quais ele disse que os investimentos da Nvidia são feitos de forma “direta e estratégica” para ampliar o alcance do seu ecossistema tecnológico. Segundo ele, esse objetivo já teria sido alcançado com as participações atuais.

Mas há outras camadas nessa história

Quando a Nvidia anunciou, no ano passado, que poderia investir até US$ 100 bilhões na OpenAI, alguns analistas levantaram uma sobrancelha. O professor Michael Cusumano, do MIT Sloan, descreveu o acordo como uma espécie de “empate estratégico”. A lógica é curiosa: a Nvidia investe bilhões na OpenAI — e, em troca, a OpenAI compra bilhões em chips da Nvidia. O dinheiro basicamente circula dentro do mesmo ecossistema.

🫧 Esse tipo de dinâmica acabou alimentando discussões sobre uma possível bolha de investimentos em inteligência artificial. Talvez por isso o valor final do investimento da Nvidia na rodada mais recente da OpenAI tenha sido menor do que o prometido inicialmente: US$ 30 bilhões dentro de um pacote total de US$ 110 bilhões.

E as tensões não param por aí

A relação com a Anthropic também teve seus momentos estranhos. Pouco tempo depois de anunciar um investimento bilionário da Nvidia, o CEO da empresa, Dario Amodei, fez uma comparação polêmica durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. Sem citar a Nvidia diretamente, ele sugeriu que vender chips avançados de IA para certos clientes internacionais poderia ser comparável a “vender armas nucleares para a Coreia do Norte”. Não foi exatamente uma metáfora diplomática.

🔫 Nos últimos dias, a situação ficou ainda mais complicada. O governo de Donald Trump colocou a Anthropic em uma lista negra que proíbe o uso da tecnologia da empresa por agências federais e contratantes militares, após a companhia se recusar a permitir que seus modelos fossem usados em armas autônomas ou sistemas de vigilância em massa.

Logo depois desse anúncio, a OpenAI revelou um acordo próprio com o Pentágono — o que gerou mais atrito entre as empresas. A reação pública foi imediata: o aplicativo Claude, da Anthropic, disparou para o topo da App Store nos Estados Unidos, ultrapassando o ChatGPT em downloads.

🤔 No meio desse cenário, a Nvidia se vê numa posição curiosa: ela tem participações em duas empresas que estão tomando caminhos bem diferentes e que podem acabar puxando clientes, parceiros e até narrativas públicas em direções opostas.

Talvez o que esteja acontecendo seja algo mais pragmático: a Nvidia pode estar tentando se afastar discretamente de uma disputa que ficou complicada rápido demais — enquanto continua lucrando com a corrida global pela inteligência artificial.

Trabalhar menos, viver mais? Livros para entender o valor do ócio

📅 A discussão sobre o fim da jornada de trabalho 6×1 — seis dias trabalhados para apenas um de descanso — voltou a ganhar espaço no debate público brasileiro.

O tema reacende uma discussão antiga: qual é o equilíbrio ideal entre trabalho e tempo livre?

🧘 Enquanto no Congresso o foco está nos efeitos econômicos e políticos, no mundo acadêmico e intelectual o tema do ócio é discutido há décadas sob outra perspectiva. Para muitos pensadores, o tempo livre não é sinônimo de improdutividade, pelo contrário, ele pode ser essencial para criatividade, reflexão e equilíbrio social.

📚 A seguir, sete livros que ajudam a mergulhar nessa discussão.

O Ócio Criativo - Domenico De Masi

Um dos títulos mais conhecidos sobre o tema, o livro propõe um modelo de sociedade em que trabalho, estudo e lazer se misturam de forma mais equilibrada. De Masi questiona a centralidade absoluta do trabalho na vida moderna e defende uma redistribuição do tempo e da riqueza como caminho para uma vida mais plena.

Ócio e Contemplação - Josef Pieper

Neste clássico da filosofia, Pieper argumenta que o ócio não é luxo, é fundamento da cultura. Segundo ele, uma sociedade que elimina o descanso e a contemplação acaba comprometendo sua própria humanidade.

O Direito ao Ócio - José Manuel de Sacadura Rocha

A obra analisa o trabalho como uma construção histórica, e não como algo natural ou imutável. O autor discute temas como desemprego estrutural, transformações no mundo produtivo e os paradoxos de uma economia que aumenta a produtividade ao mesmo tempo em que reduz postos de trabalho.

Sobre o Ócio - Sêneca

Escrito há quase dois mil anos, o texto do filósofo romano continua atual. Para Sêneca, o afastamento temporário das atividades públicas permite observar o mundo com mais clareza e agir com mais sabedoria.

Lazer na América Latina - Christianne Gomes

O livro reúne estudos sobre como o lazer é entendido em diferentes países latino-americanos. A obra mostra como fatores históricos, culturais e políticos influenciam a forma como cada sociedade organiza seu tempo livre.

O Ócio Criativo: Utopia Brasil Tropical 2030 - Newton Cannito

Nesta reflexão sobre o futuro do país, Cannito propõe que desacelerar pode ser parte de um projeto de transformação social. O descanso aparece como elemento capaz de estimular criatividade, inovação e novas formas de organização da vida.

Ócio Criativo: 28 Reflexões Para Uma Vida Mais Feliz - Thiago Roveri

Inspirado na tradição clássica greco-romana, o livro apresenta reflexões sobre temas como amizade, verdade, morte e felicidade. A proposta é enxergar o tempo livre como um espaço de crescimento pessoal e espiritual.

Trabalho, descanso e o futuro do tempo livre

💼 O debate sobre o fim da escala 6×1 envolve argumentos sobre produtividade, competitividade e impactos no mercado de trabalho. Mas, olhando além da política imediata, a literatura mostra que a relação entre trabalho e ócio sempre foi uma questão central nas transformações sociais.

🤔 Entre pressões econômicas e a busca por qualidade de vida, uma pergunta continua ecoando: trabalhar mais significa necessariamente viver melhor, ou talvez seja justamente o contrário?⚡ 

Westeros nas telonas

Giphy / Reprodução

🤯 Depois de dominar a televisão por quase uma década, o universo de Game of Thrones pode finalmente dar seu primeiro grande passo no cinema. A Warner Bros. está desenvolvendo um filme ambientado em Westeros que promete contar a história de um dos personagens mais lendários da franquia: Aegon I Targaryen, conhecido como Aegon, o Conquistador.

Segundo informações divulgadas pelo Page Six, o roteiro está nas mãos de Beau Willimon, criador da série House of Cards e também roteirista de Andor. Ele já teria entregue um primeiro rascunho da história e a ideia é que o projeto seja tratado como uma superprodução no estilo de Dune, ou seja, um blockbuster pensado para as telonas.

A conquista que mudou Westeros

🐉 Embora os detalhes da trama ainda estejam sendo mantidos em segredo, tudo indica que o filme mostrará a Conquista de Westeros, evento histórico que aconteceu séculos antes dos acontecimentos da série original.

Foi durante esse período que Aegon Targaryen conseguiu unificar seis dos Sete Reinos e fundar a dinastia que governaria o Trono de Ferro por gerações.

👱 Nos livros de George R. R. Martin, Aegon é descrito como um líder imponente: alto, de cabelos prateados e olhos púrpura — características clássicas da família Targaryen. Em batalha, ele empunhava a lendária espada Blackfyre e voava montado em Balerion, o maior dragão da história de Westeros.

⚔️ Curiosamente, apesar de ser uma figura central na história do continente, o personagem nunca apareceu em live-action nas adaptações televisivas.

Uma história muito antes de Daenerys e Jon Snow

Se o projeto realmente sair do papel, o público verá uma versão bem diferente de Westeros. A trama deve acontecer muitos séculos antes dos eventos envolvendo Daenerys Targaryen e Jon Snow.

🔥 Isso significa um cenário com mais dragões, reinos ainda independentes e grandes batalhas de conquista, mostrando como o domínio Targaryen começou.

Rumores sobre novas produções envolvendo Aegon já circulavam na internet há algum tempo e ganharam força recentemente após uma reportagem do The Hollywood Reporter. O site também mencionou que existe um projeto de série focado em Arya Stark em desenvolvimento.

A expansão do universo de Westeros

📖 O possível filme faz parte da estratégia da HBO de expandir o universo criado por George R. R. Martin após o fim de Game of Thrones, exibida entre 2011 e 2019.

O mundo de Westeros já ganhou novos capítulos na televisão, como House of the Dragon, que acompanha os conflitos internos da família Targaryen e terá uma terceira temporada. Outra produção recente foi A Knight of the Seven Kingdoms, que também conquistou boa recepção do público.

🎞️ Apesar desse sucesso nas séries, o cinema ainda é território inexplorado para a franquia. Curiosamente, lá atrás, os criadores da série chegaram a cogitar encerrar a história principal com uma trilogia de filmes — ideia que acabou não avançando.

Por enquanto, o longa sobre Aegon ainda não tem diretor nem elenco definidos. Mas, considerando o tamanho da franquia e o carinho dos fãs pelo universo de Westeros, é bem provável que novas informações apareçam em breve.

😀 E se depender dos dragões, Westeros pode estar prestes a conquistar também as telonas.⚡ 

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