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O que o Brasil mais baixou em 2025 (e o que isso diz sobre a gente) #624
➜ EDIÇÃO 624



Os apps que dominaram o celular dos brasileiros em 2025

Reprodução
📱 No começo de fevereiro, uma pesquisa revelou quais foram os aplicativos mais baixados e melhor avaliados pelos brasileiros em 2025 e o ranking ajuda a entender bem como o consumo digital evoluiu no país ao longo do ano passado.
O estudo, divulgado pela RankMyApp, mostra que fintechs, apps de e-commerce asiáticos e plataformas de delivery dominaram as preferências. O motivo? Conveniência, preço baixo e uma experiência cada vez mais simples e intuitiva.
📊 A análise cruzou dados de visibilidade, engajamento, avaliações e ranking nas lojas Google Play e App Store para descobrir quais apps conseguiram manter relevância em um mercado cada vez mais competitivo.
Bancos digitais seguem na frente
Na categoria Finanças, os bancos digitais continuam reinando. No Android, o Nubank liderou o ranking, enquanto no iOS o primeiro lugar ficou com o Mercado Pago. PicPay, Inter e outras fintechs também apareceram entre os mais populares.
💳 Os bancos tradicionais ainda têm presença, com apps como Itaú, Caixa e Santander figurando na lista, mas em posições menos dominantes. O recado é claro: a transformação digital do setor financeiro segue sendo puxada por empresas que já nasceram no mundo digital.
Segundo a RankMyApp, praticidade, transparência nas tarifas e uma experiência simplificada foram decisivos para conquistar os usuários brasileiros.
E-commerce vira campo de batalha
🛍️ A disputa mais intensa apareceu na categoria Compras. Plataformas asiáticas como Temu, Shopee e Shein cresceram rápido e passaram a competir diretamente com marketplaces já consolidados.
No Android, o Mercado Livre ainda liderou, mas com uma diferença mínima. Já no iOS, Temu e Shopee ficaram praticamente empatadas com o líder.
🤑 O comportamento do consumidor também mudou: muitos usuários aceitam esperar mais tempo pela entrega se o preço compensar. Cupons, recompensas e gamificação viraram ferramentas-chave para estimular compras recorrentes, principalmente em um cenário de orçamento mais apertado.
Mesmo com a pressão, Amazon, Magalu e OLX seguem entre os apps mais bem posicionados, embora enfrentem um mercado cada vez mais disputado.
Delivery e apps de marcas ganham força
🍔 Na categoria Gastronomia e Bebidas, o domínio foi do iFood, que liderou com folga no Android e no iOS. Zé Delivery e o app do McDonald’s vieram logo atrás, seguidos por outras redes de fast-food.
Um destaque do estudo foi o crescimento dos aplicativos próprios das marcas. Burger King, Habib’s e outras redes aparecem entre os mais bem avaliados, sinalizando uma estratégia de aproximação direta com o consumidor e menos dependência de intermediários.
🍽️ Apps de nicho também começaram a ganhar espaço. O Food To Save, focado na venda de excedentes de alimentos com desconto, apareceu no ranking e indica um interesse crescente por soluções que unem economia e redução de desperdício.
O que faz um app ficar no topo
Segundo a RankMyApp, os aplicativos que se mantêm no topo compartilham algumas características: avaliações altas (geralmente acima de 4,5 estrelas), forte engajamento, uso recorrente e investimento constante em experiência do usuário e otimização nas lojas de apps.
⭐ Ao todo, o estudo analisou cerca de 400 aplicativos em oito categorias no Android e 700 apps em 14 categorias no iOS. A empresa destaca que o ranking é um retrato de 2025 e pode mudar rápido conforme novas tendências, tecnologias e hábitos de consumo surgirem.⚡


iPhone 17e pode ser o primeiro lançamento da Apple em 2026

Apple / Reprodução
🍎 A Apple já está organizando o calendário de lançamentos para 2026 e, ao que tudo indica, o primeiro grande produto do ano deve ser um iPhone. Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a empresa planeja lançar o iPhone 17e, uma versão mais acessível do seu smartphone principal, logo no início do ano.
A ideia é seguir a mesma estratégia do iPhone 16e, lançado em fevereiro de 2025 e que fez bastante sucesso. O novo modelo deve manter o foco em preço mais baixo, mas com algumas atualizações importantes por baixo do capô. Entre as novidades esperadas estão o processador A19, o mesmo do iPhone 17 tradicional, além do suporte ao MagSafe e chips de conectividade desenvolvidos pela própria Apple.
💸 O preço também deve continuar competitivo. Nos Estados Unidos, o iPhone 16e chegou por US$ 599, e a tendência é que o 17e siga na mesma faixa, pelo menos por lá. A Apple também pretende apostar forte nesse modelo em mercados emergentes e no setor corporativo, áreas onde a empresa ainda quer ganhar mais espaço.
Vem mais coisa por aí
Mas o iPhone 17e é só o começo do ano. A Apple também deve apresentar novos iPads, incluindo uma atualização do modelo de entrada, um iPad mini com tela OLED e melhorias no iPad Air. No mundo dos notebooks, estão previstos novos MacBooks Pro, um MacBook Air com chip M5 e até um MacBook mais barato, pensado para ser o “iPhone e dos laptops”.
💻 Outros produtos da linha Mac também devem ganhar atualizações ao longo de 2026, como o Mac Studio, o Studio Display e o Mac mini. No software, a empresa prepara o iOS 26.4, que pode trazer os primeiros recursos da Siri turbinada com tecnologia do chatbot Gemini, do Google.
E o segundo semestre promete ainda mais. A Apple deve lançar seu primeiro iPhone dobrável, os modelos iPhone 18 Pro e Pro Max, um MacBook Pro com tela OLED sensível ao toque e, mais adiante, o iPhone 18 convencional — que ficaria apenas para 2027. Já o futuro do iPhone Air 2 ainda é incerto, depois de um desempenho comercial abaixo do esperado do primeiro modelo.
🙂 Se tudo isso se confirmar, 2026 tem tudo para ser um dos anos mais movimentados da Apple na última década.⚡


Endividamento das famílias bate recorde (de novo)
🚨 O começo de 2026 trouxe um dado que acende o alerta no bolso dos brasileiros: 79,5% das famílias estão endividadas, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela CNC.
O número repete o recorde histórico registrado em outubro de 2025 e representa uma alta de 3,4 pontos percentuais em relação a janeiro do ano passado.
Aqui, “endividado” não significa necessariamente inadimplente. A conta inclui dívidas comuns do dia a dia, como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, carnês de loja, financiamento de carro ou casa.
A inadimplência até caiu, mas o cenário segue delicado
🙏 A boa notícia é que menos pessoas estão atrasando pagamentos. A taxa de dívidas em atraso ficou em 29,3%, o menor nível desde abril do ano passado.
Ou seja: mesmo com mais dívidas, os brasileiros ainda estão conseguindo pagar.
O problema é que uma fatia preocupante, 12,7% das famílias, diz que não tem condições de quitar as dívidas, um percentual que segue estável, mas alto.
A sensação de estar endividado está crescendo
😣 Além dos números frios, a pesquisa mostra que o peso psicológico das dívidas aumentou. Em janeiro de 2026, 16,1% dos entrevistados disseram se sentir “muito endividados”, enquanto 30,9% afirmaram estar “mais ou menos endividados”.
É um indicador subjetivo, mas importante: ele mostra como o consumidor percebe sua própria situação financeira.
Dívidas estão demorando mais para serem pagas
📅 Outro dado que preocupa é o tempo das dívidas em atraso, que subiu para 64,8 meses, o maior nível em um ano.
Quase metade dos inadimplentes já está com contas atrasadas há mais de 90 dias, o que indica dificuldades persistentes, não apenas problemas pontuais.
Quanto da renda vai para dívidas?
💸 Na média, 29,7% da renda das famílias está comprometida com dívidas, o maior nível desde maio de 2025.
A maioria dos brasileiros ainda gasta entre 11% e 50% do salário com dívidas, mas 19,5% já usam mais da metade do que ganham só para pagar contas, sobrando pouco para despesas básicas.
Desigualdade no impacto: renda baixa sofre mais
🧑 O aperto pesa principalmente nas faixas de renda mais baixas. Entre quem ganha até três salários mínimos, 18,9% dizem não ter condições de pagar as dívidas. O percentual também cresceu entre quem ganha até dez salários mínimos, enquanto caiu levemente entre os mais ricos.
Cartão de crédito segue como vilão
Se existe um campeão das dívidas, ele atende pelo nome de cartão de crédito. Ele concentra 85,4% das pendências, reforçando como o crédito rotativo ainda é uma armadilha cara para o consumidor brasileiro.
Juros altos continuam pressionando o bolso
📈 Segundo a CNC, o endividamento está diretamente ligado aos juros elevados do Brasil. O juro médio para pessoa física chegou a 60,1%, refletindo a Selic em 15%. Mesmo que os juros comecem a cair, o alívio no bolso pode demorar de seis a nove meses para aparecer de fato.⚡


O streaming ficou caro? Netflix pode pagar R$ 10 milhões no Brasil

Giphy / Reprodução
🤯 A Netflix voltou a esquentar a relação com os consumidores brasileiros. Depois de broncas de Procons e multas anteriores, a plataforma agora enfrenta uma ação civil pública que pede R$ 10 milhões por danos morais coletivos.
Quem entrou com o processo foi a Associação de Defesa dos Direitos dos Consumidores do Estado da Bahia (Aceba), que acusa a empresa de adotar práticas abusivas que teriam afetado milhões de assinantes. O caso foi protocolado na Vara das Relações de Consumo de Salvador e a Netflix, por enquanto, preferiu não comentar.
Aumentos de preço e menos benefícios no pacote
💸 Um dos principais alvos da ação é a sequência de reajustes considerados excessivos, acima da inflação, sem melhorias equivalentes no serviço.
Segundo a associação, o problema é que, enquanto os preços subiam, benefícios eram cortados, como:
redução do catálogo
fim do plano básico sem anúncios
mudanças nas regras de uso simultâneo de telas.
O fim da farra das senhas também entrou na mira
🏠 A política de “residência Netflix”, criada para limitar o compartilhamento de senhas, também é questionada. A Aceba afirma que a regra acabou restringindo até o uso dentro da mesma casa, forçando usuários a pagar taxa extra para algo que antes era liberado.
Para a entidade, isso quebra a previsibilidade do contrato e coloca o consumidor em desvantagem, o que fere o Código de Defesa do Consumidor.
Migração forçada de planos e escolha “de mentirinha”
Outro ponto polêmico é a migração compulsória de planos. Parte dos usuários teria sido levada para planos com anúncios ou obrigada a pagar mais caro para continuar sem publicidade.
🤔 A associação chama isso de “escolha artificial”, ou aceita anúncios, ou paga mais — sem opção real de manter o serviço original.
O processo também cita o impacto sobre consumidores considerados hipervulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com transtornos do neurodesenvolvimento, que podem ser mais afetados pela presença de publicidade.
Plano com anúncios e problema de compatibilidade
🛍️ O plano com anúncios também entrou na lista de críticas. Segundo a ação, ele não funciona em alguns modelos de Smart TVs e aparelhos mais antigos, algo que muitos usuários só descobrem depois de contratar.
A solução sugerida pela Netflix? Trocar de plano (mais caro) ou trocar de aparelho. Para a Aceba, isso configura falha grave de informação e pode até ser interpretado como indução à venda casada.
Histórico de tretas com Procons
🧑⚖️ Essa não é a primeira dor de cabeça da Netflix no Brasil. Em 2024, a empresa já tinha sido multada em R$ 12 milhões pelo Procon de São Paulo pelas mudanças nas regras de compartilhamento de senhas. Também houve embates com Procons do Paraná e de Minas Gerais.
Mesmo sem divulgar oficialmente sua base de usuários no país, a Netflix teria cerca de 29,9 milhões de usuários mensais no plano com anúncios, o que aumenta o impacto potencial de qualquer decisão judicial.
Pressão global e futuro incerto
📺 A ação no Brasil chega em um momento de forte escrutínio global sobre grandes plataformas de streaming, com discussões sobre preços, concentração de catálogo e poder de mercado.
Analistas dizem que a tendência é mais debate regulatório e talvez mais pressão sobre o modelo de negócios do streaming.
⚖️ No fim, a Aceba pede que a Justiça barre mudanças unilaterais nos contratos e reconheça o dano moral coletivo, o que poderia abrir precedente para outras ações no país.
Agora, é esperar os próximos capítulos dessa série jurídica.⚡

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