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O que podemos esperar de 2026? #585
➜ EDIÇÃO 585



Menos alcance, mais relevância: as apostas do marketing para 2026
🔭 A Kantar já está de olho no futuro e aponta: o marketing em 2026 será cada vez mais inteligente, mais humano e bem mais estratégico. A inteligência artificial deixa de ser novidade e passa a fazer parte da rotina, enquanto dados, criatividade e conexão real com as pessoas ganham um novo peso nas decisões das marcas.
Segundo a análise divulgada no último mês, a IA generativa entra de vez no dia a dia das equipes de marketing, ajudando a guiar decisões, gerar insights mais precisos e, principalmente, transformar tudo isso em resultado prático. A palavra-chave do próximo ano? Aplicação.
✍️ A seguir, os movimentos que devem moldar o marketing em 2026, de acordo com a Kantar.
Agentes de IA em escala
A presença de agentes de inteligência artificial será cada vez mais comum. Hoje, cerca de um quarto dos usuários de IA já utiliza assistentes de compra automatizados e isso muda o jogo. As marcas não vão falar apenas com pessoas, mas também com algoritmos que influenciam diretamente as decisões de consumo.
Conexão humana via seleção por máquina
🦾 Nesse novo cenário, o desafio dos líderes de marketing será garantir que suas marcas apareçam nas respostas e narrativas geradas pela IA. O foco passa a ser o Generative Engine Optimisation (GEO), uma espécie de “SEO da era da inteligência artificial”, essencial para manter relevância nos ambientes mediados por máquinas.
Dados sintéticos e audiências ampliadas
O avanço dos dados sintéticos promete transformar a forma como audiências são construídas e expandidas. Tecnologias como Digital Twins e Cohort Boosting ganham espaço ao melhorar a qualidade dos dados e permitir campanhas mais precisas, escaláveis e eficientes.
Da otimização criativa à inteligência criativa
🎨 A criatividade também entra em uma nova fase. Mais do que otimizar peças, a tendência é combinar emoção, testes constantes e análise de dados para criar campanhas que realmente conectem com o público e influenciem a intenção de compra.
Aproveitar cada dia com um mimo
As chamadas mini-conquistas do cotidiano passam a ter valor estratégico. Marcas que sabem explorar esses pequenos momentos de satisfação conseguem criar ações rápidas, relevantes e emocionalmente positivas, reforçando vínculos com o consumidor.
Experimentar para acelerar
🏃 Em 2026, jogar sempre no seguro pode custar caro. Segundo a Kantar, marcas que evitam riscos tendem a crescer menos, enquanto aquelas que colocam a experimentação no centro da estratégia aprendem mais rápido e ganham vantagem competitiva.
Inclusão autêntica como motor de crescimento
Mais do que discursos bem-intencionados, a inclusão precisa ser real. A tendência aponta para marcas que investem em representações consistentes, programas culturalmente fluentes e posicionamentos claros, defendendo seus valores de forma prática e contínua.
Crescimento das retail media networks (RMNs)
📱 As redes de mídia de varejo se consolidam como pontos centrais da jornada do consumidor. Isso exige uma relação mais próxima entre marcas e varejistas, com foco em publicidade colaborativa, personalizada e orientada por dados de comportamento.
Creators no centro da efetividade
O trabalho com criadores de conteúdo entra em uma fase mais madura. Em 2026, as marcas devem priorizar alinhamento estratégico, definição clara de métricas e parcerias que vão além do alcance, focando impacto real e afinidade com o público.
Microcomunidades como força no social
🤝 Em meio ao excesso de conteúdo genérico nas redes sociais, as pessoas buscam pertencimento. Microcomunidades ganham força justamente por oferecer autenticidade, relevância e conexão verdadeira, fatores que passam a gerar mais engajamento do que grandes números.⚡


Do hype ao fiasco

Giphy / Reprodução
🤯 Nem só de inovação vive o mundo da tecnologia. Em 2025, algumas das empresas mais poderosas do setor mostraram que também erram — e grande. Entre decisões questionáveis, produtos fora de controle e promessas que nunca saíram do papel, o ano ficou marcado por fracassos que chamaram atenção do mercado e do público.
O site Engadget reuniu os casos mais emblemáticos do ano, revelando como inteligência artificial, games, mobilidade elétrica, streaming e até políticas públicas acabaram se tornando exemplos de tudo o que pode dar errado quando ética, estratégia e realidade não caminham juntas.
Quando o lucro fala mais alto
🤖 A OpenAI começou 2025 como símbolo do avanço da inteligência artificial, mas terminou o ano no centro de uma das maiores controvérsias do setor. O episódio mais grave envolveu a morte de Adam Raine, cujo uso do ChatGPT motivou uma ação judicial dos pais, que alegam que o chatbot teve conhecimento prévio de tentativas de suicídio antes de auxiliar o jovem.
A empresa anunciou medidas como controles parentais e sistemas de detecção automática de usuários adolescentes, além da criação de um conselho consultivo sobre bem-estar. O problema? Nenhum especialista em prevenção ao suicídio fazia parte do grupo.
A situação se agravou quando vieram à tona detalhes da estratégia jurídica da OpenAI, incluindo pedidos de acesso à lista de pessoas presentes no funeral de Raine, algo classificado como assédio pelos advogados da família. Nos tribunais, a empresa passou a sustentar que a responsabilidade era exclusivamente do usuário, o que gerou forte reação negativa e colocou em xeque seu discurso público sobre responsabilidade e segurança.
Xbox em crise
🎮 A divisão de games da Microsoft viveu um de seus piores anos. Os consoles Xbox Series S e X sofreram dois aumentos de preço consecutivos em apenas 12 meses. O Series S, que nasceu como opção acessível, ficou US$ 100 mais caro do que no lançamento. Já o Game Pass, antes referência em custo-benefício, chegou a US$ 30 mensais após um reajuste de 50%.
O impacto foi direto: a receita com hardware caiu 29%, mesmo com preços mais altos. As vendas despencaram, enquanto o PlayStation 5 manteve vantagem confortável no mercado.
Para completar, mais de 9 mil funcionários foram demitidos, estúdios perderam projetos importantes — como Perfect Dark e Everwild — e franquias históricas do Xbox começaram a aparecer em plataformas concorrentes. Até Halo, um dos maiores símbolos da marca, está a caminho de outros consoles.
Quando a IA fala o que não deveria
🚀 O chatbot Grok, integrado à plataforma X, protagonizou alguns dos episódios mais bizarros do ano. Entre eles, a disseminação de teorias conspiratórias sobre “genocídio branco”, a autoproclamação como “MechaHitler” e declarações que agradaram grupos extremistas.
Análises técnicas revelaram referências ao fórum neonazista Stormfront na base de conhecimento do sistema. Em outro momento, o chatbot afirmou que salvaria o cérebro de Elon Musk em vez de 16 milhões de judeus, usando uma justificativa “utilitarista”. A postagem foi apagada, mas o estrago já estava feito.
A xAI, empresa responsável pela ferramenta, nunca apresentou explicações convincentes. As justificativas oscilaram entre erros humanos, manipulação de prompts e culpa dos próprios usuários.
Carros elétricos perdem força nos EUA
🪫 Enquanto Europa e Ásia avançaram com força na transição para veículos elétricos, os Estados Unidos deram um passo para trás. A retirada do crédito fiscal para EVs provocou uma corrida inicial às concessionárias, seguida de um colapso nas vendas.
A Ford, por exemplo, registrou queda de 60% nas comercializações de modelos elétricos. O efeito colateral é ainda mais preocupante: menos investimento, atraso tecnológico e aumento da distância em relação a montadoras asiáticas, especialmente as chinesas, que seguem inovando em ritmo acelerado.
Drones no limbo
🕳️ A DJI, líder absoluta do mercado de drones, entrou em rota de colisão com o governo americano. Desde dezembro, a empresa está ser proibida de vender novos modelos nos EUA por questões de segurança nacional.
O problema é que, tecnicamente, a DJI está anos à frente das concorrentes. Testes com marcas “aprovadas” pelo governo resultaram em falhas constantes, enquanto os drones da empresa chinesa seguem dominando em autonomia, qualidade de imagem e recursos inteligentes.
Apesar de preocupações legítimas, o governo não avançou em avaliações técnicas conjuntas. A DJI fez apelos finais a agências federais, mas o impasse permanece — com impacto direto em consumidores, empresas e órgãos públicos.
Streaming de TV virou… TV a cabo 2.0
📺 O que começou como promessa de liberdade virou frustração. Serviços como YouTube TV, Disney+, Amazon Prime e DirecTV agora custam a partir de R$ 20 mensais e isso antes dos pacotes extras. Com adicionais, a conta facilmente ultrapassa os R$ 150.
A consolidação do mercado reduziu drasticamente a concorrência, enquanto disputas entre gigantes causaram apagões de canais, aumento de preços e mais fragmentação. O sonho de cortar o cabo ficou cada vez mais caro — e confuso.
Vídeos de IA e o fim da última prova da realidade
🔍 Por fim, 2025 marcou um ponto de virada preocupante: o vídeo deixou de ser prova confiável. Ferramentas de IA como o Sora alcançaram níveis de realismo assustadores, permitindo criar deepfakes com facilidade.
Em poucos dias, surgiram vídeos falsos de figuras públicas cometendo crimes e isso é só o começo. Em um mundo já saturado de desinformação, a perda da confiança no vídeo representa um golpe direto na ideia de verdade compartilhada.⚡


Saber IA vai pesar (e muito) no salário em 2026
🤑 Se a ideia é ganhar mais em 2026, o recado do mercado é direto: inteligência artificial virou diferencial decisivo no contracheque. É isso que mostra o novo Guia Salarial da consultoria global Robert Half, que aponta as habilidades em IA como as mais valorizadas — e melhor pagas — do próximo ano.
O estudo ouviu 500 gestores de contratação e 1.000 profissionais em diferentes regiões do Brasil e revela um cenário de disputa acirrada por talentos. Em um mercado marcado por inovação constante, quem domina IA sai na frente. “A inteligência artificial está no centro das competências críticas para o futuro do trabalho”, resume Maria Sartori, diretora de mercado da Robert Half.
As habilidades que mais valorizam o profissional
🤖 Logo atrás da IA aparecem competências que também seguem em alta: análise de dados, desenvolvimento de software, domínio de idiomas e conhecimento sobre a Reforma Tributária. A lógica é simples: quanto mais estratégico e raro é o conhecimento, maior o investimento das empresas para atrair e manter esses profissionais.
Não por acaso, 83% dos empregadores afirmam estar mais dispostos a pagar salários acima da média para quem possui habilidades especializadas. Em muitos casos, oferecer uma remuneração mais alta virou estratégia para acelerar a transformação digital, garantir qualidade nas entregas e evitar a perda de talentos para a concorrência.
IA já pesa mais que experiência em muitos processos seletivos
📊 Outros levantamentos confirmam essa virada no mercado. De acordo com o Índice de Tendências de Trabalho 2025, da Microsoft, 47% dos empregadores já priorizam competências em IA em vez da experiência tradicional dos candidatos.
O crescimento da demanda também impressiona: entre 2018 e 2024, a procura por profissionais com habilidades em inteligência artificial aumentou 323%, segundo um relatório da Microsoft em parceria com o LinkedIn, que ouviu 31 mil pessoas em 31 países, incluindo o Brasil. O motivo é claro: empresas querem eficiência, escala e capacidade analítica e isso exige gente que saiba extrair valor real das ferramentas de IA.
Aprender IA é mais acessível do que parece
🧑🎓 A boa notícia é que desenvolver essas habilidades não é um bicho de sete cabeças. Hoje, existem diversos cursos online gratuitos — tanto para quem está começando quanto para profissionais que já atuam na área e querem se aprofundar.
Algumas opções para colocar a IA no currículo incluem programas da Microsoft, Google, IBM e Databricks, muitos deles com certificações e até distintivos para o LinkedIn.
Técnica conta, mas comportamento segue essencial
💵 Apesar do peso crescente da inteligência artificial nos salários, as chamadas soft skills continuam no radar das empresas. O que vem ganhando força, segundo a Robert Half, é o equilíbrio entre habilidades técnicas e comportamentais.
Profissionais que combinam domínio tecnológico, experiência prática, boa comunicação, pensamento crítico e aprendizado contínuo tendem a ocupar as faixas mais altas de remuneração. Em 2026, saber IA abre portas, mas saber trabalhar com pessoas ainda faz toda a diferença.⚡


Prepare o sofá e o streaming

Giphy / Reprodução
📺 Se você vive de maratonar séries, já pode ir aquecendo o controle remoto. 2026 promete ser um dos anos mais intensos para o universo das séries, com retornos muito esperados, finais de peso e estreias capazes de criar novos fandoms.
Netflix, Amazon Prime Video, Apple TV+, Disney+ e outras plataformas estão apostando alto em produções que misturam fantasia, ficção científica, super-heróis, distopias e mundos históricos. Tem Japão feudal, Terra-média, futuros opressivos e até novos cadetes da Frota Estelar.
🛋️ A seguir, reunimos as 9 séries mais aguardadas de 2026, aquelas que já estão no radar dos fãs e com grandes chances de dominar as conversas no sofá e nas redes sociais.
The Witcher – Temporada 5
A quinta temporada marca a despedida definitiva de Geralt de Rívia, Ciri e Yennefer na Netflix. Depois de uma trajetória com altos e baixos, a expectativa é que a série encerre sua história com uma conclusão épica, adaptando os volumes finais da obra de Andrzej Sapkowski.
🐺 Além do desfecho da saga, muitos olhos estarão voltados para Liam Hemsworth, que assume de vez o papel de Geralt no lugar de Henry Cavill. Com batalhas grandiosas e efeitos de ponta, The Witcher 5 tem tudo para ser um dos títulos mais comentados do ano.
Shōgun – Temporada 2
Após conquistar crítica e público, Shōgun retorna com ainda mais ambição. Ambientada no Japão feudal, a série da FX foi um dos maiores sucessos recentes e já se prepara para expandir seu universo.
⛩️ A segunda temporada começa a ser gravada em 2026, com estreia possivelmente no fim do ano. A trama deve aprofundar os conflitos de poder, alianças políticas e dilemas morais entre samurais, mantendo o alto padrão visual e narrativo que consagrou a primeira fase.
Demolidor: Renascido – Temporada 2
O Homem Sem Medo volta ao Disney+ em março de 2026 tentando reconquistar o público. Depois de uma estreia com recepção morna, a Marvel promete um tom mais sombrio e adulto para a nova temporada, apostando nas consequências do vigilantismo em um mundo pós-Vingadores.
🦸 Com Charlie Cox novamente como Matt Murdock, a série busca resgatar o clima das produções do antigo selo Netflix e agradar fãs que sentem falta de histórias mais cruas no MCU.
Os Anéis do Poder – Temporada 3
A saga da Terra-média segue firme na Amazon Prime Video. A terceira temporada de Os Anéis do Poder chega em 2026 prometendo aprofundar a ascensão de Sauron e os eventos que levam à criação dos anéis.
🧝 Com orçamento bilionário, efeitos visuais impressionantes e uma narrativa cada vez mais épica, a série continua sendo uma das produções de fantasia mais caras e mais aguardadas da história do streaming.
Silo – Temporada 3
Uma das distopias mais elogiadas dos últimos anos, Silo retorna com sua terceira temporada no início de 2026. Na trama, os últimos humanos vivem confinados em gigantescos silos subterrâneos, enquanto segredos sobre o mundo exterior começam a emergir.
🧑🚀 A nova fase promete responder às grandes perguntas deixadas pelo final tenso da segunda temporada, mantendo o clima claustrofóbico e o visual marcante que viraram marca registrada da série da Apple TV+.
Star Trek: Starfleet Academy
O universo Star Trek ganha fôlego novo com Starfleet Academy, que estreia em 15 de janeiro de 2026 no Paramount+. Ambientada no século 32, a série acompanha jovens cadetes em treinamento para se tornarem oficiais da Frota Estelar.
🌌 A proposta mistura o espírito clássico da franquia com temas atuais como diversidade, ética e liderança, mirando tanto fãs veteranos quanto uma nova geração de espectadores.
Crystal Lake
O terror ganha reforço de peso com Crystal Lake, spin-off de Sexta-Feira 13 produzido pela A24 em parceria com a Peacock. A série vai explorar as origens de Jason Voorhees e os eventos que transformaram o famoso acampamento em um ícone do horror.
🔪 Sem data exata confirmada, mas prevista para 2026, a produção já gera altas expectativas entre fãs de terror psicológico e slasher, especialmente pelo histórico ousado da A24.
The Boys – Quinta Temporada
A série mais politicamente incorreta do streaming se despede em grande estilo. A quinta, e última, temporada de The Boys chega em 2026 prometendo ainda mais violência, sátira e críticas afiadas ao poder e à cultura dos super-heróis.
🦹 Com Homelander cada vez mais instável e o grupo dos Boys fragmentado, o encerramento promete ser explosivo e cheio de consequências irreversíveis.
O Cavaleiro dos Sete Reinos
O universo de Game of Thrones volta às telas com O Cavaleiro dos Sete Reinos, nova série da HBO baseada nos contos de George R. R. Martin. A história se passa cerca de 100 anos antes da série original e acompanha as aventuras do cavaleiro Dunk e de seu escudeiro Egg, futuro rei Aegon V Targaryen.
⚔️ Com estreia prevista para 2026, a produção promete resgatar o espírito político, medieval e aventureiro que transformou Westeros em um fenômeno global.⚡

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