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O que tem dentro do seu fone? A resposta pode te surpreender #646
➜ EDIÇÃO 646



Escovar os dentes com gosto de sobremesa? Reese’s aposta nisso

Reese's / Reprodução
🤯 Se você já achava que chocolate combina com tudo, a Reese's decidiu levar essa teoria até o banheiro.
A marca se uniu à empresa de higiene bucal Hismile para lançar uma pasta de dente com sabor do clássico copinho de manteiga de amendoim com chocolate. E não, não é meme.
🍫 “Isto não é um simulacro”, anunciou a Hismile. Segundo a marca, o creme dental entrega “aquele sabor inconfundível de chocolate com manteiga de amendoim do Reese’s Peanut Butter Cup que você conhece e adora”.
Chocolate na escovação diária
A proposta é simples (e ousada): transformar a escovação em algo mais… saboroso.
🥜 De acordo com a descrição oficial, o produto traz o sabor rico de chocolate combinado com a cremosidade da manteiga de amendoim, prometendo uma experiência “nostálgica e indulgente”, quase como uma sobremesa.
Mas calma, apesar do gosto inspirado no doce, não contém açúcar.
Onde está disponível?
🌏 Por enquanto, a edição limitada está sendo vendida apenas na Austrália e Nova Zelândia.
Os preços:
Pacote com três unidades (3,5 oz cada): US$ 18,40 (aproximadamente R$ 96)
Pacote com cinco unidades: US$ 27,59 (aproximadamente R$ 145)
Ou seja, escovar os dentes com gosto de sobremesa não sai exatamente barato.
Não é a primeira loucura da Hismile
🪥 Se você acha que isso é o ápice da criatividade, saiba que a Hismile já foi além.
Em 2025, a marca lançou uma pasta de dente sabor frango frito em parceria com o KFC — e o produto esgotou em 48 horas.
🤔 Claramente, existe um público disposto a experimentar sabores nada convencionais na pia do banheiro.
O futuro da pasta de dente é… imprevisível?
Com sabores como manteiga de amendoim e frango frito, fica a pergunta: estamos vivendo a era gourmet da higiene bucal?
🦷 Se a ideia é tornar a escovação menos monótona e mais divertida, missão cumprida. Agora, se você prefere a clássica menta gelada… talvez seja melhor continuar como está.⚡


O que há de errado com o seu fone?

Giphy / Reprodução
🎧 Você usa no fones de ouvido trabalho, no lazer, na academia e às vezes por horas seguidas? Agora uma nova investigação do projeto ToxFree LIFE for All pode acender um alerta: todos os 81 fones de ouvido analisados por eles continham substâncias químicas consideradas perigosas à saúde.
Entre os produtos testados estavam modelos de marcas populares como Bose, Panasonic, Samsung e Sennheiser — além de itens comprados em marketplaces como Shein e Temu.
🤯 Segundo os pesquisadores, substâncias potencialmente nocivas foram detectadas em 100% das amostras.
O que foi encontrado?
O composto mais recorrente foi o bisfenol A (BPA), presente em 98% dos produtos. Seu “substituto”, o bisfenol S (BPS), apareceu em mais de 75% das amostras.
😨 Essas substâncias são usadas para dar rigidez ao plástico, mas são conhecidas por agir como disruptores endócrinos, ou seja, podem imitar hormônios naturais no corpo. Estudos associam os bisfenóis a efeitos como:
Alterações hormonais
Puberdade precoce
Problemas de fertilidade
Aumento do risco de certos tipos de câncer
Pesquisas anteriores já mostraram que essas substâncias podem migrar de materiais sintéticos para o suor e serem absorvidas pela pele. Considerando que muita gente usa fones durante exercícios (com calor e suor), o contato prolongado preocupa especialistas.
Risco imediato? Não. Preocupação a longo prazo? Sim.
⏳ Os pesquisadores afirmam que não há risco imediato para a saúde. O problema está na exposição contínua e acumulada, especialmente entre adolescentes e outros grupos mais vulneráveis.
Além dos bisfenóis, também foram identificados:
Ftalatos, associados a danos reprodutivos
Parafinas cloradas, ligadas a possíveis danos hepáticos e renais
Retardantes de chama bromados e organofosforados, também com potencial de desregulação hormonal
Na maioria dos casos, as quantidades eram pequenas, mas os especialistas alertam para o chamado “efeito combinado”, já que estamos expostos a essas substâncias em diversos produtos do dia a dia.
Um problema maior do que parece
🌍 A preocupação com produtos químicos sintéticos não é nova. Substâncias como bisfenóis, ftalatos e PFAS já foram amplamente utilizadas antes de seus possíveis impactos serem melhor compreendidos.
O diferencial dessa investigação é o foco em fones de ouvido — dispositivos que deixaram de ser acessórios ocasionais para se tornarem itens quase permanentes na rotina moderna.
E as marcas?
🗣️ Segundo o projeto, as empresas citadas não responderam aos pedidos de comentário até a publicação do relatório.
Ativistas envolvidos na pesquisa pedem mais transparência dos fabricantes e defendem restrições mais amplas ao uso de classes inteiras de substâncias químicas disruptoras endócrinas em bens de consumo.
Devo parar de usar fones?
🤔 Não há recomendação oficial para interromper o uso. Mas o estudo reforça um ponto importante: a necessidade de regulamentação mais clara e informação acessível sobre a composição dos produtos que usamos diariamente.
Enquanto isso, a discussão sobre segurança química em itens comuns segue crescendo.⚡


Menos floresta, mais tarifa
🤯 Desmatar a Amazônia não pesa só no meio ambiente. Pesa também no bolso do consumidor brasileiro.
Um novo estudo mostra que, se o desmatamento desde 1985 tivesse sido evitado, o Brasil poderia ter economizado até US$ 1,1 bilhão por ano no setor elétrico. O motivo? Menos floresta significa menos chuva e menos chuva significa menos energia hidrelétrica, que é justamente a base da nossa matriz.
A floresta que faz chover (e girar turbina)
💧 Quase metade da eletricidade do país depende de hidrelétricas abastecidas por chuvas influenciadas pela Amazônia. A evapotranspiração da floresta alimenta os chamados “rios voadores”, que levam umidade para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.
É essa umidade que sustenta bacias estratégicas como as que abastecem usinas como:
Usina Hidrelétrica de Belo Monte
Usina Hidrelétrica de Itaipu
Desde 1985, foram desmatados 845 mil km² de floresta. Resultado: menos chuva, menor geração hidrelétrica e maior necessidade de acionar usinas térmicas — que são mais caras e mais poluentes.
Quando falta água, entra a térmica
🔥 O estudo calculou um cenário hipotético: e se a Amazônia não tivesse sido desmatada nas últimas quatro décadas?
A resposta? O consumidor brasileiro teria evitado uma conta bilionária. Quando os reservatórios ficam baixos, o sistema precisa despachar termelétricas. E isso encarece a tarifa.
💰 Enquanto os consumidores pagam mais, os geradores térmicos acabam se beneficiando — segundo o levantamento, eles ganham cerca de US$ 130 milhões por ano com o aumento do despacho e dos preços.
Já as hidrelétricas sentem impactos diferentes. Algumas perdem com a menor geração; outras se beneficiam dos preços mais altos. No caso de um cenário com reflorestamento, usinas como:
Usina Hidrelétrica de Santo Antônio
Usina Hidrelétrica de Jirau
Usina Hidrelétrica de Tucuruí
tenderiam a ganhar mais, por dependerem fortemente das chuvas influenciadas pela floresta.
Nem toda floresta vale igual (para a energia)
🗺️ Um dos pontos mais interessantes do estudo é que a Amazônia não é um bloco homogêneo quando o assunto é energia.
Áreas localizadas no chamado “arco do desmatamento” — faixa que vai do leste ao oeste pelo sul da região — são especialmente estratégicas para a manutenção dos serviços hidrológicos.
💸 O Parque Indígena do Xingu, por exemplo, teria um valor estimado em cerca de US$ 5 bilhões em energia hidrelétrica.
Segundo os pesquisadores, conservar não é só uma questão de “quanto” preservar, mas também de “onde” preservar. A pesquisa propõe, inclusive, uma ferramenta para políticas públicas que identifique as áreas com maior retorno energético e econômico.
Uma base de dados gigantesca
📊 O trabalho levou cerca de um ano e meio e cruzou dados de desmatamento do MapBiomas com modelos de circulação atmosférica, bacias hidrográficas e localização de hidrelétricas.
A inspiração remonta aos estudos clássicos do climatologista Eneas Salati, que nos anos 1970 ajudou a quantificar o fenômeno dos “rios voadores” e mostrou que a Amazônia influencia o clima em escala continental.
Floresta também é política energética
🌲 A conclusão é direta: quem mais perde com o desmatamento é o consumidor.
O custo da devastação não se resume a emissões de carbono ou aquecimento global. Ele aparece na conta de luz.
🌳 Reflorestar e conservar a Amazônia não é apenas uma pauta ambiental, é também uma estratégia econômica e energética.⚡


Paramount+ e HBO Max podem virar um único streaming
📺 O mercado de streaming pode ganhar mais um “superapp”. A futura dona da Warner Bros., a Paramount Skydance, confirmou que pretende unir a Paramount+ e a HBO Max em uma única plataforma.
A movimentação acontece mesmo antes da aquisição ser oficialmente aprovada pelos órgãos reguladores. Ou seja: os planos já estão em andamento.
😌 Mas calma, a ideia não é “diluir” a HBO no meio do catálogo.
HBO vai continuar sendo HBO
Segundo o CEO da Paramount Skydance, David Ellison, a estratégia é clara: juntar forças no streaming, mas preservar a identidade da HBO.
🎬 A promessa é que a HBO continue operando com independência criativa, mantendo o padrão de produções de alto orçamento e prestígio crítico que a transformaram em sinônimo de qualidade.
Ellison, inclusive, elogiou o trabalho de Casey Bloys, atual chefe da HBO, reforçando que a marca “deve continuar sendo a HBO”.
200 milhões de assinantes na mira
📈 No comunicado aos acionistas, Ellison afirmou que a união das plataformas pode alcançar cerca de 200 milhões de assinantes no mundo todo, colocando o novo serviço em posição mais competitiva frente aos gigantes do setor, como a Netflix e o Disney+.
Ele também explicou que a Paramount já está finalizando a consolidação interna de seus próprios serviços em uma única estrutura e que a integração com a HBO Max deve seguir modelo parecido.
O que ainda não foi revelado:
Qual será o nome final da plataforma
Se “HBO” ou “Paramount+” desaparecem do título
Ou se uma das marcas vira apenas um selo interno (como acontece com ESPN e Hulu dentro do Disney+ nos EUA)
O que muda para o assinante?
🎞️ Na prática, a tendência é um catálogo mais robusto, reunindo franquias, séries de prestígio e produções originais sob o mesmo teto.
Se a promessa se concretizar, o novo streaming pode combinar:
A força blockbuster da Paramount
O prestígio crítico da HBO
E a escala global que o mercado exige hoje
🙂 Agora resta saber como isso vai funcionar no app e, principalmente, no preço.⚡

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