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Paramount dá o cheque final e avança para comprar a Warner #642
➜ EDIÇÃO 642



Meta reforça controle parental com notificações sobre buscas delicadas

Meta / Reprodução
👏 O Instagram anunciou uma nova medida de segurança: pais poderão ser alertados caso seus filhos adolescentes façam buscas repetidas por termos relacionados a suicídio ou automutilação em um curto espaço de tempo.
A novidade começa a ser liberada nas próximas semanas e será válida para responsáveis que participam do programa de supervisão parental da plataforma.
Como vai funcionar?
🚨 O Instagram já bloqueia pesquisas ligadas a esse tipo de conteúdo. Mas, agora, se um adolescente insistir em procurar termos como “suicídio”, “automutilação” ou frases que indiquem risco de se machucar, os pais poderão receber um alerta.
A notificação pode chegar por e-mail, SMS, WhatsApp ou direto no aplicativo, dependendo das informações cadastradas. Além do aviso, os responsáveis também receberão orientações e recursos para ajudar a iniciar uma conversa com os filhos.
👪 A ideia, segundo a empresa, é permitir que os pais ofereçam apoio no momento certo.
O contexto não é coincidência
A medida surge em meio a uma pressão crescente sobre a Meta, dona do Instagram, e outras gigantes da tecnologia. As empresas enfrentam diversos processos judiciais que questionam o impacto das redes sociais na saúde mental de adolescentes.
⚖️ Durante um depoimento recente no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia, o chefe do Instagram, Adam Mosseri, foi questionado sobre a demora na implementação de recursos básicos de segurança, como o filtro de nudez em mensagens privadas para menores de idade.
Em outro processo, no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, veio à tona um estudo interno da própria Meta indicando que ferramentas de supervisão parental têm impacto limitado no uso compulsivo das redes por crianças. O levantamento também apontou que jovens que passam por situações estressantes tendem a ter mais dificuldade para controlar o tempo nas plataformas.
🙂 Diante desse cenário, o anúncio dos novos alertas não chega exatamente como surpresa.
Cautela para não virar excesso
A empresa afirma que está tentando encontrar um equilíbrio: alertar quando necessário, mas sem exagerar nas notificações — o que poderia reduzir a eficácia da ferramenta.
🔍 Segundo o Instagram, o limite para disparar os avisos foi definido após análise do comportamento de buscas na plataforma e consultas a especialistas do Grupo Consultivo sobre Suicídio e Automutilação da empresa.
Mesmo assim, a própria rede reconhece que pode haver casos em que os pais sejam notificados sem que exista um risco real, mas considera esse um ponto de partida prudente.
Onde começa e o que vem depois
🌎 Os alertas começam a valer nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá e devem chegar a outros países ainda este ano.
No futuro, o Instagram também pretende emitir notificações quando adolescentes tentarem conversar com a inteligência artificial da plataforma sobre temas ligados a suicídio ou automutilação.
🧠 No fim das contas, a mudança mostra como as redes sociais estão sendo cada vez mais pressionadas a assumir um papel mais ativo na proteção de usuários jovens — especialmente em temas delicados como saúde mental.⚡


Google promete data center “quase seco” em meio à corrida da IA
🤯 O Google anunciou nesta semana a construção de um novo data center nos Estados Unidos que pode virar referência na indústria — especialmente quando o assunto é consumo de água.
O projeto será instalado no condado de Wilbarger, no Texas, e promete funcionar com um sistema de refrigeração a ar para manter os servidores na temperatura ideal. Traduzindo, nada de rios de água circulando para resfriar máquinas gigantes que alimentam a nuvem e a inteligência artificial.
💧 A empresa ainda não detalhou tecnicamente como o sistema vai operar, mas a ideia central é clara — reduzir drasticamente o uso de água, um dos pontos mais criticados na expansão acelerada de data centers pelo mundo.
Menos água, mais responsabilidade
Na prática, isso significa que a água será usada apenas em funções essenciais do dia a dia, como cozinhas e áreas de apoio. Segundo o Google, o plano é ambicioso, a meta é devolver mais água do que consumir, investindo em parcerias locais para fortalecer bacias hidrográficas e sistemas de abastecimento.
🌎 Em um momento em que a corrida pela inteligência artificial exige cada vez mais infraestrutura, o impacto ambiental dessas estruturas virou tema central no debate. Data centers consomem muita energia e tradicionalmente, muita água também.
Energia limpa na equação
Além da questão hídrica, o Google também fechou parceria com a AES Corporation para garantir que a energia usada na operação seja o mais sustentável possível.
⚡ A proposta não é apenas abastecer o novo centro, mas também ampliar a capacidade energética da região. A empresa se comprometeu a adicionar mais de 7,8 MW de geração à rede do Texas por meio de acordos como esse, evitando sobrecarga no sistema local — um dos temores de comunidades que recebem grandes estruturas desse tipo.
A conta ambiental da IA
Com a explosão da inteligência artificial, os data centers se tornaram peças-chave da economia digital, mas também entraram no radar ambiental.
💡 Entre as preocupações estão o alto consumo energético, o uso intensivo de recursos naturais e até possíveis aumentos na conta de luz da população próxima às instalações.
Enquanto algumas empresas já falaram até em levar servidores para o espaço (algo que hoje ainda parece mais ficção científica do que plano concreto), outras — incluindo o próprio Google — vêm apostando em acordos para uso de energia nuclear e expansão de fontes renováveis.
👍 Se o projeto no Texas sair do papel como prometido, pode representar um novo caminho para tornar a infraestrutura da IA menos pesada para o planeta.⚡


Brasileiros transformam IA em aliada dos estudos, aponta pesquisa
🤖 Se antes os chatbots eram vistos como curiosidade ou diversão, agora eles viraram aliados dos estudos. Uma nova pesquisa mostra que os brasileiros estão usando inteligência artificial principalmente para aprender.
O levantamento Our Life with AI, realizado pelo Google em parceria com a Ipsos, revela que a maioria dos adultos no Brasil já utilizou chatbots de IA, um índice acima da média global, que ficou em 62%.
Brasil acima da média mundial
🇧🇷 O estudo mostra que o uso da tecnologia por aqui está em alta. Um em cada cinco brasileiros (25%) afirma utilizar IA com frequência no trabalho ou na vida pessoal.
Quando o assunto é conhecimento sobre o tema, o avanço é mais tímido: 21% dizem saber “muito” sobre inteligência artificial — um pequeno crescimento em relação a 2023, quando o número era de 17%.
📊 Mesmo assim, o interesse é enorme: 81% dos entrevistados afirmam que querem aprender mais sobre IA. Ou seja, curiosidade não falta.
De entretenimento a ferramenta de estudo
Em 2024, muita gente usava chatbots principalmente para entretenimento ou para testar a novidade. Mas o cenário mudou, especialmente no Brasil.
Hoje, 79% dos usuários brasileiros dizem usar IA como ferramenta prática de aprendizagem. Entre os usos mais citados estão:
✅ Aprender algo novo ou entender temas complexos (79%)
💼 Apoio em tarefas de trabalho (75%)
🎮 Entretenimento e experimentação (74%)
🎨 Geração de mídia, como textos e imagens (72%)
A IA deixou de ser só curiosidade tecnológica e virou recurso do dia a dia.
Percepção positiva
🔍 A visão geral também é favorável. Para 66% dos adultos brasileiros, a inteligência artificial tem impacto positivo no acesso à informação, ajudando a encontrar e compreender conteúdos com mais facilidade.
Os dados reforçam levantamentos anteriores, como uma pesquisa da OpenAI que já colocava o Brasil entre os três países que mais utilizam chatbots no mundo.
🤔 No estudo do Google, porém, não houve distinção entre quais ferramentas específicas foram usadas pelos participantes.
Um retrato global da IA
🌍 A pesquisa ouviu cerca de 21 mil pessoas em 21 países, oferecendo um panorama amplo sobre como a população está lidando com a inteligência artificial.
O que fica claro é que, no Brasil, a IA já saiu do campo da curiosidade e passou a ocupar espaço importante na rotina de aprendizado e trabalho.⚡


Paramount leva a melhor e avança para comprar a Warner

Reprodução
🤯 A novela corporativa envolvendo a Warner Bros. Discovery ganhou um novo (e quase definitivo) capítulo. Depois de anunciar publicamente interesse na aquisição, a Netflix decidiu que não vai cobrir a nova proposta apresentada pela Paramount.
O motivo? O conselho da Warner considerou a oferta da Paramount “superior” e financeiramente mais vantajosa para os acionistas.
💰 Resultado? A Paramount agora tem caminho praticamente livre para fechar um acordo estimado em US$ 111 bilhões.
Mercado aplaudiu a decisão
Curiosamente, quem pareceu gostar da desistência foi o mercado financeiro. As ações da Netflix subiram mais de 8% logo após o anúncio.
📈 A leitura de parte dos investidores é simples: melhor sair da disputa do que entrar numa guerra de preços ainda mais agressiva.
A proposta de US$ 111 bilhões
A Paramount colocou na mesa uma oferta de US$ 31 por ação, avaliando a Warner em cerca de US$ 111 bilhões — bem acima dos aproximadamente US$ 83 bilhões oferecidos anteriormente pela Netflix.
E não foi só o valor maior que pesou.
A Paramount incluiu:
🧾 Uma taxa de rescisão regulatória de US$ 7 bilhões (caso o negócio seja barrado)
💳 O compromisso de pagar a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria de desembolsar para encerrar o acordo com a Netflix
O que está em jogo?
🎥 Não estamos falando de qualquer catálogo.
Se o negócio for concluído, a Paramount passa a controlar ativos como:
HBO
CNN
Warner Bros.
Além de canais lineares e operações globais de entretenimento
É basicamente um redesenho do mapa do streaming e da TV tradicional.
Netflix: “não era necessidade, era oportunidade”
📄 Em comunicado, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, afirmaram que a empresa segue disciplinada na estratégia de investimentos.
Segundo eles, o negócio poderia gerar valor, mas não a qualquer preço.
💸 A empresa deixou claro que a aquisição nunca foi essencial, apenas uma oportunidade “pelo preço certo”. Como o valor subiu demais, deixou de fazer sentido financeiro.
Agora, a Netflix diz que vai manter o foco em crescimento orgânico, com previsão de investir cerca de US$ 20 bilhões em conteúdo ao longo do ano e retomar seu programa de recompra de ações.
Guerra de ofertas inflou valor da Warner
📊 O CEO da Warner, David Zaslav, revelou que a disputa teve oito aumentos de preço desde setembro.
No total, o valor da empresa subiu 63% em relação à proposta inicial.
Missão do conselho? Maximizar valor e reduzir risco. Pelo visto, conseguiram.
👏 Já David Ellison, CEO da Paramount, celebrou o avanço dizendo que sua oferta entrega “valor superior, certeza e rapidez”.
Política entrou em cena
Apesar de as empresas insistirem que se trata de um acordo puramente comercial, o ambiente político esquentou o debate.
🏛️ O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia sinalizado preferência pela Paramount e chegou a afirmar que considera “imperativo” que a CNN seja vendida — algo que não aconteceria no modelo proposto pela Netflix.
Analistas acreditam que um eventual acordo com a Netflix poderia enfrentar questionamentos do Departamento de Justiça, prolongando a batalha regulatória.
🧑⚖️ A Paramount, por sua vez, demonstrou confiança de que seu negócio teria menos obstáculos — fator que também pesou na decisão do conselho da Warner.
E agora?
Com a Netflix fora do jogo, o caminho está praticamente aberto para a Paramount assumir o controle da Warner Bros. Discovery — ainda restam etapas regulatórias, mas a direção parece definida.
📺 Se o acordo for aprovado, nasce uma supergigante de mídia, unindo cinema, TV tradicional e streaming sob o mesmo guarda-chuva.
E mais uma vez, o tabuleiro do entretenimento global muda de lugar.⚡

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