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Próxima parada da IA? Orbita da Terra #690

➜ EDIÇÃO 690

Depois do Grok, Threads também aposta em IA dentro do feed

Threads / Reprodução

📱 O Threads está entrando de vez na corrida das IAs integradas às redes sociais. A plataforma da Meta começou a testar um recurso que permite chamar a Meta AI diretamente em posts e respostas — uma dinâmica bem parecida com o que o Grok já faz no X.

A novidade está em fase beta em países como Malásia, Arábia Saudita, México, Argentina e Singapura.

A IA agora participa da conversa

🤖 A lógica é simples: usuários com contas públicas poderão mencionar a Meta AI em uma publicação para pedir contexto, explicações ou recomendações sem precisar sair do aplicativo.

Na prática, dá para fazer perguntas como:

  • “Por que estão falando tanto da Copa do Mundo este mês?”

  • “Quais looks do Met Gala estão bombando?”

  • “Como o Flamengo está indo no Brasileirão?”

A resposta aparece publicamente na própria conversa, publicada pela conta @meta.ai e no mesmo idioma da postagem original.

Threads quer virar lugar de descoberta em tempo real

💬 Segundo a Meta, a ideia é transformar o Threads em um espaço não apenas para comentar tendências, mas também para entender o que está acontecendo em tempo real.

Ou seja, em vez de abrir outra aba, pesquisar no Google ou recorrer a um chatbot separado, o usuário pode simplesmente perguntar dentro da própria discussão.

🔍 É basicamente a mesma lógica que fez o Grok ganhar espaço no X, especialmente em posts onde usuários perguntam coisas como “isso é real?” ou “alguém explica isso aqui?”.

Mas colocar IA no feed também traz riscos

Claro que esse tipo de integração também abre espaço para problemas.

🤔 O Grok, por exemplo, já virou manchete algumas vezes por respostas polêmicas e conteúdos inadequados gerados publicamente dentro do X.

A Meta afirma que a Meta AI possui salvaguardas mais robustas, mas ainda não dá para saber como o sistema vai reagir quando estiver exposto ao caos natural das redes sociais em larga escala.

Dá para esconder a Meta AI do feed

🙅 Para quem não curtir a ideia de uma IA aparecendo no meio das conversas, a Meta diz que haverá algumas formas de reduzir a presença da ferramenta.

Os usuários poderão silenciar a conta @meta.ai, marcar respostas como “não tenho interesse” ou ocultar respostas geradas pela IA dentro das próprias publicações.

🌍 A empresa afirma que continuará ajustando o recurso com base no feedback inicial antes de expandir o teste para mais países e usuários.

Próxima fronteira da IA? Google negocia data centers espaciais

Reprodução

🤯 O Google pode estar prestes a levar a corrida da inteligência artificial literalmente para outro planeta, ou pelo menos, para fora dele. Segundo informações do The Wall Street Journal, a empresa negocia com a SpaceX um acordo para lançar data centers em órbita ao redor da Terra.

Sim, a ideia é exatamente essa: colocar servidores no espaço.

🤔 Até agora, nenhuma das empresas comentou oficialmente o assunto, mas as conversas estariam em estágio avançado. E o projeto faz sentido dentro dos movimentos recentes do Google para lidar com um problema cada vez maior da era da IA: consumo absurdo de energia.

O plano do Google é criar “mini data centers espaciais”

No fim de 2025, o Google apresentou internamente o projeto Suncatcher, focado em estudar a viabilidade de data centers orbitais.

🛰️ A proposta envolve lançar estruturas parecidas com satélites, mas recheadas de TPUs — os chips de inteligência artificial desenvolvidos pelo próprio Google.

Esses equipamentos funcionariam como mini data centers espaciais capazes de processar cargas de IA diretamente na órbita da Terra.

Energia solar é peça-chave da ideia

🔋 O principal atrativo do projeto está justamente na energia. Enquanto data centers tradicionais consomem quantidades gigantescas de eletricidade e geram desafios ambientais enormes, os equipamentos no espaço poderiam funcionar alimentados diretamente por energia solar praticamente contínua.

Os dados seriam enviados e recebidos da Terra usando infraestrutura em nuvem e conexões orbitais robustas.

📅 Segundo a reportagem, os primeiros protótipos podem ser lançados já em 2027, com construção liderada pela Planet Labs.

SpaceX também teria muito a ganhar

Para a SpaceX, o projeto também pode virar peça importante do tão falado IPO da companhia.

💰 A expectativa do mercado é que a oferta pública de ações da empresa de Elon Musk possa se tornar uma das maiores da história, elevando o valuation da SpaceX para algo perto de US$ 1,75 trilhão.

Além disso, a empresa já vem se aproximando ainda mais do universo de IA após integrar a xAI, dona do Grok e ligada ao X, ao ecossistema de Musk.

Mas construir data centers no espaço ainda parece coisa de ficção científica

🤔 Apesar do entusiasmo, especialistas dizem que ainda existem muitos obstáculos técnicos antes que isso vire realidade.

Entre os principais desafios estão:

  • sistemas eficientes de resfriamento para servidores espaciais

  • painéis solares compactos e poderosos

  • transmissão de dados em larga escala

  • manutenção dos equipamentos em órbita

  • e o aumento do lixo espacial.

🧑‍🔬 Pesquisadores ouvidos pela Wired afirmam que o setor ainda pode precisar de vários anos para superar essas barreiras.

O espaço virou a próxima fronteira da IA

Mesmo assim, o movimento mostra até onde a corrida da inteligência artificial está chegando.

🌌 Com empresas desesperadas por mais poder computacional e energia para sustentar modelos cada vez maiores, a órbita terrestre começa a parecer não só um território científico, mas também um possível novo endereço para a infraestrutura da internet do futuro.

O que está acontecendo com a felicidade da geração Z?

🫠 A geração Z cresceu conectada, cercada de tecnologia, acesso rápido à informação e redes sociais funcionando quase como uma extensão da vida real. Ainda assim, muitos estudos mostram que os jovens de hoje estão se sentindo mais infelizes, ansiosos e insatisfeitos com a própria vida.

Um dos levantamentos mais recentes a apontar isso veio do World Happiness Report, produzido pelo Wellbeing Research Centre, da Universidade de Oxford, em parceria com a Gallup. O relatório analisou dados de cerca de 136 países e identificou uma queda significativa nos níveis de felicidade entre jovens adultos em diferentes regiões do mundo.

Jovens estão menos felizes do que antes

🌎 Segundo o estudo, países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e várias nações da Europa Ocidental registraram uma piora importante nos índices de bem-estar entre jovens ao longo dos últimos 15 anos.

O dado chamou atenção porque, historicamente, pessoas mais jovens costumavam relatar níveis maiores de satisfação com a vida em comparação com gerações mais velhas.

🤔 Só que esse padrão começou a desaparecer em vários países ocidentais. Enquanto em boa parte do mundo jovens ainda aparecem como o grupo mais satisfeito, em algumas regiões desenvolvidas o cenário praticamente se inverteu.

Redes sociais entraram no centro do debate

Os pesquisadores apontam que o crescimento das redes sociais pode estar ligado a essa piora no bem-estar emocional da geração Z.

📱 O avanço de plataformas digitais aconteceu justamente no mesmo período em que adolescentes e jovens adultos começaram a relatar mais tristeza, preocupação e sensação de insatisfação.

Mas o estudo faz uma distinção importante: nem todo uso de rede social parece gerar o mesmo efeito.

Existe diferença entre “conectar” e apenas consumir conteúdo

🤝 Segundo a análise, atividades ligadas à interação social — como conversar com amigos ou manter conexões — aparecem associadas a níveis maiores de satisfação.

Por outro lado, o consumo excessivo e passivo de conteúdo, típico de horas rolando feeds infinitos, foi relacionado a piora no bem-estar.

👩🏼 Os pesquisadores também observaram que o impacto parece ser mais forte em adolescentes e jovens de países de língua inglesa, especialmente entre meninas.

O problema é mais complexo do que parece

Apesar da associação entre redes sociais e felicidade aparecer com frequência nas pesquisas, os próprios autores reforçam que o tema é muito mais complexo do que simplesmente “culpar o celular”.

💸 Fatores econômicos, insegurança profissional, pressão social, isolamento, comparação constante e mudanças culturais também entram nessa conta.

Além disso, o efeito das redes pode variar dependendo do tempo de uso, do tipo de plataforma e até do contexto social de cada país.

A geração mais conectada talvez também seja a mais pressionada

😣 O relatório ajuda a reforçar uma sensação que já vem aparecendo em outras pesquisas recentes: a geração Z pode ser uma das mais conectadas da história, mas também uma das mais pressionadas emocionalmente.

Entre cobrança por produtividade, excesso de informação, comparação online e incertezas sobre o futuro, muitos jovens parecem viver permanentemente “ligados”, sem encontrar momentos reais de pausa.

🙂 E talvez seja justamente aí que esteja parte da resposta.

Qual foi sua primeira música no Spotify? 

Spotify / Reprodução

O Spotify resolveu mexer com a nostalgia dos usuários mais uma vez. Aproveitando as comemorações de 20 anos da plataforma, o streaming lançou um novo recurso temporário que funciona como uma versão “turbinada” do famoso Wrapped, só que agora olhando para praticamente todo o histórico de audição da pessoa.

A novidade revela várias curiosidades pessoais, como a data em que o usuário entrou no Spotify, qual foi a primeira música ouvida na plataforma, o artista mais escutado da história da conta e até quantas músicas diferentes já passaram pelos fones ao longo dos anos.

Um Wrapped da sua vida inteira no Spotify

O recurso também monta automaticamente uma playlist personalizada com as 120 músicas mais tocadas pelo usuário desde que ele começou a usar o aplicativo.

E não para por aí: o Spotify ainda mostra quantas vezes cada faixa foi reproduzida, transformando tudo em uma espécie de cápsula do tempo musical.

Spotify quer transformar nostalgia em compartilhamento

Assim como acontece com o Wrapped tradicional, o novo recurso também foi pensado para viralizar nas redes sociais.

Os usuários poderão compartilhar cartões com estatísticas personalizadas, além das playlists criadas automaticamente, direto no Instagram, X, Threads e outras plataformas.

E faz sentido, o Wrapped virou um dos maiores fenômenos de engajamento do Spotify nos últimos anos.

Wrapped continua sendo uma máquina de engajamento

Segundo a empresa, o Wrapped 2025 bateu recordes de participação e ultrapassou 200 milhões de usuários engajados nas primeiras 24 horas — um crescimento de 19% em relação à edição anterior.

O Spotify também afirmou que os usuários compartilharam seus resumos mais de 500 milhões de vezes nas redes sociais.

A edição de 2024, focada em recursos de inteligência artificial, acabou recebendo críticas e teve desempenho abaixo do esperado. Já a estratégia de apostar em nostalgia, identidade pessoal e cultura de compartilhamento continua funcionando muito bem.

O recurso será temporário

O “Wrapped histórico” está disponível globalmente, mas apenas por tempo limitado. Segundo o Spotify, a experiência ficará ativa por cerca de seis semanas.

Além do novo recurso, a empresa também divulgou recentemente rankings históricos de artistas, músicas, álbuns e podcasts mais populares da plataforma nos últimos 20 anos — e Taylor Swift apareceu no topo entre os artistas mais ouvidos da história do serviço.

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