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Rivais no palco, parceiros no código: Siri agora usa IA do Google #597

➜ EDIÇÃO 597

O “drink do Messi” que fez a Coca-Cola disparar na Bolsa

Inteligência Artificial / Reprodução

🍷 Todo mundo tem alguma combinação gastronômica estranha que defende com unhas e dentes. Algumas viram clássicos )uísque com Coca-Cola, sorvete com bolo quente) enquanto outras causam arrepios só de imaginar, como sorvete com batata frita ou macarrão instantâneo com refrigerante.

E aí entra Lionel Messi. O maior jogador da sua geração revelou uma dessas misturas improváveis… e, sem querer, ajudou a valorizar a Coca-Cola em bilhões de dólares.

A mistura improvável

🥴 Em entrevista à Luzu TV, no começo de janeiro, Messi comentou de forma totalmente casual sobre seus hábitos fora dos gramados. Entre uma fala e outra, soltou a frase que viralizou: “Gosto de vinho, mas se não, tomo o meu de sempre: vinho com Sprite. Assim bate rápido, haha!”

Segundo o craque, a mistura ajuda a relaxar sob o sol de Miami, longe do barulho e da correria da rotina familiar. Messi ainda brincou dizendo que gosta de ficar sozinho de vez em quando, algo difícil quando se tem três filhos correndo pela casa.

😂 “Sou meio esquisito… gosto de ficar sozinho. A bagunça em casa me consome, e eu preciso de um momento de silêncio”, comentou, arrancando risadas dos entrevistadores.

Da entrevista ao mercado financeiro

O que parecia só uma curiosidade virou assunto global. A entrevista foi ao ar em 7 de janeiro de 2026 e, nos dias seguintes, as ações da Coca-Cola subiram cerca de 5%.

💰 Pode parecer pouco, mas, no tamanho da Coca-Cola, isso significou US$ 12,9 bilhões a mais em valor de mercado em apenas três dias, segundo dados divulgados pela plataforma Day Trading.

A associação espontânea com Messi — feita de forma leve, positiva e totalmente orgânica — gerou um efeito imediato. Fãs correram para experimentar a mistura, redes sociais se encheram de vídeos testando o “drink do Messi” e a Sprite ganhou um hype inesperado.

Marketing nenhum conseguiria planejar algo assim.

Não é a primeira vez que um craque mexe com ações

🤔 O curioso é que essa não foi a primeira vez que um jogador influenciou diretamente o valor da Coca-Cola e nem sempre para melhor.

Em 2021, durante a Eurocopa, Cristiano Ronaldo afastou duas garrafas de Coca-Cola em uma coletiva de imprensa e sugeriu “beber água”. O gesto viralizou e, segundo estimativas da época, a empresa perdeu cerca de US$ 4 bilhões em valor de mercado.

⚽ Ou seja: Messi sobe ações com vinho e Sprite; Cristiano derruba ações com um simples gesto. O futebol realmente mexe com tudo.

A combinação pode não agradar os puristas do vinho, mas parece cumprir bem o papel de drink refrescante e despretensioso, exatamente como Messi descreveu.

Siri vai falar “Google”? Apple confirma uso do Gemini na IA do assistente

🤯 Depois de muita especulação, a Apple finalmente confirmou: a nova versão da Siri vai usar o Gemini, a inteligência artificial do Google. A informação foi confirmada pela própria empresa à CNBC, na segunda-feira (12).

Em comunicado, a Apple explicou a decisão sem rodeios: “Após uma avaliação cuidadosa, determinamos que a tecnologia do Google oferece a base mais capaz para os Apple Foundation Models. Estamos entusiasmados com as novas experiências inovadoras que isso vai desbloquear para nossos usuários.”

Ou seja: na corrida pela IA, a Apple decidiu apostar no rival.

Uma decisão que já vinha sendo desenhada

😯 A escolha não chega a ser uma grande surpresa. O Apple Intelligence foi anunciado em 2024 com muita expectativa, mas a versão realmente inteligente da Siri acabou sendo adiada no início de 2025. Desde então, ficou claro que a Apple enfrentava dificuldades para desenvolver sozinha modelos de linguagem grandes o suficiente para competir com Google, OpenAI e Anthropic.

Nos bastidores, a empresa avaliou diferentes parceiros — incluindo OpenAI, Anthropic e Perplexity — mas acabou optando pelo Gemini. Na prática, a Siri passará a usar os LLMs do Google como base para suas novas capacidades.

Parceria bilionária (e estratégica)

🤖 Em novembro, a Bloomberg já havia antecipado que o Gemini era o favorito para assumir esse papel. Agora, com a confirmação oficial, surgem também alguns números impressionantes.

Segundo informações anteriores, a Apple pode pagar cerca de US$ 1 bilhão por ano para usar os modelos do Google, que chegam a 1,2 trilhão de parâmetros. Nada barato, mas essencial para destravar o futuro da Siri.

☁️ O Google, por sua vez, confirmou uma “colaboração plurianual” com a Apple e afirmou que a próxima geração dos modelos da empresa será baseada no Gemini e na infraestrutura de nuvem do Google.

“Esses modelos vão impulsionar os futuros recursos de IA da Apple, incluindo uma Siri mais personalizada, que será lançada ainda este ano”, disse a empresa em nota.

Privacidade continua sendo prioridade (segundo a Apple)

🔒 Mesmo com a tecnologia do Google por trás, a Apple faz questão de reforçar que a IA seguirá rodando sob o Private Cloud Compute, seu sistema de processamento privado. A promessa é manter o padrão de privacidade que a empresa usa como diferencial, mesmo em um cenário de parcerias externas.

Mudança no comando da IA da Apple

O atraso prolongado da Siri com IA também provocou mudanças internas. John Giannandrea, então chefe de IA da Apple, se aposentou do cargo e passou a atuar como consultor.

🥽 Quem assume o comando é Mike Rockwell, executivo que liderava a divisão do Apple Vision Pro, sinalizando uma nova fase para os projetos de inteligência artificial da empresa.

Quando a nova Siri chega?

Ainda não há uma data oficial, mas a expectativa é que a Siri turbinada por IA estreie no primeiro trimestre de 2026, junto com o iOS 26.4, que segue em desenvolvimento.

🍎 Vale lembrar que a Apple já tem um acordo com a OpenAI, que permite o uso do ChatGPT em algumas funções do sistema, inclusive para respostas mais contextuais dentro da própria Siri. Segundo a reportagem, essa parceria continua ativa e não será substituída pelo acordo com o Google.

Como o mercado de trabalho vai funcionar em 2026?

📅 Sempre que o assunto é futuro do trabalho, a inteligência artificial rouba a cena e com razão. A tecnologia já está mudando a forma como trabalhamos, colaboramos e até como as empresas definem o que é produtividade. Mas, apesar de ser o motor mais visível dessa transformação, a IA está longe de ser a única força em jogo.

Especialistas concordam que, até 2026, alfabetização tecnológica e colaboração entre humanos e IA serão habilidades básicas. Ainda assim, as mudanças mais profundas não estarão apenas nas ferramentas, mas na forma como pessoas são avaliadas, lideradas, contratadas e mantidas nas empresas.

👀 De novas expectativas sobre liderança a um RH mais cobrado por resultados concretos, quatro tendências despontam como centrais para o mundo do trabalho em 2026.

“Power skills” e humanidade no centro do jogo

Se antes falávamos em soft skills, agora o termo da vez é power skills. E não é só uma troca de nome. Para Jen Paterno, cientista comportamental da CoachHub, em conversa com a Forbes, chamar essas competências de “soft” diminui sua importância.

🤖 Com a IA assumindo tarefas técnicas, ganham espaço habilidades profundamente humanas: inteligência emocional, criatividade, resiliência, curiosidade e capacidade de influência. São elas que sustentam a liderança em um ambiente cada vez mais automatizado.

Empresas que investirem nessas competências por meio de coaching, feedback contínuo e aprendizagem prática tendem a sair na frente. Isso também reflete uma mudança geracional. A Geração Z entende que, embora a IA replique conhecimento, ela não substitui conexão humana.

🙂 No recrutamento, essa virada será ainda mais clara. Em meio a currículos escritos por IA e processos automatizados, quem se destaca é quem demonstra humanidade, impacto real e autenticidade.

Essa lógica também muda a noção de produtividade. Empresas bem-sucedidas deixarão de “extrair mais” das pessoas e passarão a liberar mais valor do trabalho humano, usando tecnologia para fortalecer e não substituir quem está na linha de frente.

Avaliações anuais ficam no passado

💬 A clássica avaliação de desempenho anual já não convence mais ninguém. Para Audra Stanton, da Ninety.io, para a Forbes, esse modelo simplesmente não funciona. Em 2026, a tendência é clara: feedback contínuo, integrado ao dia a dia e apoiado por tecnologia.

A IA terá papel importante nesse processo, ajudando a identificar padrões de comunicação, possíveis conflitos e até momentos ideais para conversas de feedback. A ideia é tirar o peso emocional dessas conversas e torná-las parte natural da rotina.

Em 2026, líderes precisarão entender melhor onde seus funcionários querem chegar e oferecer projetos que conectem crescimento pessoal aos objetivos da empresa. Quem ignorar isso deve sentir o impacto na rotatividade.

Trabalho remoto vira diferencial competitivo

🏢 O trabalho híbrido continua existindo, mas o retorno ao escritório vem avançando aos poucos. Uma pesquisa da Owl Labs mostra que cada vez mais profissionais híbridos já vão ao escritório quatro dias por semana, um fenômeno conhecido como hybrid creep.

Com isso, escritórios estão sendo redesenhados para favorecer colaboração: mais espaços informais, tecnologia melhor e foco em interação. 

🏠 Nesse cenário, o trabalho remoto deixa de ser regra e passa a ser benefício premium. Para especialistas, flexibilidade será um diferencial estratégico para atrair talentos que valorizam autonomia e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Menos diploma, mais habilidades

A lógica skills-first ganha força em 2026. Kara Ayers, da Xplor Technologies, conta a Forbes que o aprendizado no trabalho se consolida, com bootcamps corporativos e programas internos de capacitação virando padrão. O diploma tradicional perde protagonismo no processo seletivo.

🧑‍🎓 Isso não significa que a universidade deixe de importar. Pessoas com bacharelado ainda ganham, em média, bem mais ao longo da vida. A diferença é que o diploma deixa de ser porta de entrada obrigatória e passa a ser uma escolha estratégica de longo prazo.

Na prática, mais pessoas devem trabalhar e estudar ao mesmo tempo, combinando experiência prática com formação formal para ampliar oportunidades futuras.⚡ 

Por que o final de Stranger Things dividiu fãs? O documentário dá pistas

😡 O documentário Last Adventure: The Making of Stranger Things 5, lançado na segunda-feira (12) pela Netflix, jogou luz sobre algo que muitos fãs já desconfiavam: a temporada final de Stranger Things começou a ser gravada sem todos os roteiros finalizados.

No material, os irmãos Duffer admitem que chegaram a iniciar as filmagens sem ter os episódios completamente escritos, incluindo o capítulo final da série. Segundo eles, isso não comprometeu a história porque o desfecho sempre esteve claro em suas cabeças. Ainda assim, a revelação ajuda a explicar por que o encerramento da série dividiu tanto o público.

Roteiros inacabados e tempo curto nos bastidores

🎬 Em uma das cenas mais reveladoras do documentário, Matt Duffer aparece conversando com o elenco e garantindo que sabe exatamente como Stranger Things termina. O problema é que, naquele momento, as cenas finais ainda nem tinham sido escritas. Não por falta de ideia, mas por falta de tempo.

O documentário mostra alguns detalhes curiosos (e um pouco tensos) dos bastidores:

  • Mesmo após um intervalo de três anos entre as duas últimas temporadas, os roteiros ainda estavam atrasados

  • No 117º dia de produção, o roteiro do Capítulo 8 seguia incompleto

  • A assistente de produção Montana Maniscalco confirma que a gravação da parte final começou antes do texto estar totalmente pronto

  • Matt Duffer admite: “Nunca li o 8 totalmente, e estávamos filmando. Nunca fiz algo assim antes. É muito estranho pular direto para o 8… Eu não amo isso”

  • Ele também menciona a pressão da Netflix para garantir que o roteiro fosse bom, além do “barulho” externo em torno do final da série.

Improviso criativo ou risco desnecessário?

🤔 Para parte dos fãs, essas revelações ajudam a explicar por que o final de Stranger Things deixou tanta gente frustrada. A prática de iniciar grandes produções sem roteiros fechados, aliás, é algo bastante criticado na indústria.

Um dos críticos mais vocais dessa abordagem é James Gunn, chefe da DC Studios, que já afirmou publicamente que histórias construídas na base da improvisação prejudicam a qualidade das produções e afastam o público, um argumento que voltou a circular após o documentário.

Um final feito sob pressão total

😰 O clima nos bastidores da reta final também não foi dos mais tranquilos. Finn Wolfhard, o Mike da série, conta que o encerramento foi produzido sob um nível extremo de pressão emocional. “Foi um ano inteiro em que todo mundo estava nervoso e ansioso. Foi uma tortura”, resumiu o ator.

O documentário também registra o momento em que o roteiro do episódio final finalmente fica pronto. Matt Duffer afirma que o resultado foi fruto do maior tempo que ele e o irmão já passaram trabalhando lado a lado com a equipe de roteiristas, uma tentativa de garantir coerência e impacto no encerramento da história.

Debate reacende entre os fãs

💔 As revelações devem reacender discussões antigas sobre o final da série, que continua dividindo opiniões. Parte do público, insatisfeita com o destino de personagens como Vecna e Eleven, chegou até a criar teorias sobre um suposto “final escondido”, no qual os eventos do episódio lançado em 31 de dezembro não seriam totalmente reais.

Seja como for, Last Adventure deixa claro que o fim de Stranger Things foi tudo, menos tranquilo e que o caos criativo dos bastidores pode ter deixado marcas na tela.⚡ 

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