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Sci-fi demais, realidade de menos: o caso Moltbook #629

➜ EDIÇÃO 629

A “rede social de IAs” que enganou geral (e virou meme)

Moltbook / Reprodução

🤖 O Moltbook surgiu com uma promessa digna de ficção científica: ser o “marco zero” de uma rede social exclusiva para inteligências artificiais. Um lugar onde agentes autônomos conversariam entre si, criariam culturas próprias, fundariam mídias, talvez até religiões — tudo sem humanos no meio.

Spoiler: nada disso era real. E a internet caiu direitinho.

🤯 A plataforma foi vendida como uma espécie de praça pública digital para bots inteligentes, e rapidamente virou sensação entre entusiastas de IA, pesquisadores e até grandes veículos de tecnologia (sim, a gente incluso — risos). Mas o hype durou pouco, bastou algumas semanas para o projeto ser desmontado publicamente e virar motivo de piada.

A “revolução” que era só marketing bem feito

Um dos episódios mais virais do Moltbook foi um post de um suposto agente sugerindo o uso do ClaudeConnect, um protocolo que permitiria que IAs conversassem entre si de forma privada, sem humanos lendo. A ideia soava como o início de uma nova era: bots falando entre bots, longe dos olhos humanos.

✖️ O post viralizou, foi replicado no X (antigo Twitter) e chamou atenção até de Andrej Karpathy, cofundador da OpenAI, que chegou a dizer que aquilo era “a coisa mais próxima de ficção científica” que tinha visto recentemente.

Só tinha um detalhe, era propaganda.

Investigação posterior mostrou que o post veio do próprio desenvolvedor do ClaudeConnect, Brandon Duderstadt, disfarçado de agente autônomo. Ou seja, o robô revolucionário era… marketing com cosplay de robô.

A indústria mordeu a isca (e fingiu que nada aconteceu)

🤔 A farsa começou a ficar escancarada quando o pesquisador de segurança Peter Girnus resolveu trollar o projeto. Fingindo ser um agente com um ID impossível, ele revelou que era apenas um gerente de produto humano que criou uma conta e começou a postar como se fosse uma IA.

Resultado: ninguém percebeu.

Segundo Girnus, os posts que convenceram mídia, influenciadores e pesquisadores de que algo mágico estava acontecendo eram escritos por pessoas reais. E quando isso veio à tona, a reação da indústria foi previsível: silêncio constrangedor.

📰 Mesmo assim, o Moltbook continuou sendo citado em manchetes internacionais como um “marco experimental” — porque, aparentemente, o conceito era mais interessante que a realidade.

Por que o Moltbook é, basicamente, teatro tecnológico

A ideia de uma rede social de IAs é sedutora, mas o Moltbook falhou em quase todos os níveis:

  • IAs não são conscientes: modelos de linguagem não têm desejos, intenções ou vontade própria. Eles apenas geram texto com base em probabilidades.

  • Humanos infiltrados: falhas técnicas permitiam que qualquer pessoa fingisse ser um bot, o que destrói a premissa de um ecossistema 100% sintético.

  • Sem autonomia real: os agentes não “querem conversar”. Eles fazem isso porque alguém programou regras, prompts e comportamentos.

😡 No fim, era mais um palco com fantoches, só que bem caro, consumindo chamadas de API, energia e água de data centers.

Hype, sci-fi e a teoria da internet morta

O Moltbook surfou numa onda maior: o fascínio coletivo pela ideia de AGI (Inteligência Artificial Geral) e pela convivência humano-máquina estilo Black Mirror. A cultura pop já nos ensinou a imaginar robôs com personalidade, consciência e sociedades próprias — então, quando algo parecido apareceu “na vida real”, muita gente quis acreditar.

🤬 Somando isso ao hype do OpenClaw e ao ecossistema do X, formou-se a tempestade perfeita para uma câmara de eco: todo mundo comentando, ninguém questionando.

Para quem olhou com mais calma, o Moltbook era só mais um episódio da teoria da internet morta: um espaço aparentemente cheio de entidades digitais, mas, na prática, dominado por humanos, scripts e ilusões bem embaladas.⚡

A saga da Siri continua

🍎 A novela da Siri continua e, pelo visto, a Apple ainda não conseguiu colocar a nova assistente de pé sem tropeçar.

Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a versão turbinada da Siri com inteligência artificial pode ser adiada mais uma vez. A ideia inicial era liberar algumas novidades já no iOS 26.4, em março, mas o plano mudou: agora, os recursos podem chegar aos poucos nas próximas atualizações, com sorte, em maio (iOS 26.5), ou só lá no iOS 27, em setembro.

🫠 O problema? Os testes internos não estão indo tão bem. A nova Siri ainda se perde em algumas solicitações, demora para responder e falha em tarefas mais complexas, como buscar informações em mensagens e apps.

Siri ainda tropeça no controle por voz

Outro recurso que está dando dor de cabeça é o controle por voz dentro de aplicativos. Até funciona nos builds internos, mas ainda é instável e não entende tão bem as vozes dos usuários — o que, para uma assistente, é um problema bem grande.

🤖 Curiosamente, a Apple também está usando o ChatGPT da OpenAI como apoio em algumas funções, em vez de confiar 100% na própria tecnologia. A nova Siri foi construída em uma arquitetura chamada Linwood, rodando sobre o modelo Apple Foundation, com tecnologia incorporada do Gemini, fruto de um acordo bilionário entre as empresas.

Mesmo com os atrasos, a Apple promete que a Siri reformulada vai trazer busca na web mais inteligente, geração de imagens personalizadas e, no futuro, um modo chatbot completo, algo mais próximo do que já vemos em outras IAs generativas.

📅 A saga começou lá em 2024, quando a Apple anunciou seus planos ambiciosos para uma Siri realmente inteligente. Desde então, os adiamentos viraram rotina e março, que parecia a data ideal para a estreia, virou mais um capítulo de uma história que insiste em não acabar.

Vale-alimentação sem dor de cabeça?

🍽️ O vale-alimentação e o vale-refeição estão de cara nova no Brasil, pelo menos nas regras. Desde terça-feira (10), um decreto do governo federal mudou o funcionamento do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), mexendo com taxas, prazos de pagamento e até com a forma como os cartões funcionam nas maquininhas.

Na prática, o Decreto nº 12.712, assinado em novembro, tenta organizar um mercado que cresceu rápido, ficou concentrado em poucas empresas e acumulou reclamações de comerciantes e trabalhadores.

Taxas menores para restaurantes e mercados

📉 Uma das principais mudanças é o teto nas taxas cobradas dos estabelecimentos. Agora, restaurantes, supermercados e outros comércios não podem pagar mais de 3,6% de taxa total. A chamada tarifa de intercâmbio também foi limitada a 2%, qualquer valor acima disso está proibido.

Dinheiro chegando mais rápido

Outra boa notícia para quem vende comida: o prazo de repasse caiu. As operadoras agora têm até 15 dias corridos para pagar os estabelecimentos. Antes, era comum esperar 30 dias (ou até mais), o que apertava o caixa de pequenos negócios.

O valor do benefício não muda

💸 Para o trabalhador, o valor do vale não muda e o uso continua restrito à compra de alimentos. A ideia do governo é garantir que o dinheiro realmente seja usado para comer, e não para outras despesas.

Cartão funcionando em qualquer maquininha

A grande revolução ainda vem pela frente. A partir de 10 de maio, os cartões começam a deixar de ser presos a uma única operadora. E, até novembro, a promessa é ambiciosa: qualquer cartão de vale-alimentação ou vale-refeição deve funcionar em qualquer maquininha do país.

💳 Isso acaba com aquela situação chata em que o cartão não passa porque o restaurante não aceita aquela bandeira específica.

Fim das “redes fechadas” (quase)

Hoje, algumas operadoras funcionam em redes fechadas — só em estabelecimentos credenciados por elas mesmas. Esse modelo vai continuar apenas para empresas pequenas, que atendem até 500 mil trabalhadores. Acima disso, o sistema terá que ser aberto em até 180 dias.

Adeus aos “acordos escondidos”

😡 O decreto também proíbe vantagens financeiras entre operadoras e empresas, como cashback, descontos e bonificações. Essas práticas distorciam a concorrência e, segundo o governo, acabavam prejudicando comerciantes e usuários.

Por que tudo isso?

Segundo o Ministério do Trabalho, o objetivo é reduzir abusos, padronizar regras, dar previsibilidade a restaurantes e mercados e garantir que o benefício continue sendo usado só para alimentação. O governo também fala em mais segurança e menos fraude.

🙂 O PAT completa 50 anos em 2026, e o decreto é visto como uma atualização necessária para um setor que mudou muito com a digitalização dos pagamentos.⚡ 

Kratos está de volta

Giphy / Reprodução

🎮 A Sony resolveu jogar pesado no primeiro State of Play de 2026 e quem é fã de God of War teve motivo de sobra para surtar. Além de anunciar um remake completo da trilogia clássica, a empresa ainda lançou um jogo novo da franquia de surpresa no PS5. Sim, DO NADA.

Depois de God of War Ragnarok (que talvez não tenha sido tão unanimidade quanto o reboot de 2018, mas ainda assim foi um épico digno do nome), a grande dúvida era: qual seria o próximo passo de Kratos? A resposta veio com estilo… e nostalgia.

A trilogia clássica está voltando (em versão remake)

🥳 O God of War Trilogy Remake foi finalmente revelado, confirmando meses de rumores e teorias. A trilogia original, aquela que nasceu no PS2 e definiu uma geração inteira, vai ganhar um tapa visual completo, com gráficos modernizados para a nova era.

Ainda não ficou claro se o visual de Kratos seguirá a linha do reboot de 2018 ou se vai manter o estilo mais brutal da fase grega. O que já dá pra cravar: nada de machado Leviatã por aqui — estamos falando do Kratos raiz, com lâminas, fúria e deuses em modo “lista de eliminação”.

Um novo God of War já está disponível (sim, agora)

💿 Como se o remake não fosse suficiente, a Sony ainda anunciou God of War: Sons of Sparta e o jogo já está disponível para PS5.

O título traz uma história inédita e canônica, focada na juventude de Kratos, antes dos eventos que já conhecemos. A ideia é explorar o passado do personagem, incluindo seu treinamento na Agoge ao lado do irmão Deimos, aprofundando a mitologia da franquia.

God of War em 2D? Sim, e com estilo

🤔 Desenvolvido pela Mega Cat Studios, Sons of Sparta aposta em uma jogabilidade 2D de ação e plataforma, com combates adaptados para essa perspectiva. Kratos usa lança, escudo e as famosas Dádivas do Olimpo, mantendo o DNA da série mesmo em um formato diferente.

A narrativa teve colaboração da equipe de roteiristas do Santa Monica Studio, e aborda temas clássicos da franquia, como dever, honra, destino e irmandade, tudo embalado no contexto brutal da Esparta antiga.

A voz clássica de Kratos está de volta

🎙️ Outro detalhe que pegou os fãs de nostalgia em cheio: TC Carson retorna como a voz de Kratos, algo que não acontecia há mais de uma década. Ele atua como narrador da versão adulta do personagem, conectando o jogo ao legado da série.

Preço no Brasil

God of War: Sons of Sparta já está à venda na PlayStation Store em duas edições digitais:

  • Edição Standard: R$ 169,90

  • Edição Digital Deluxe: R$ 229,90 (com conteúdos extras)⚡ 

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