Vale a pena ver de novo #578

➜ EDIÇÃO 578

Retrospectiva 2025

Antes de virar a página e dar as boas-vindas a um novo ano, é hora de olhar para trás e relembrar o que realmente marcou nossa jornada. Entre lançamentos, debates quentes, histórias inspiradoras e análises que deram o que falar, reunimos nesta semana as melhores matérias do ano — aquelas que informaram, provocaram reflexões e acompanharam os principais movimentos da cultura, da tecnologia e do entretenimento. Um convite para revisitar os destaques que ajudaram a contar a história de 2025.

O ano em que o roxinho superou a Petrobras

Nubank / Reprodução

💜 Entre tantos acontecimentos que marcaram o ano no Brasil, um deles chamou atenção pelo simbolismo: o Nubank ultrapassou a Petrobras e se tornou a empresa mais valiosa do país. Um feito que, até pouco tempo atrás, parecia improvável e que ajuda a contar a história de como a economia brasileira vem mudando.

Na reta final do ano, a fintech alcançou um valor de mercado de US$ 76,7 bilhões (cerca de R$ 435 bilhões), deixando a estatal do petróleo logo atrás, avaliada em US$ 74,7 bilhões. Mais do que uma disputa de números, o episódio marcou a ascensão definitiva de uma empresa 100% digital sobre gigantes tradicionais da economia nacional.

📊 Além da Petrobras, o Nubank também ultrapassou nomes históricos do setor financeiro, como Itaú Unibanco e BTG Pactual, consolidando-se como a maior empresa brasileira em valor de mercado. Para muitos analistas, o movimento simbolizou uma virada: tecnologia, escala digital e foco no cliente passaram a pesar tanto quanto ativos físicos e décadas de história.

Um gigante que nasceu no digital e cresceu rápido

🌎 O impacto do Nubank em 2025 não ficou restrito ao Brasil. A Nu Holdings, controladora da fintech, apareceu em 4º lugar no ranking das 100 empresas que mais crescem no mundo, segundo a Fortune. Ao longo do ano, as ações da companhia acumularam alta de 53,7%, encerrando um dos últimos pregões cotadas a US$ 15,93.

No cenário latino-americano, o roxinho terminou o ano como a segunda empresa mais valiosa da região, atrás apenas do Mercado Livre, reforçando sua posição como um dos maiores cases de tecnologia financeira fora do eixo EUA–Europa.

📈 As empresas mais valiosas do Brasil no fim do ano

  • Nubank — US$ 76,97 bilhões

  • Petrobras — US$ 74,67 bilhões

  • Itaú Unibanco — US$ 72,69 bilhões

  • Vale — US$ 49,60 bilhões

  • BTG Pactual — US$ 49,41 bilhões

  • Santander Brasil — US$ 40,94 bilhões

  • Ambev — US$ 34,88 bilhões

  • Bradesco — US$ 33,29 bilhões

  • Weg — US$ 33,13 bilhões

  • Klabin — US$ 24,01 bilhões

Do cartão sem anuidade ao próximo passo global

🚀 Fundado em 2013 por David Vélez, Edward Wible e Cristina Junqueira, o Nubank encerrou o ano com mais de 123 milhões de clientes espalhados entre Brasil, México e Colômbia. Mas o plano vai além da América Latina.

Em setembro, a empresa deu mais um passo ambicioso ao pedir autorização para operar como banco nacional nos Estados Unidos, um dos mercados financeiros mais competitivos do mundo. A nova fase ficará sob o comando de Cristina Junqueira, que assumirá a liderança da operação norte-americana, um movimento que reforça o protagonismo da executiva e o apetite global da fintech.

✨ Olhando em retrospectiva, o ano em que o Nubank superou a Petrobras entrou para a história como um símbolo da transformação do mercado brasileiro. De um simples cartão de crédito sem anuidade a um colosso global, o roxinho mostrou que inovação, simplicidade e escala podem valer — literalmente — bilhões.

iPhone 17, iPhone Air e o ano em que a Apple voltou a ousar

Apple / Reprodução

🤩 Se 2025 teve um evento que parou o mundo da tecnologia, ele aconteceu em setembro: a Apple apresentou a linha iPhone 17 e, de quebra, lançou um modelo totalmente novo. Em um ano marcado por avanços em IA, disputas entre gigantes e ciclos cada vez mais rápidos de inovação, a empresa conseguiu algo raro: surpreender.

O tradicional evento de lançamento não trouxe apenas melhorias incrementais. Ele marcou a estreia do iPhone Air, o iPhone mais fino já feito pela Apple, e consolidou uma nova fase de design para a marca — algo que rapidamente virou assunto nas redes, análises e comparações.

Um novo visual para uma nova geração

📱 Olhando em retrospectiva, o iPhone 17 ficou conhecido como a geração da repaginada visual. Nos modelos Pro, a Dynamic Island ficou menor, o recorte do Face ID foi reduzido e a experiência de tela ganhou ainda mais protagonismo. Já na parte traseira, o novo módulo de câmeras — maior, retangular e ocupando quase toda a largura do aparelho — dividiu opiniões, mas deixou claro que a Apple estava disposta a mexer em um design que vinha se repetindo há anos.

E não foi só estética. Todas as câmeras receberam upgrades, reforçando o foco da empresa em fotografia e vídeo, dois pilares que seguem sendo decisivos na escolha de um smartphone premium.

🍏 O iPhone 17 “básico”, por sua vez, entrou para a lista de modelos que marcaram o ano por finalmente receber algo que os usuários pediam há tempos: tela ProMotion, com taxa de atualização variável de 1 a 120 Hz. A mudança colocou o modelo em pé de igualdade com concorrentes Android e elevou a experiência em jogos, vídeos e navegação.

O conjunto também chamou atenção: câmera principal de 48 MP, ultrawide de 12 MP, selfie de 24 MP, tela OLED de 6,3 polegadas e proteção com o novo Ceramic Shield 2.

iPhone Air: o lançamento que definiu o ano

✨ Mas o verdadeiro protagonista da geração foi o iPhone Air. Com apenas 5,6 mm de espessura, ele se tornou o iPhone mais fino da história e um dos lançamentos mais comentados do ano. O modelo trouxe uma tela maior, de 6,6 polegadas, ProMotion, corpo em titânio e uma decisão que simboliza o futuro da Apple: o fim definitivo do slot físico para chip, com adoção total do eSIM.

O Air entrou para a retrospectiva como um experimento bem-sucedido — um produto que não substitui os Pro, mas cria uma nova categoria para quem prioriza design, leveza e minimalismo.

Pro e Pro Max: potência sem concessões

🚀 Já os iPhone 17 Pro e Pro Max reforçaram o papel de “máquinas definitivas” da linha. Equipados com o chip A19 Pro, eles entregaram ganhos significativos de desempenho e eficiência energética, além de um conjunto triplo de câmeras de 48 MP, incluindo uma telefoto com zoom óptico de até 4x.

O Pro Max, com sua tela de 6,9 polegadas, virou o queridinho de quem consome vídeos, joga ou trabalha diretamente do celular e fechou o ano como um dos smartphones mais completos do mercado.

Preços, impacto e legado

💸 Como de costume, os preços também foram assunto. No Brasil, o iPhone 17 chegou a partir de R$ 7.999, o Air estreou em R$ 10.499, e o Pro Max, na versão mais completa com 2 TB, alcançou R$ 18.499, números que renderam debates tão intensos quanto o design.

📅 Os aparelhos começaram a ser vendidos nos Estados Unidos em 19 de setembro, com o Brasil recebendo a linha nas semanas seguintes. O evento ainda marcou a chegada de novas versões do Apple Watch e dos AirPods Pro, reforçando o ecossistema como peça-chave da estratégia da empresa.

🔎 No balanço final do ano, o lançamento do iPhone 17 ficou registrado como o momento em que a Apple voltou a correr riscos calculados — apostando em novos formatos, refinando a experiência e mostrando que, mesmo após quase duas décadas de iPhone, ainda há espaço para reinventar o produto mais importante da sua história.⚡  

“Ressaca pós-férias”: Como voltar à rotina de trabalho sem drama

🫠 Fim de festas, a casa ainda cheirando a panetone, e lá está você, encarando a agenda lotada. A famosa “ressaca pós-férias” chega com tudo, trazendo aquela mistura de saudade do descanso e pânico diante da pilha de tarefas acumuladas. É normal, tá? Esse sentimento de “será que já acabou o recesso?” é tão universal quanto os memes de janeiro.

Mas calma! Com algumas estratégias simples, dá pra transformar o retorno ao trabalho em algo bem mais leve e até produtivo. Vamos nessa?

Respira fundo e vai com calma

😌 Quem disse que você precisa voltar à toda logo no primeiro dia? Retome no seu ritmo. É super normal se sentir meio perdido ou desconectado nas primeiras horas (ou dias, vai...). O truque é aceitar isso sem se cobrar tanto. Nada de tentar recuperar todo o tempo perdido de uma vez, viu? Gentileza com você mesmo é a chave para se reambientar na rotina.

Crie metas que empolguem

Tá difícil pensar em trabalhar? Então bora focar nas coisas boas que o ano novo pode trazer. Que tal planejar aquela viagem nos próximos feriados ou definir uma meta profissional bacana? Pode ser aprender algo novo, crescer na carreira ou até melhorar o clima no escritório. Criar expectativas positivas ajuda a espantar a monotonia dos primeiros meses do ano e traz motivação extra.

Reaprenda a curtir o trabalho

😉 Encarar as tarefas como um “fardo” não ajuda. Experimente ver os desafios como oportunidades de crescimento. Aquela reunião chata? Talvez seja a chance de brilhar. A nova planilha? Pode virar um aprendizado legal (ou pelo menos um motivo pra bater um papo no café). Mudar a mentalidade é meio caminho andado para transformar o trabalho em algo menos estressante e mais gratificante.

Dicas práticas para mandar bem no retorno

  • Ajuste o ritmo aos poucos: Comece reintroduzindo seus horários de sono, arrume sua mesa e entre no clima sem pressa.

  • Trace objetivos simples: Nada de querer salvar o mundo na primeira semana. Escolha pequenas metas, como terminar um projeto específico ou organizar a agenda.

  • Pratique atenção plena: Experimente meditação, respiração profunda ou apenas um momento tranquilo pra se centrar. Isso ajuda a baixar o estresse e aumentar o foco.

  • Valorize as coisas boas: Pense nos aspectos positivos do trabalho — aquele colega gente boa, as oportunidades ou o impacto que você gera. Gratidão muda a perspectiva!

  • Fortaleça a resiliência: Já passou por isso antes e sobreviveu, certo? Pequenos contratempos são normais e temporários. Respire e siga em frente.

  • Reforce conexões no trabalho: Aproveite o momento pra se reaproximar dos colegas. Um café, uma boa conversa ou até fofocas leves podem ajudar a entrar no ritmo com mais energia.

😃 Com essas práticas, sua “ressaca pós-férias” pode virar coisa do passado rapidinho. É só lembrar que todo começo de ano é uma oportunidade de recomeçar com leveza, propósito e, claro, um cafezinho extra.

O ano em que o Brasil fez história em dos maiores festivais de cinema do mundo 

MK2 /Reprodução

🏆 Se 2025 foi um ano especial para o cinema brasileiro, um dos seus capítulos mais emblemáticos aconteceu em maio, no sul da França. Após mais de dez dias de tapete vermelho, estreias disputadas e aplausos intermináveis, o Festival de Cannes encerrou sua 78ª edição com um resultado histórico: o Brasil saiu consagrado como nunca antes.

Pela primeira vez na trajetória do festival, Wagner Moura venceu o prêmio de Melhor Ator, enquanto Kleber Mendonça Filho levou o troféu de Melhor Direção — repetindo um feito que, até então, apenas Glauber Rocha havia alcançado. Tudo isso com o mesmo filme, O Agente Secreto, que ainda faturou o Prêmio da Crítica, garantindo ao Brasil três troféus em uma única edição.

Um resultado que não apenas marcou o ano, mas entrou diretamente para a história do cinema nacional.

Os vencedores que definiram Cannes em 2025

🎬 Além do brilho brasileiro, o festival consagrou produções de diferentes partes do mundo, reforçando seu papel como termômetro do cinema autoral contemporâneo. No balanço final, os principais prêmios ficaram assim:

  • Palma de Ouro: It Was Just an Accident, de Jafar Panahi

  • Grande Prix: Sentimental Value, de Joachim Trier

  • Prêmio do Júri (empate): Sirât, de Oliver Laxe, e Sound of Falling, de Mascha Schilinski

  • Prêmio Especial do Júri: Resurrection, de Bi Gan

  • Melhor Direção: Kleber Mendonça Filho — O Agente Secreto

  • Melhor Roteiro: Jean-Pierre e Luc Dardenne — Jeunes Mères

  • Melhor Atriz: Nadia Melliti — La Petite Dernière

  • Melhor Ator: Wagner Moura — O Agente Secreto

O filme brasileiro que dominou Cannes

🇧🇷 O Agente Secreto foi muito além dos prêmios. Na estreia, o longa foi recebido com mais de dez minutos de aplausos em pé, um daqueles momentos que ajudam a construir a mitologia de Cannes. A recepção calorosa se refletiu nas avaliações da crítica internacional, que colocou o filme entre os mais elogiados de toda a edição.

A parceria entre Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho, já aguardada com expectativa, se confirmou como um dos grandes encontros artísticos do ano, projetando ainda mais o cinema brasileiro no cenário global.

Outros momentos que marcaram o festival

✨ A edição de 2025 também ficou na memória por outros episódios emblemáticos. Teve o retorno de Jennifer Lawrence aos holofotes do cinema autoral com Die, My Love, e uma ovação de 19 minutos para Sentimental Value, de Joachim Trier — uma das mais longas da história recente do festival.

📰 Nos prêmios paralelos, o domínio brasileiro se manteve. O Prêmio da Crítica Internacional (Fipresci) também ficou com O Agente Secreto, selando a consagração do filme como um dos grandes vencedores do ano.

🎥 Olhando em retrospectiva, Cannes 2025 será lembrado como a edição em que o Brasil deixou de ser apenas presença constante para se tornar protagonista absoluto. Um ano em que aplausos, prêmios e reconhecimento internacional se alinharam para escrever um dos capítulos mais importantes da nossa história no cinema.

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