Vale a pena ver de novo #580

➜ EDIÇÃO 580

Retrospectiva 2025

Antes de virar a página e dar as boas-vindas a um novo ano, é hora de olhar para trás e relembrar o que realmente marcou nossa jornada. Entre lançamentos, debates quentes, histórias inspiradoras e análises que deram o que falar, reunimos nesta semana as melhores matérias do ano — aquelas que informaram, provocaram reflexões e acompanharam os principais movimentos da cultura, da tecnologia e do entretenimento. Um convite para revisitar os destaques que ajudaram a contar a história de 2025.

Meta falou português

Instagram Post

🌎 Entre as mudanças que redefiniram o consumo de conteúdo nas redes sociais ao longo do ano, uma delas teve impacto direto na forma como criadores se conectam com o mundo: a Meta passou a oferecer tradução automática com voz dublada por inteligência artificial nos Reels e, pela primeira vez, com suporte para português.

Depois de estrear o recurso em inglês e espanhol, a empresa ampliou a ferramenta para português e hindi, reforçando sua aposta em dois dos maiores mercados globais de conteúdo: Brasil e Índia. O movimento entrou para a retrospectiva como um passo decisivo na tentativa de derrubar barreiras linguísticas dentro do Instagram e do Facebook.

Criadores globais, sem legenda obrigatória

💬 Ao longo do ano, a Meta deixou claro que a tradução automática não é apenas uma conveniência, mas parte de uma estratégia maior. “Há muitos criadores incríveis por aí, mas seus públicos nem sempre falam a mesma língua”, afirmou Adam Mosseri, chefe do Instagram, ao comentar a expansão do recurso. A ideia é simples: permitir que um vídeo alcance novos países sem depender exclusivamente de legendas.

Na prática, isso significou um salto na circulação de conteúdo brasileiro para fora do país e o inverso também. Reels gravados em outros idiomas passaram a chegar ao público local com uma experiência muito mais natural.

Como a dublagem com IA funcionou na prática

🤖 Em retrospecto, o funcionamento do recurso mostrou o quanto a IA evoluiu em pouco tempo. Antes de publicar, os criadores podiam ativar a opção “Traduza sua voz com Meta AI”. A ferramenta cuidava de todo o processo: tradução do áudio, dublagem automática e até sincronização labial, fazendo com que o movimento da boca acompanhasse o novo idioma.

Para quem assiste, bastava selecionar o idioma preferido para ativar a tradução automática. A Meta também avançou no desenvolvimento de tradução de textos, legendas e adesivos, ampliando o acesso para quem consome vídeos sem som.

Voz original, outro idioma

😀 Um dos anúncios mais comentados do ano foi a promessa, iniciada em testes, de uma dublagem aprimorada, capaz de preservar o tom e a voz original do criador, mas em outro idioma. A proposta lembra um “filme dublado premium”, em que a identidade vocal é mantida, aumentando a sensação de autenticidade.

A corrida global pelo criador

🔥 A novidade não surgiu no vácuo. Em 2025, a disputa entre plataformas ficou ainda mais acirrada. O YouTube também avançou em tradução automática e dublagem com IA, ampliando o suporte para dezenas de idiomas e melhorando a sincronização labial. O recado ficou claro: quem facilitar a vida dos criadores globais sai na frente.

📱 No balanço do ano, a chegada da dublagem em português nos Reels entrou para a lista de movimentos que mostraram como a IA deixou de ser bastidor e passou a moldar diretamente a experiência nas redes sociais. Para criadores brasileiros, foi um divisor de águas: falar com o mundo inteiro nunca foi tão simples — nem tão automático.⚡

O ano em que a Nvidia chegou aos US$ 5 trilhões e redefiniu o topo do mercado

🤯 Se 2025 teve um momento que simbolizou o domínio absoluto da inteligência artificial no mercado financeiro, ele passou pela Nvidia. Em um movimento que entrou direto para os livros de história, a empresa se tornou a primeira do mundo a atingir US$ 5 trilhões em valor de mercado, deixando Apple e Microsoft para trás — ambas estacionadas na casa dos “meros” US$ 4 trilhões.

O marco veio poucos meses depois de a Nvidia ultrapassar os US$ 4 trilhões, mostrando uma velocidade de crescimento raramente vista entre gigantes da tecnologia. Para ter dimensão do feito: a empresa levou cerca de 13 meses para sair dos US$ 3 trilhões e chegar aos US$ 4 trilhões, mas menos da metade desse tempo para alcançar o novo patamar histórico.

As ações dispararam quase 4% no dia do anúncio, coroando um ano em que o gráfico da companhia virou praticamente um estudo de caso sobre euforia do mercado.

IA no centro de tudo

💻 Ao olhar para trás, o motivo do salto é claro: inteligência artificial em escala industrial. A Nvidia consolidou sua liderança absoluta no fornecimento de chips para data centers e acelerou ainda mais essa vantagem com uma sequência de anúncios estratégicos que marcaram o ano.

Durante a GTC (GPU Technology Conference), a empresa revelou acordos bilionários que ajudaram a explicar o entusiasmo de Wall Street, entre eles:

  • A construção de sete supercomputadores para o Departamento de Energia dos Estados Unidos, todos equipados com os chips Blackwell, agora fabricados integralmente no Arizona, um movimento simbólico na reindustrialização tecnológica do país.

  • Um investimento de US$ 1 trilhão na Nokia, voltado ao desenvolvimento das futuras redes 6G.

  • Um aporte de US$ 100 bilhões na OpenAI, aprofundando a parceria com o nome mais popular da IA generativa.

  • E investimentos estratégicos na Intel, com foco na expansão da produção doméstica de chips e data centers.

💰 No fechamento do ano, os pedidos pelos novos chips já ultrapassavam US$ 5 bilhões, com projeções otimistas para os trimestres seguintes, sinal de que a demanda por infraestrutura de IA está longe de esfriar.

Política, geopolítica e chips

🗳️ O impacto da Nvidia foi além do mercado financeiro. Em um dos episódios mais comentados do ano, Donald Trump elogiou publicamente os chips Blackwell e afirmou que pretendia discutir com Xi Jinping, presidente da China, uma possível flexibilização para a venda desses produtos ao país asiático, o que poderia abrir ainda mais o apetite global pelos semicondutores da empresa.

Um novo colosso do Vale do Silício

🤖 No balanço final, 2025 entrou para a história como o ano em que a Nvidia deixou de ser “apenas” uma potência de hardware e se tornou o maior colosso do Vale do Silício. Mais do que ultrapassar Apple e Microsoft, a empresa virou o símbolo máximo de como a IA passou a ditar o ritmo da economia global.

E, olhando para trás, fica a sensação que dominou o mercado ao longo do ano: se os US$ 5 trilhões já ficaram para trás, talvez o próximo número redondo esteja mais perto do que parecia no início da década. ⚡

O ano em que o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome

🎉 Entre as notícias que marcaram o ano no Brasil, uma delas trouxe um raro respiro de alívio: o país voltou a ficar fora do Mapa da Fome da ONU. O dado, divulgado em relatório da FAO (agência das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), indica que menos de 2,5% da população brasileira está em risco de subalimentação, patamar usado internacionalmente para classificar países fora da lista.

O anúncio foi feito durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, realizada em Adis Abeba, na Etiópia, e teve como base dados coletados entre 2022 e 2024. Na prática, o resultado aponta que a maioria da população voltou a ter acesso mínimo às calorias necessárias para uma vida saudável e ativa.

Uma trajetória de avanços e retrocessos

📉📈 Olhando para trás, a presença do Brasil no Mapa da Fome ajuda a contar a história recente do país:

  • ✅ Em 2014, o Brasil saiu da lista pela primeira vez, após anos de políticas de combate à pobreza e ampliação do acesso à renda

  • ❌ Entre 2018 e 2020, o país voltou ao mapa, com o avanço da insegurança alimentar, agravada pela crise econômica e pela pandemia

  • ✅ Agora, com os dados mais recentes, o Brasil deixa novamente a lista, marcando um dos principais avanços sociais do período.

Fora do mapa, mas longe do fim do problema

⚠️ A retrospectiva, porém, pede cautela. Mesmo com a saída do Mapa da Fome, cerca de 35 milhões de brasileiros ainda convivem com a insegurança alimentar. Isso significa que, embora não enfrentem fome crônica, muitas pessoas precisam reduzir a quantidade ou a qualidade dos alimentos e, em situações mais graves, passam um ou mais dias sem comer.

O número escancara um paradoxo antigo: o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas ainda enfrenta dificuldades para garantir comida no prato de todos.

Por que a fome ainda persiste?

🍛 Ao longo do ano, especialistas reforçaram que o problema não está na produção, mas no acesso. Entre os fatores que continuam pesando estão:

  • A renda insuficiente para acompanhar o preço dos alimentos, mesmo com melhora em indicadores de emprego

  • Uma parte significativa da produção agrícola voltada à exportação

  • Os impactos crescentes das mudanças climáticas, apontadas como o maior risco ao abastecimento futuro

  • A existência dos chamados desertos alimentares, áreas onde é difícil encontrar comida saudável e a preços acessíveis.

Um passo importante, não a linha de chegada

🍽️ Na leitura final do ano, sair do Mapa da Fome foi, sim, um marco positivo e um sinal de que políticas públicas e recuperação econômica podem gerar resultados concretos. Mas também ficou claro que o desafio vai muito além de um indicador internacional.

A fome não se resolve apenas com estatísticas, ela se enfrenta no dia a dia, nas escolhas econômicas, nas políticas sociais e na garantia de que comida de qualidade chegue a todos.

📌 2025 entra para a história como o ano do retorno do Brasil fora do Mapa da Fome. O próximo capítulo, porém, depende de transformar esse avanço em algo duradouro — com menos insegurança alimentar e mais comida no prato de cada brasileiro.

Uma jornada musical entre a vida e o além

Disney / Reprodução

Dentre tantas indicações de filmes feitas esse ano, o destaque vai para um que tem tudo haver com o clima de ano novo, vida nova.

🍿 Lançado em 2020 pela Pixar, Soul é aquele tipo de animação que toca o coração e faz a gente refletir sobre a vida de um jeito leve e encantador. Dirigido por Pete Docter (Divertida Mente, Up: Altas Aventuras), o filme nos leva para uma viagem pelo sentido da existência, com uma trilha sonora marcante e uma animação de cair o queixo.

A história de Joe Gardner e a busca pelo propósito

O protagonista da história é Joe Gardner, um professor de música apaixonado por jazz que sonha em brilhar nos palcos. Quando finalmente consegue uma grande oportunidade para tocar com uma lenda do gênero, ele sofre um acidente inesperado e acaba indo parar no Pré-Vida, um lugar onde as almas se preparam para habitar o mundo.

👻 Lá, Joe conhece 22, uma alma que nunca quis ir para a Terra porque simplesmente não vê sentido nisso. Juntos, os dois embarcam em uma jornada cheia de questionamentos sobre o verdadeiro propósito da vida e descobrem que talvez a resposta não esteja onde imaginavam.

Uma trilha sonora de arrepiar

Se tem algo que faz Soul ser ainda mais especial, é a música. O jazz, um dos elementos centrais da narrativa, ganha vida com uma trilha sonora incrível composta por Jon Batiste (que ficou responsável pelas músicas de jazz) e pela dupla Trent Reznor e Atticus Ross (que criaram as melodias etéreas do mundo das almas). O resultado? Um Oscar de Melhor Trilha Sonora Original.

Mais do que uma animação, uma experiência

🎷 Diferente de outras animações da Pixar, Soul aposta em uma pegada mais filosófica e adulta, explorando temas como paixão, propósito e a beleza das pequenas coisas. Ao invés de focar apenas em alcançar grandes sonhos, o filme mostra que a vida é feita de momentos simples – e que talvez a felicidade esteja justamente neles.

Com uma animação deslumbrante, um roteiro inteligente e um protagonista cativante, Soul não é só um filme para assistir – é um filme para sentir. E no final, a grande mensagem fica clara: a vida não é só sobre encontrar um propósito, mas sobre aproveitar cada instante.

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