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Vale a pena ver de novo #582
➜ EDIÇÃO 582


Retrospectiva 2025
Antes de virar a página e dar as boas-vindas a um novo ano, é hora de olhar para trás e relembrar o que realmente marcou nossa jornada. Entre lançamentos, debates quentes, histórias inspiradoras e análises que deram o que falar, reunimos nesta semana as melhores matérias do ano — aquelas que informaram, provocaram reflexões e acompanharam os principais movimentos da cultura, da tecnologia e do entretenimento. Um convite para revisitar os destaques que ajudaram a contar a história de 2025.

O bonequinho excêntrico que virou símbolo de hype, moda e luxo em 2025

Reprodução
🤯 Se 2025 teve um objeto improvável que atravessou fronteiras e virou fenômeno global, esse objeto foi o Labubu. O que nasceu como um art toy alternativo rapidamente se transformou em um dos maiores cases do ano ao misturar colecionismo, cultura pop, moda e até mercado de luxo.
Criado pelo artista Kasing Lung em parceria com a chinesa Pop Mart, o personagem surgiu dentro da série The Monsters e ganhou o mundo graças ao seu visual inconfundível — uma mistura de monstrinho, pelúcia e algo levemente estranho. Ao longo do ano, o Labubu apareceu em dezenas de versões temáticas, de edições sazonais a colaborações limitadas, alimentando uma comunidade global movida por curiosidade e desejo.
🧸 O impacto foi imediato e bilionário. Em um único período de 24 horas, o sucesso dos lançamentos da Pop Mart adicionou cerca de US$ 1,6 bilhão ao patrimônio de seu CEO, Wang Ning. Tudo impulsionado por uma estratégia que virou marca registrada do ano: as blind boxes, caixas-surpresa que transformam cada compra em uma pequena aposta emocional.
A febre também ganhou força quando celebridades passaram a exibir seus Labubus nas redes. Rihanna, Lisa (BLACKPINK), Virginia, Marina Ruy Barbosa e até o cantor egípcio Ahmed Saad ajudaram a empurrar o bonequinho para fora do nicho dos colecionadores e para dentro do mainstream.
📈 O reflexo foi global. Nos Estados Unidos, os preços chegaram a ser até 60% mais altos do que na China, mesmo assim os estoques se esgotavam em minutos. No Brasil, o fenômeno explodiu de vez: as buscas pelo termo “Labubu” cresceram mais de 2.800% em abril, e os bonecos passaram a ser revendidos por até R$ 1.500, mesmo sem presença oficial da marca no país.
Mais do que um brinquedo, o Labubu virou símbolo de identidade. A estética excêntrica conversa diretamente com uma geração que rejeita o óbvio e valoriza o diferente. Em fóruns e redes sociais, fãs compartilham coleções, criam versões próprias do personagem e descrevem o hobby como uma forma de expressão e até de alívio emocional.
👜 Olhando em retrospecto, o sucesso do Labubu resume bem o espírito do ano: objetos que cruzam categorias, unem emoção, design e escassez, e transformam o simples ato de colecionar em status cultural. Em 2025, o monstrinho deixou claro que, no mundo atual, até uma pelúcia pode virar item de luxo — desde que venha com história, estética e muito hype.⚡


O salto do Google rumo à IA multimodal e ao “pensar melhor” em 2025
🤯 Entre os avanços mais importantes da inteligência artificial ao longo do ano, o lançamento do Gemini 3 marcou um ponto de virada para o Google. A nova geração de modelos elevou o patamar da empresa na corrida da IA, apostando em mais potência, mais flexibilidade e em algo que virou palavra-chave em 2025: raciocínio mais profundo.
Apresentado ao público no final do ano, o Gemini 3 chegou tanto ao aplicativo dedicado quanto ao Modo IA da busca, trazendo uma promessa ambiciosa: ser o modelo mais poderoso já lançado pelo Google. O destaque inicial ficou com o Gemini 3 Pro, liberado no app e, de forma mais limitada, no Modo IA para assinantes.
⭐ Um dos grandes diferenciais do Gemini 3 foi ser nativamente multimodal. Na prática, isso significa que o modelo passou a entender texto, imagens e áudio de forma integrada, sem precisar alternar entre “modos”. Essa mudança tornou as interações mais naturais e abriu espaço para respostas mais ricas, especialmente em tarefas que misturam diferentes formatos de informação.
Outro ponto que chamou atenção ao longo do ano foi a postura do modelo. Segundo o Google, o Gemini 3 foi treinado para ser mais direto e objetivo, evitando respostas excessivamente longas ou artificiais — uma tentativa clara de se diferenciar em um mercado cada vez mais competitivo.
Um app mais inteligente (e mais autônomo)
🤖 No aplicativo Gemini, a atualização veio acompanhada de novas funções que mudaram a forma de usar a IA no dia a dia. As interfaces generativas passaram a moldar a apresentação das respostas de acordo com a tarefa, enquanto o Gemini Agent introduziu a ideia de um agente capaz de executar etapas complexas de forma autônoma, sem exigir que o usuário conduza cada passo.
O famoso modo “Thinking” também virou destaque entre os usuários mais avançados, oferecendo respostas mais elaboradas — com limites maiores para quem assina os planos AI Plus, Pro ou Ultra.
A busca do Google também entrou no jogo
🔍 No Modo IA da busca, o Gemini 3 ajudou a transformar pesquisas em experiências interativas. Um exemplo que virou símbolo dessa fase foi o uso da IA para explorar conceitos complexos, como o problema de três corpos, permitindo não só ler explicações, mas também interagir com simulações e visualizar resultados em tempo real.
Esse recurso, embora ainda limitado a alguns países, mostrou o caminho que o Google quer seguir: menos links, mais contexto e aprendizado prático direto na busca.
Deep Think: quando a IA “pensa duas vezes”
🤔 Fechando o pacote, o Google apresentou o Deep Think, um modo que incentiva o modelo a revisar e aprofundar seu próprio raciocínio antes de entregar a resposta final. Em um ano marcado por debates sobre confiabilidade e precisão das IAs, esse recurso simbolizou a tentativa de tornar os modelos não apenas mais rápidos, mas também mais cuidadosos.
📌 Olhando em retrospecto, o Gemini 3 consolidou 2025 como o ano em que o Google deixou claro que não pretende apenas acompanhar a corrida da IA, mas disputar a liderança, apostando em multimodalidade, autonomia e, acima de tudo, em respostas que realmente façam sentido.⚡


A febre das bets
🤯 Se houve um fenômeno que marcou o ano de forma silenciosa, e alarmante, foi a explosão das apostas online no Brasil. Dados apresentados pelo Banco Central ao longo de 2025 escancararam a dimensão do problema: apenas no primeiro trimestre do ano, cerca de R$ 22 bilhões saíram das contas dos brasileiros direto para sites e aplicativos de apostas.
Os números vieram à tona durante as discussões da CPI das Bets no Senado e ajudaram a dimensionar o impacto econômico e social desse mercado. Segundo estimativas apresentadas pelos parlamentares, se o ritmo se mantiver, o volume anual de apostas pode chegar a R$ 270 bilhões — um valor comparável a gastos essenciais da economia brasileira, como o consumo anual de carne bovina.
🍺 Mas o dado mais chocante não foi só o tamanho do mercado, e sim de onde esse dinheiro está saindo. Pesquisas discutidas ao longo do ano mostraram que quase 30% dos brasileiros passaram a usar o dinheiro reservado para lazer — como sair para comer, beber ou se divertir — para alimentar as apostas. Outros 18% admitiram cortar gastos básicos, como carne ou refeições fora de casa, para manter a chamada “banca”.
Educação em risco
📚 O impacto não parou no prato. Estudos apresentados pela ABMES e pela Educa Insights indicaram que cerca de 986 mil pessoas podem deixar de ingressar no ensino superior em 2026 por causa do dinheiro comprometido com apostas online. Em um país onde o acesso à educação já é desigual, o número virou um dos alertas mais graves da retrospectiva do ano.
Entre as classes D e E, o gasto médio mensal com apostas chegou a R$ 421. Já na classe A, ultrapassou R$ 1.200. Ou seja, a prática não ficou restrita a “trocados”, mas passou a disputar espaço direto com alimentação, estudo e planejamento de vida.
Um problema que virou debate nacional
🎰 Ao longo de 2025, o Senado passou a tratar o tema como uma questão de saúde pública e responsabilidade social. Parlamentares que antes apoiaram a regulamentação das apostas passaram a fazer autocríticas. Eduardo Girão chamou a liberação das bets de “desastre”, enquanto Izalci Lucas afirmou que o modelo atual “destruiu o Brasil”.
Também ganhou força a discussão sobre taxação pesada das plataformas, especialmente após relatos de que benefícios sociais, como o Bolsa Família, estavam sendo usados em sites de apostas, dinheiro que deveria garantir comida e dignidade básica.
Um retrato incômodo do ano
⚠️ Olhando em retrospecto, a febre das bets deixou claro que o problema vai muito além do entretenimento. Em 2025, apostar deixou de ser apenas um passatempo para se tornar prioridade financeira para milhões de brasileiros, com efeitos diretos na alimentação, na educação e na qualidade de vida.
Entre promessas de ganhos fáceis e perdas silenciosas, o ano escancarou uma verdade dura: o custo das apostas está sendo pago fora das telas, no prato vazio e nos sonhos adiados.⚡


A estreia histórica que marcou o ano da Nintendo

Nintendo / Reprodução
🚀 Depois de meses de rumores, vazamentos e expectativas nas alturas, 2025 entrou para a história da Nintendo com o lançamento do Switch 2. O novo console chegou oficialmente ao mercado já quebrando recordes: em apenas quatro dias, vendeu 3,5 milhões de unidades, tornando-se o console de lançamento mais rápido da história da empresa — superando ícones como Wii, DS e o próprio Switch original.
Os números foram divulgados pela própria Nintendo e ajudaram a consolidar o Switch 2 como um dos lançamentos mais impactantes do ano na indústria de games. Em comunicados oficiais, o presidente da companhia, Shuntaro Furukawa, celebrou a recepção do público, enquanto Doug Bowser, da Nintendo of America, destacou como os jogadores abraçaram os novos recursos do console, seja jogando em casa ou no modo portátil, uma das marcas registradas da linha Switch.
Um começo mais forte que os concorrentes
🥊 Para dimensionar o feito, o desempenho inicial do Switch 2 superou até mesmo consoles recentes de peso. O PlayStation 5, por exemplo, vendeu cerca de 3,4 milhões de unidades nas primeiras quatro semanas, enquanto o novo console da Nintendo passou dessa marca em apenas quatro dias. Mesmo considerando o contexto difícil do lançamento do PS5, o impacto do Switch 2 deixou claro que a Nintendo começou o ano em vantagem.
Com esse ritmo, a empresa estabeleceu uma meta ambiciosa: 15 milhões de unidades vendidas no primeiro ano, número que se aproxima do desempenho do Switch original no mesmo período e reforça a confiança da Nintendo no novo hardware.
Um novo capítulo na história dos consoles
🏆 Embora ainda esteja longe do topo do ranking histórico de vendas, liderado por consoles como PlayStation 2, Nintendo DS e o próprio Switch, o início do Switch 2 colocou o aparelho imediatamente no radar como um possível futuro integrante do clube dos consoles mais vendidos de todos os tempos.
O impacto no Brasil
💵 No Brasil, o lançamento também foi um dos destaques do ano. O Switch 2 chegou oficialmente ao país com uma lista robusta de jogos já no lançamento, incluindo títulos como Mario Kart World, Donkey Kong Bananza e até Cyberpunk 2077. Os preços, no entanto, chamaram atenção: a partir de R$ 4.499,90, com bundles ultrapassando os R$ 4.700.
Um lançamento para entrar na retrospectiva
🎮 Olhando para trás, o Switch 2 não foi apenas mais um console novo no mercado. Seu lançamento simbolizou um dos grandes acontecimentos de 2025 para a indústria de tecnologia e entretenimento, mostrando que a Nintendo ainda sabe criar eventos globais, mobilizar fãs e ditar tendências.
Se o hype vai se sustentar ao longo dos próximos anos, o tempo dirá. Mas, na retrospectiva do ano, uma coisa já é certa: o pontapé inicial do Switch 2 foi simplesmente histórico.⚡

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