- CreativeNews
- Posts
- Wall Street trocou a maçã pelo Google #594
Wall Street trocou a maçã pelo Google #594
➜ EDIÇÃO 594



Spotify revive clima de MSN

Spotify / Reprodução
🎵 Quem viveu a era do MSN vai sentir uma pontinha de nostalgia. O Spotify acaba de lançar um recurso que permite mostrar, em tempo real, as músicas que você está ouvindo para seus amigos dentro da própria plataforma. A novidade é opcional e chega para turbinar o lado social do serviço.
Batizada de “Listening Activity” (ou “Atividade de reprodução”), a função exibe quais faixas estão tocando no seu perfil enquanto você escuta música. Tudo acontece em tempo real e só é visível para amigos no Spotify, nada de exposição indesejada.
📱 O controle também fica totalmente nas suas mãos. Dá para ativar ou desativar o recurso quando quiser e escolher, contato por contato, quem pode acompanhar sua trilha sonora do momento.
Não é exatamente novidade… mas agora é diferente
Para usuários mais antigos, a ideia não soa totalmente nova. Quem usa o Spotify no desktop já conhece a coluna de atividade dos amigos, que mostra o que cada um está ouvindo, desde que o follow seja mútuo. Um clique na música, e pronto: você cai direto na faixa.
💬 A diferença agora é que esse recurso foi integrado ao mensageiro nativo do Spotify. Ou seja, a atividade de reprodução passa a aparecer dentro das conversas, deixando o chat bem mais interativo e aproximando ainda mais a experiência de algo parecido com um “status musical”.
Assim como o chat, a função é totalmente opcional.
Criar uma Jam ficou mais fácil
Além de mostrar o que está tocando, o Spotify também anunciou um atalho para criar uma Jam diretamente pelo chat. O botão aparece na tela de conversa com um amigo e permite convidá-lo rapidamente para ouvir música junto.
🎶 Se o convite for aceito, a Jam começa na hora, com reprodução sincronizada e uma playlist que mistura os gostos musicais dos dois usuários, perfeito para dividir descobertas ou ouvir algo em conjunto, mesmo à distância.
Chegando aos poucos
As duas novidades estão sendo liberadas de forma gradativa para usuários de Android e iOS, com previsão de chegar a todos até fevereiro. Em testes recentes, a função ainda não aparecia disponível para todos.
🔞 Vale lembrar: como dependem do mensageiro nativo do Spotify, os recursos são exclusivos para usuários com mais de 16 anos.⚡


Wall Street muda de líderes
🤯 Depois de anos disputando posição no topo, a Alphabet finalmente ultrapassou a Apple em valor de mercado e assumiu o posto de segunda empresa mais valiosa dos Estados Unidos. A virada aconteceu na quarta-feira (7), algo que não acontecia desde 2019.
Impulsionada pelo bom desempenho das ações e pelo avanço consistente em inteligência artificial, a controladora do Google fechou o pregão avaliada em US$ 3,88 trilhões, após uma alta de mais de 2% nos papéis, negociados a US$ 322,03. Já a Apple terminou o dia com US$ 3,84 trilhões em valor de mercado, pressionada por uma queda acumulada superior a 4% nos últimos cinco pregões.
🥈 Segundo dados da Dow Jones Market Data, esta também foi a primeira vez desde fevereiro de 2018 que a Alphabet aparece oficialmente como a segunda empresa mais valiosa do país, ficando atrás apenas da Nvidia, que já ultrapassa os US$ 4,6 trilhões.
IA no centro da virada
A troca de posições reflete caminhos bem diferentes quando o assunto é inteligência artificial. A Alphabet fechou 2025 como uma das ações mais fortes de Wall Street, surfando uma retomada claramente ancorada em IA.
📅 Em novembro, a empresa apresentou o Ironwood, a sétima geração de seus chips próprios de processamento tensorial (TPUs), vistos como uma alternativa real às soluções da Nvidia. No mês seguinte, o Google lançou o Gemini 3, nova versão de seu modelo de linguagem, que recebeu avaliações bastante positivas do mercado.
O resultado apareceu no papel: as ações da Alphabet subiram cerca de 65% em 2025, a maior valorização anual desde 2009.
Nuvem, chips e apostas bilionárias
☁️ No último balanço trimestral, o CEO Sundar Pichai destacou que a demanda por serviços de nuvem segue em forte crescimento. Segundo ele, o Google Cloud fechou mais contratos acima de US$ 1 bilhão em 2025 (até o terceiro trimestre) do que nos dois anos anteriores somados.
Analistas também enxergam o avanço do Gemini como um sinal claro da posição do Google na corrida da IA. Em relatório recente, o BNP Paribas afirmou que a empresa “pode estar posicionada para se tornar a plataforma dominante de IA”.
⚙️ Além disso, os chips próprios da Alphabet seguem chamando atenção. A empresa revelou que deve fornecer até 1 milhão de TPUs para a Anthropic, enquanto a Meta avalia usar a tecnologia em seus data centers. Para analistas da D.A. Davidson, os negócios de TPUs somados à DeepMind poderiam valer quase US$ 1 trilhão em um eventual desmembramento.
E não para por aí: a Alphabet ainda controla a Waymo, líder do mercado de robotáxis nos EUA, que busca captar mais de US$ 15 bilhões, com avaliação estimada em até US$ 110 bilhões.
Apple fica para trás na corrida da IA
🍎 Do outro lado da balança, a Apple enfrenta dificuldades para convencer investidores sobre sua estratégia em inteligência artificial. A empresa adiou a nova geração da Siri, prevista inicialmente para 2025, e agora promete uma versão “mais pessoal” apenas em 2026.
Além disso, a companhia é frequentemente vista como ausente da corrida acelerada pela IA generativa, iniciada com o lançamento do ChatGPT no fim de 2022.
📉 Nesta semana, a Raymond James rebaixou a recomendação para as ações da Apple, avaliando que o potencial de ganhos em 2026 tende a ser limitado, um sinal claro de que o mercado está ficando mais exigente com a estratégia da empresa.⚡


Sem planos no domingo, solteiros mergulham no excesso de trabalho
😣 Para muita gente solteira, o domingo deixou de ser sinônimo de descanso. Em vez disso, virou o dia mais silencioso e, para alguns, o mais pesado da semana. A solução encontrada? Trabalhar. Muito.
Uma pesquisa recente do Dating.com, feita com mil solteiros nos Estados Unidos, mostra que 52% passam a maior parte dos domingos sozinhos. Mais alarmante ainda: 65% dizem que esse é o dia mais solitário da semana. Para preencher esse vazio, 74% afirmam recorrer ao trabalho para se manter ocupados, e 40% fazem isso com frequência.
💬 “O domingo costuma ser o dia mais quieto da semana e, quando você não tem família por perto ou um relacionamento, isso pode trazer muita tristeza”, explica Jaime Bronstein, assistente social e terapeuta residente do Dating.com, em conversa com a Fast Company. “Muitas pessoas usam o trabalho como fuga para não entrar em contato com os próprios sentimentos e isso não é exatamente saudável”.
Segundo ela, há também um fator externo, alguns empregadores acabam criando expectativas mais altas sobre funcionários solteiros, partindo da ideia de que eles teriam menos responsabilidades pessoais.
A solidão está crescendo, dentro e fora do trabalho
💔 Namorar nunca foi simples, mas Bronstein acredita que a experiência ficou ainda mais solitária na era digital. “Existe uma comparação constante nas redes sociais, com casais aparentemente felizes. Depois vêm os aplicativos de relacionamento, cheios de ghosting e descartabilidade. As pessoas desistem rápido e isso gera mais rejeição”.
Não por acaso, em 2023 a solidão e o isolamento foram classificados como preocupação global de saúde pela OMS e como uma epidemia pelo cirurgião-geral dos EUA. Desde então, o problema parece ter invadido também o ambiente profissional.
📊 Uma pesquisa da KPMG realizada em setembro revelou que 45% das pessoas se sentem solitárias no trabalho, contra 25% apenas dez meses antes. “Os dados mostram um crescimento claro da solidão no último ano”, afirma Sandy Torchia, vice-presidente de talentos e cultura da KPMG, para a Fast Company.
Entre os fatores apontados, o dinheiro pesa bastante: 75% dizem que está cada vez mais difícil bancar atividades sociais com colegas fora do trabalho. O trabalho remoto também contribui: 67% dos profissionais em home office relatam se sentir isolados, contra 45% no total da força de trabalho.
Trabalhar mais não resolve, só adia o problema
💼 Usar o trabalho como muleta emocional pode parecer produtivo no curto prazo, mas costuma cobrar um preço alto depois. Pessoas que fazem isso ficam mais expostas à exaustão, à depressão e ao burnout, o que acaba prejudicando a carreira em vez de ajudar.
Para solteiros, o risco pode ser ainda maior. Muitos já lidam sozinhos com custos elevados de moradia, impostos e despesas do dia a dia, o que aumenta a pressão financeira e emocional.
O papel das empresas no combate à solidão
⏱️ Como o trabalho ocupa grande parte do tempo das pessoas, ele também pode ser parte da solução. E isso vale especialmente para funcionários solteiros.
Para a KPMG, 29% dos entrevistados disseram ser mais produtivos quando têm amigos próximos no trabalho. Torchia defende que as empresas criem mais espaços de interação que não estejam ligados apenas a tarefas e entregas.
🤝 “Na pesquisa, 89% afirmaram que interações facilitadas pela empresa são muito importantes”, conta o vice-presidente de talentos e cultura da KPMG. “Isso mostra que existe uma expectativa clara de que as organizações assumam esse papel”.
Segundo a Gallup, funcionários tendem a se sentir menos isolados quando sabem o que se espera deles, recebem reconhecimento, sentem que alguém se importa com seu desenvolvimento, se conectam à missão da empresa e têm a chance de fazer algo em que são bons todos os dias.⚡


LEGO entra de vez na era dos brinquedos inteligentes
🤯 A LEGO decidiu dar um passo além do “só montar” e apresentou, durante a CES 2026, uma novidade que promete mudar a forma de brincar com seus blocos clássicos. A empresa revelou o LEGO Smart Play, um sistema inteligente que adiciona sons, luzes e reações às construções, tudo sem precisar de celular ou aplicativo.
Segundo a própria LEGO, essa é uma das maiores transformações na experiência com seus brinquedos em décadas. E, dessa vez, a ideia é unir tecnologia e imaginação sem complicar a brincadeira.
Como funcionam os blocos inteligentes da LEGO
🧩 O sistema Smart Play funciona a partir de três peças especiais que passam a integrar algumas linhas futuras da marca. Sem elas juntas, a experiência fica incompleta:
Smart Brick: um bloco 4x2 que parece comum, mas esconde sensores, alto-falante e iluminação interna. É o “cérebro” da brincadeira.
Smart Tag: uma peça plana que funciona como uma espécie de etiqueta inteligente, dizendo ao bloco como ele deve reagir em cada situação.
Smart Minifigures: as clássicas minifiguras da LEGO, agora capazes de responder com sons e luzes.
Na prática, o Smart Brick funciona como um pequeno computador independente. Ele não precisa se conectar a smartphones, aplicativos ou Wi-Fi. Algo que diferencia essa solução de experiências anteriores da LEGO, que apostavam em realidade aumentada e telas.
Brinquedos que reagem à brincadeira
🚁 Durante a apresentação, a LEGO mostrou alguns protótipos para demonstrar o potencial da tecnologia. Um deles foi um helicóptero que, ao se aproximar da Smart Tag, passa a emitir sons de hélice e motor, além de efeitos de luz.
E, como manda a tradição da marca, o sistema não fica preso a um único conjunto. Os consumidores poderão usar as peças inteligentes em outras criações e colecionáveis, mesmo que as interações fiquem limitadas a certos sons e reações pré-programadas.
Star Wars inaugura a novidade
💸 Os primeiros produtos comerciais com o LEGO Smart Play chegam pela franquia Star Wars. Um dos destaques é uma TIE Fighter de Darth Vader, com 473 peças, custando US$ 70 (cerca de R$ 380, em conversão direta).
A pré-venda começou na ultíma sexta-feira (9) nos Estados Unidos, com lançamento inicial restrito a alguns mercados. Por enquanto, a LEGO ainda não informou quando, ou se, a linha Smart Play chegará ao Brasil.⚡

➜ Quer anunciar com a gente? Então clica aqui! 📣
➜ Quer receber nossa news diariamente? Cadastre-se gratuitamente! ⚡