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IA com memória afetiva? Google dá novo passo no Gemini #602
➜ EDIÇÃO 602



Mesmo com queda nos downloads, gastos com apps disparam em 2025
📉 Pode até parecer contraditório, mas é exatamente isso que está acontecendo no mundo dos aplicativos. Em 2025, os downloads voltaram a cair, pelo quinto ano consecutivo, enquanto os gastos dos consumidores dispararam, chegando a quase US$ 156 bilhões no mundo todo.
Os dados fazem parte do relatório anual da Appfigures, empresa especializada em inteligência de mercado para aplicativos. Segundo o estudo, os downloads globais na App Store e no Google Play somaram 106,9 bilhões, uma queda de 2,7% em relação a 2024. Já os gastos cresceram 21,6%, alcançando US$ 155,8 bilhões no mesmo período.
Assinaturas salvam o jogo
✍️ O principal motor desse crescimento? A já conhecida, e muitas vezes criticada, economia de assinaturas. Mesmo com menos gente baixando apps novos, desenvolvedores e empresas têm sido cada vez mais eficientes em convencer usuários a gastar dentro dos aplicativos, seja com compras pontuais ou planos recorrentes.
Na prática, isso significa menos foco em volume e mais em monetização da base ativa. Um modelo que, apesar das reclamações dos usuários, vem se mostrando bem mais sustentável para quem cria apps.
Jogos perdem protagonismo na receita
💸 Outro dado importante do relatório mostra uma mudança histórica no mercado. Pela primeira vez em anos, os jogos deixaram de ser a principal fonte de receita da economia de apps.
Em 2025:
Jogos mobile faturaram US$ 72,2 bilhões, cerca de 46% do total
Apps que não são jogos somaram US$ 82,6 bilhões, após um crescimento expressivo de 33,9%
Mesmo com os jogos crescendo 10% em relação ao ano anterior, os aplicativos de produtividade, redes sociais, streaming, bem-estar e finanças digitais avançaram ainda mais rápido.
Um ecossistema inteiro lucrando com assinaturas
💳 Esse boom de pagamentos recorrentes não beneficia apenas os desenvolvedores. Ele também impulsiona um ecossistema inteiro de empresas focadas em monetização, marketing e gestão de assinaturas.
Downloads seguem em queda após o pico da pandemia
O relatório também reforça uma tendência que vem se consolidando desde o fim da pandemia. Após atingir o pico histórico de 135 bilhões de downloads em 2020, o mercado entrou em desaceleração.
2024: 109,8 bilhões de downloads
2025: 106,9 bilhões
📱 Os jogos mobile foram os mais afetados:
39,4 bilhões de downloads em 2025
Queda de 8,6% em relação a 2024
Já os apps que não são jogos praticamente se mantiveram estáveis, com um leve crescimento de 1,1%, chegando a 67,4 bilhões de instalações.
O novo normal dos aplicativos
🤔 O cenário deixa claro que o mercado de aplicativos entrou em uma nova fase: menos dependente de novos downloads e cada vez mais focado em reter usuários e extrair valor ao longo do tempo. Para os desenvolvedores, é um caminho mais previsível. Para os usuários… nem sempre tão barato.⚡


Google dá um passo além e lança “Inteligência Pessoal” no Gemini

Google / Reprodução
🤯 O Google acaba de elevar o nível da disputa no mundo da inteligência artificial. A empresa anunciou um novo recurso no app Gemini que promete deixar o chatbot muito mais pessoal e, de quebra, cutucar diretamente o Apple Intelligence.
Batizada de Inteligência Pessoal, a novidade conecta informações de diferentes aplicativos do Google, como Gmail, Google Fotos e outros serviços, para entregar respostas mais contextuais e sob medida para cada usuário. O anúncio foi feito na última semana em um post oficial no blog da empresa.
💬 Segundo Josh Woodward, vice-presidente do Google Labs e do aplicativo Gemini, a ideia é simples (e ambiciosa): fazer com que o Gemini entenda o contexto da sua vida digital sem que você precise explicar tudo. “Seja para conectar uma conversa nos seus e-mails a um vídeo que você assistiu ou encontrar nuances na sua biblioteca de fotos, o Gemini agora entende o contexto sem que você precise dizer onde procurar”, escreveu Woodward.
Gemini agora “raciocina” sobre seus dados
Na prática, essa é mais uma tentativa do Google de turbinar o Gemini e torná-lo mais competitivo frente a rivais como ChatGPT (OpenAI) e outras IAs generativas. A grande novidade é que o Gemini 3 passa a “raciocinar sobre seus dados”, cruzando informações para entregar insights proativos, e não apenas respostas literais.
🔍 Vale lembrar que o Gemini já conseguia acessar dados de apps do Google. A diferença agora está na capacidade de entender relações, histórico e contexto, algo que aproxima bastante o recurso da proposta de uma IA pessoal de verdade.
Concorrência direta com a Apple
O lançamento acontece poucos dias depois de a Apple reforçar sua estratégia com o Apple Intelligence, sistema que integra apps para ajudar na escrita, criação de imagens e compreensão de contexto do usuário.
🍎 Curiosamente, a própria Apple anunciou recentemente que escolheu o Google como parceiro tecnológico para parte de seus recursos de IA, incluindo uma grande atualização da Siri prevista para o fim do ano. Ainda assim, no campo da experiência do usuário, o embate entre Gemini e Apple Intelligence é inevitável.
Disponibilidade (e cautela)
Por enquanto, a Inteligência Pessoal está disponível apenas para assinantes dos planos Google AI Pro e AI Ultra, exclusivamente nos Estados Unidos. O recurso chega desativado por padrão e deve ser integrado futuramente ao Modo IA da busca do Google.
⚠️ Woodward fez questão de avisar que a funcionalidade ainda está em fase beta e pode cometer deslizes, especialmente em situações sensíveis. “O Gemini pode ter dificuldades com timing ou nuances, principalmente em mudanças de relacionamento, como divórcios, ou interesses variados do usuário”, explicou.
Em temas delicados, como saúde, a IA tenta evitar conclusões precipitadas, mas pode discutir essas informações se o usuário perguntar diretamente.
E a privacidade?
🔒 Um ponto importante: o Google afirma que não treina seus modelos diretamente com conteúdos do Gmail ou do Google Fotos. Segundo a empresa, apenas dados limitados, como instruções dadas ao Gemini e respostas do modelo, são usados para melhorar a ferramenta ao longo do tempo.
Mesmo assim, o lançamento reacende o debate sobre privacidade, personalização e até onde uma IA deve conhecer a vida digital do usuário.⚡


As profissões que devem bombar no Brasil em 2026, segundo o LinkedIn
🧑💼 Se você está de olho no futuro do mercado de trabalho, já pode anotar: tecnologia segue mandando no jogo. As profissões ligadas ao universo tech lideram a lista de cargos que mais devem crescer no Brasil em 2026, desenhando um mercado cada vez mais técnico, conectado e movido à inovação.
Esse cenário aparece no levantamento anual do LinkedIn sobre empregos em alta, que analisa dados de contratações, movimentações de carreira e a demanda por novas habilidades no país. O resultado mostra um mercado mais dinâmico e bem menos engessado.
IA deixa de ser “coisa só de TI”
🤖 Um dos pontos mais interessantes do estudo é que a Inteligência Artificial deixou de ser exclusividade da área de tecnologia. Hoje, ela influencia processos de seleção, qualificação profissional e desempenho em diferentes funções. Por isso, cargos técnicos, estratégicos e até operacionais aparecem lado a lado no ranking.
O recado é claro: o mercado está mais integrado, e quem entende de tecnologia, mesmo fora da área de TI, sai na frente.
Tecnologia lidera, mas não reina sozinha
💻 Mais da metade das 25 profissões listadas tem ligação direta com tecnologia, engenharia e dados. O uso intensivo de ferramentas digitais é o principal ponto em comum entre elas.
No topo do ranking está o cargo de engenheiro de Inteligência Artificial, impulsionado pela popularização dos modelos de linguagem, automações e soluções baseadas em IA. Também ganham espaço funções ligadas a dados, segurança de processos, confiabilidade e eficiência energética, áreas essenciais para reduzir riscos e melhorar decisões nas empresas.
Saúde, finanças e gestão seguem em alta
⚕️ Fora do eixo tech, a área da saúde continua crescendo de forma consistente. Profissões como auxiliar de enfermagem, técnico em microbiologia e coordenador de pesquisa clínica aparecem entre os destaques.
Segundo o LinkedIn, esse movimento está ligado ao envelhecimento da população, ao avanço dos diagnósticos e à ampliação das pesquisas clínicas no Brasil.
🏦 Já no campo da gestão e das finanças, cargos como planejador financeiro, analista de investimentos e gerente de planejamento estratégico seguem aquecidos. Em tempos de incerteza econômica, empresas buscam profissionais capazes de organizar recursos, prever cenários e tomar decisões mais assertivas.
O perfil das profissões do futuro
No geral, as carreiras que mais crescem em 2026 têm algo em comum: misturam tecnologia, análise e gestão. São funções que exigem atualização constante, aprendizado contínuo e capacidade de adaptação rápida às mudanças.
💼 O mercado está mudando e rápido. Para quem quer crescer nos próximos anos, investir em novas habilidades deixou de ser diferencial e virou requisito básico.⚡


Netflix + Sony

Giphy / Reprodução
🤯 A Netflix resolveu subir ainda mais a aposta na guerra do streaming e o movimento é daqueles que fazem o mercado inteiro prestar atenção. A plataforma fechou um acordo bilionário com a Sony Pictures Entertainment para exibir, com exclusividade global, os filmes do estúdio após a janela completa de cinema e home entertainment.
O contrato é do tipo Pay-1, aquele momento nobre em que os longas finalmente chegam ao streaming depois da passagem pelos cinemas. A grande novidade é que, desta vez, o acordo não fica restrito a alguns países. Até então, a parceria entre Netflix e Sony valia apenas para mercados como Estados Unidos, Alemanha e parte do Sudeste Asiático.
🎞️ Agora, a história muda: a Netflix passa a ser a casa global dos filmes da Sony, algo inédito nesse tipo de licenciamento e visto como um marco para a indústria. Os valores oficiais não foram divulgados, mas fontes apontam que o contrato ultrapassa os US$ 7 bilhões, o maior acordo Pay-1 já fechado até hoje.
Calma, porém, que não é tudo imediato. A implementação será gradual a partir do fim de 2026, conforme os direitos territoriais forem expirando. A operação totalmente global só deve ficar completa no início de 2029.
O que torna esse acordo tão poderoso
📺 O grande diferencial aqui é o fim da bagunça geográfica. Antes, os filmes da Sony apareciam em streamings diferentes dependendo do país. Agora, a Netflix centraliza essa janela premium no mundo todo, simplificando o acesso e reforçando sua posição como principal vitrine do cinema hollywoodiano no streaming.
Lauren Smith, vice-presidente de licenciamento da Netflix, diz que o acordo entrega “valor incrível” para os assinantes ao reunir franquias queridas pelo público global. Já Paul Littmann, da Sony, destacou que a parceria fortalece tanto os lançamentos nos cinemas quanto a independência do estúdio, que, vale lembrar, não tem um streaming próprio.
Quais filmes da Sony entram no pacote
🎥 O acordo cobre lançamentos futuros e títulos selecionados do catálogo. Entre os nomes mais comentados estão Spider-Man: Beyond the Spider-Verse, o live-action de The Legend of Zelda, The Nightingale, Buds e o ambicioso projeto de Sam Mendes sobre os Beatles, dividido em quatro filmes.
Produções recentes como Uncharted, Anyone But You, It Ends With Us e Venom: The Last Dance já deram uma amostra do impacto da parceria, voltando ao hype ao aparecerem no Top 10 da Netflix.
E o Brasil nessa história?
🌎 Por aqui, o cenário ainda exige paciência. Hoje, os filmes da Sony chegam ao streaming brasileiro pelo HBO Max, graças a contratos antigos que seguem válidos. Como o acordo global só deve estar totalmente ativo em 2029, é provável que o público brasileiro ainda veja os lançamentos da Sony passando pelo HBO Max nos próximos anos.
A transição deve ser gradual, acompanhando o fim dos contratos locais. A Netflix ainda não detalhou quando exatamente o Brasil entra no novo modelo.⚡

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