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Uma rede social só de IAs? Agora ela é da Meta #654
➜ EDIÇÃO 654



Youtube no topo
🤯 O YouTube atingiu um novo marco em 2025 e mostrou, mais uma vez, como o consumo de entretenimento está mudando. Segundo estimativas da consultoria MoffettNathanson, divulgadas pelo The Hollywood Reporter, a plataforma arrecadou US$ 40,4 bilhões em receita publicitária no ano passado.
O número impressiona porque supera a receita combinada de anúncios de quatro gigantes tradicionais da mídia: Disney, NBCUniversal, Paramount Global e Warner Bros. Discovery. Juntas, essas empresas somaram cerca de US$ 37,8 bilhões em publicidade no mesmo período.
Uma virada em relação a 2024
🥈 O resultado também representa uma reviravolta em relação ao ano anterior. Em 2024, o YouTube ainda estava atrás dos estúdios tradicionais.
Naquele ano, a plataforma registrou US$ 36,1 bilhões em anúncios, enquanto Disney, NBCUniversal, Paramount e Warner Bros. Discovery arrecadaram juntos cerca de US$ 41,8 bilhões.
📈 Em apenas um ano, o cenário mudou e agora a vantagem está do lado do YouTube.
Mudança no consumo de entretenimento
Durante décadas, os grandes estúdios dominaram o entretenimento com filmes de alto orçamento e séries populares. Mas o comportamento do público mudou.
📺 Enquanto empresas tradicionais enfrentam queda de audiência na TV linear e custos cada vez maiores de produção, plataformas digitais avançam rapidamente.
Mesmo com investimentos pesados em streaming, as gigantes de Hollywood têm dificuldade para acompanhar o ritmo de crescimento do YouTube, que continua atraindo cada vez mais espectadores — especialmente os mais jovens.
Receita total também impressiona
💰 Os números divulgados pela Alphabet, empresa controladora do YouTube, reforçam o tamanho da plataforma.
Segundo a companhia, a receita total do YouTube chegou a US$ 60 bilhões em 2025. Grande parte desse valor vem de assinaturas e serviços pagos, como:
YouTube TV
YouTube Premium
YouTube Music
NFL Sunday Ticket
Para efeito de comparação, a Netflix registrou cerca de US$ 45,2 bilhões de receita em 2025, valor consideravelmente menor.
Publicidade ainda fica atrás das big techs
😬 Mesmo com o crescimento, o YouTube ainda não alcança o nível de algumas gigantes da tecnologia quando o assunto é publicidade.
A Meta, por exemplo, registrou US$ 196,2 bilhões em receita publicitária em 2025, um valor muito superior.
💸 Ainda assim, anunciantes continuam migrando para o YouTube porque é lá que o público passa boa parte do tempo, especialmente nas gerações mais jovens.⚡


Moltbook, rede onde IAs conversam entre si, agora pertence à Meta

Moltbook / Reprodução
🤯 A Meta acaba de reforçar sua aposta em inteligência artificial com a aquisição da Moltbook, uma curiosa “rede social” onde agentes de IA conversam entre si.
A notícia foi divulgada inicialmente pela Axios e depois confirmada pelo TechCrunch. Com a compra, a equipe da Moltbook passa a integrar o Meta Superintelligence Labs, divisão da empresa dedicada ao desenvolvimento de tecnologias avançadas de IA.
👨🏻💼 Os criadores da plataforma, Matt Schlicht e Ben Parr, também vão se juntar à Meta como parte do acordo — cujos valores não foram divulgados.
A Moltbook ganhou notoriedade por propor algo bem diferente: uma espécie de fórum parecido com o Reddit, mas onde os usuários são agentes de inteligência artificial.
🤖 Esses agentes utilizam uma interface chamada OpenClaw, que permite conectar diferentes modelos de IA e fazê-los interagir entre si.
O OpenClaw funciona como uma ponte para ferramentas populares como ChatGPT, Claude, Gemini e Grok, possibilitando que as pessoas conversem com agentes de IA usando aplicativos de mensagens como iMessage, Discord, Slack e WhatsApp.
💻 O projeto foi criado pelo programador Peter Steinberger, que posteriormente se juntou à OpenAI em uma movimentação semelhante envolvendo aquisições no setor.
Embora o OpenClaw já fosse conhecido entre desenvolvedores, foi a Moltbook que realmente viralizou.
😨 O motivo? Algumas publicações chamaram atenção ao sugerir que agentes de IA estariam discutindo entre si estratégias e até pensando em criar uma linguagem secreta.
Um post em especial circulou amplamente nas redes ao mostrar um suposto agente incentivando outros a desenvolver uma comunicação criptografada de ponta a ponta, o que rapidamente despertou curiosidade — e até preocupação — entre usuários humanos.
Mas havia um detalhe importante
🤔 A história ganhou outro capítulo quando especialistas em segurança analisaram o sistema e descobriram que nem todas as publicações eram realmente feitas por IAs.
Segundo Ian Ahl, CTO da Permiso Security, havia falhas de segurança que permitiam que qualquer pessoa se passasse por um agente de inteligência artificial.
😡 O problema estava em credenciais expostas na infraestrutura do serviço, baseada na plataforma Supabase. Durante algum tempo, os tokens de acesso ficaram públicos, o que possibilitou que usuários humanos criassem postagens fingindo ser IAs.
Na prática, parte do conteúdo que assustou ou intrigou a internet pode ter sido produzido por pessoas e não por máquinas.
E agora?
Ainda não está totalmente claro como a Meta pretende usar a tecnologia da Moltbook dentro de seus projetos de IA.
🤨 Mas o interesse da empresa pelo conceito já vinha sendo comentado internamente. Durante o período em que a rede social viralizou, o CTO da Meta, Andrew Bosworth, chegou a comentar o assunto em uma sessão de perguntas no Instagram.
Segundo ele, não é surpreendente que agentes de IA falem de forma parecida com humanos, afinal, eles são treinados em enormes bases de dados com conteúdo produzido por pessoas.
😂 O que realmente chamou sua atenção foi a quantidade de humanos invadindo a rede para interagir com os agentes, algo que nem estava previsto originalmente no sistema.⚡


IA, requalificação e saúde mental lideram tendências de RH no Brasil
💼 O setor de Recursos Humanos no Brasil está entrando em uma nova fase e a inteligência artificial é uma das principais responsáveis por isso. Segundo o relatório “Tendências de RH para 2026”, desenvolvido pelo Pandapé, o mercado de trabalho está sendo moldado por três forças principais: tecnologia, novas regras trabalhistas e a necessidade urgente de requalificação profissional.
Para elaborar o estudo, a equipe analisou dados e pesquisas de instituições como Gartner, Fórum Econômico Mundial, LinkedIn, McKinsey & Company, Deloitte e ManpowerGroup.
💬 Para Patricia Suzuki, CHRO da Redarbor Brasil, grupo responsável pelo Pandapé, em conversa com o Portal Viva, pequenas mudanças já não resolvem mais os desafios atuais. “Hoje, temas como tecnologia, dados, qualificação e saúde mental ganharam urgência ao mesmo tempo”, afirma a executiva.
Estruturas mais enxutas e mais automação
Uma das transformações mais visíveis deve acontecer dentro das próprias empresas.
📊 Com o avanço da inteligência artificial, cerca de 40% das companhias devem redesenhar suas estruturas organizacionais, segundo dados da Gartner. A tendência é que as organizações adotem hierarquias mais enxutas e equipes com maior autonomia.
Nesse cenário, a automação deixa de ser apenas inovação e passa a ser parte essencial da operação.
📃 Além disso, o impacto chega também ao recrutamento. Dados do LinkedIn indicam que muitas empresas estão dando menos peso ao currículo tradicional e priorizando competências reais e habilidades comportamentais na hora de contratar.
Com isso, o RH passa a atuar de forma mais estratégica, usando dados para prever riscos de turnover, identificar lacunas de habilidades e apoiar decisões de negócio.
Requalificação vira prioridade
Outra tendência forte é a necessidade de atualização profissional.
🧑🎓 O Fórum Econômico Mundial estima que 59% dos trabalhadores precisarão desenvolver novas competências até 2030. Isso faz com que programas de capacitação deixem de ser iniciativas pontuais e passem a fazer parte do cotidiano das empresas.
Uma estratégia que ganha espaço nesse cenário é a mobilidade interna, que permite realocar funcionários para novas funções dentro da própria organização. Isso ajuda a reduzir custos de contratação e ainda preserva a cultura da empresa.
Saúde mental entra na agenda legal
🧠 O bem-estar dos profissionais também ganha cada vez mais relevância, inclusive do ponto de vista regulatório.
A partir de maio de 2026, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passará a exigir que empresas mapeiem riscos psicossociais no ambiente de trabalho, incluindo problemas como burnout e assédio.
🙂 Isso significa que saúde mental deixa de ser apenas um benefício corporativo e passa a ser uma questão de conformidade e gestão de riscos.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com a chamada fadiga digital, o que pode levar empresas a rever limites de disponibilidade e a questionar a ideia de produtividade associada à conexão constante.
Sustentabilidade também entra na equação
♻️ O relatório também aponta o crescimento da economia verde como um fator importante para o mercado de trabalho.
A transição para modelos mais sustentáveis deve gerar milhões de empregos nos próximos anos, tornando habilidades ligadas a ESG (ambiental, social e governança) cada vez mais valorizadas.
🚮 Segundo o estudo, profissionais estão cada vez mais atentos à coerência entre discurso e prática, pressionando empresas a incorporarem métricas reais de diversidade e sustentabilidade em suas políticas de gestão de pessoas.
Para Patricia Suzuki, o cenário atual representa um momento decisivo para as empresas. “2026 vai separar organizações que se adaptam rapidamente daquelas que ainda tratam essas mudanças como tendências distantes”, conclui.
😀 Em outras palavras: o futuro do trabalho já começou e quem não acompanhar o ritmo pode ficar para trás.⚡


Chat GPT, que música é essa?

OpenAI / Reprodução
🎶 O ChatGPT ganhou mais uma integração interessante. Agora, o chatbot da OpenAI pode trabalhar junto com o Shazam para identificar músicas que estão tocando ao seu redor.
Na prática, o processo ficou bem mais simples. Em vez de abrir o aplicativo do Shazam separadamente, o usuário pode perguntar diretamente ao ChatGPT qual música está tocando, e a resposta chega em poucos segundos graças ao sistema de reconhecimento de áudio do serviço.
Um app clássico dentro do chatbot
🍎 O Shazam é um dos aplicativos mais conhecidos quando o assunto é descobrir músicas a partir de um trecho de áudio. Desde 2017, o app pertence à Apple, que desenvolveu a integração com o chatbot.
Além de identificar a música, a nova conexão também permite ouvir uma prévia da faixa e salvar a descoberta diretamente na biblioteca do Shazam.
🎨 Essa não é a primeira integração do tipo dentro do ChatGPT. O chatbot já vem incorporando outras ferramentas populares, incluindo versões conectadas de softwares como o Adobe Photoshop.
Como conectar o Shazam ao ChatGPT
A integração é gratuita e pode ser ativada rapidamente. Veja o passo a passo:
Abra o ChatGPT no site ou no aplicativo para celular e faça login.
Vá até a aba “Aplicativos”, onde ficam as integrações disponíveis.
Encontre o Shazam e clique em “Conectar”.
Confirme novamente a conexão na nova janela que aparece.
Depois disso, o recurso já estará ativo.
Como identificar uma música
💬 Com a integração ativada, basta abrir o chat e usar um comando simples, como: “@Shazam, que música é essa?”
O sistema então usa o reconhecimento do Shazam para identificar a faixa e responder rapidamente.
🤖 Com cada vez mais integrações desse tipo, o ChatGPT vai se transformando em um hub de ferramentas digitais, reunindo diferentes serviços em um único lugar — agora incluindo também o clássico detector de músicas que todo mundo já usou pelo menos uma vez.⚡

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